Uma vida guiada pela união
Aos 78 anos, Neida Iasbek Felicio revisita as raízes, a família e a trajetória construída entre Cajuru, São Paulo e Ribeirão Preto
Gabriela Maulim 24 Set 2026 10:00Antes de se tornar empresária e assumir a presidência de uma companhia de transportes, Neida Iasbek Felicio foi a caçula de uma casa cheia em Cajuru. Hoje, aos 78 anos, ela reconhece na família, no trabalho e no acolhimento o fio que une sua infância, o casamento com José Roberto Felicio, a criação dos quatro filhos e a trajetória construída em Ribeirão Preto. “A minha história começa em Cajuru, cidade onde nasci e vivi parte importante e feliz da minha infância. Um ambiente simples, mas cercado de muito carinho. Éramos dez pessoas vivendo na mesma casa: meus pais, seis filhos, quatro meninas e dois meninos, e meus avós paternos. Eu era a caçulinha”, recorda. A rua era uma extensão da casa. Neida brincava na calçada, jogava bolinha de gude com as crianças da vizinhança e continuou brincando de boneca até os 14 anos. Depois, fez o curso para professora e chegou a lecionar em uma fazenda.
As
raízes
libanesas
também
ocupam
um
lugar
central
nessa
memória.
Seu
pai
chegou
ao
Brasil
aos
cinco
anos,
acompanhado
dos
pais,
que
se
estabeleceram
na
região
de
Mococa.
“Aprendi
a
valorizar
a
simplicidade,
a
honestidade
e
o
acolhimento.
Nossa
casa
era
cheia
de
pessoas,
havia
muito
amor”,
explica.
A
fé
católica,
o
respeito
ao
próximo
e
a
caridade
completaram
a
base
que
Neida
transmitiu
aos
filhos.
Foi
em
Cajuru
que
sua
história
se
cruzou
com
a
de
José
Roberto,
cujos
avós
moravam
em
frente
à
casa
de
Neida.
Amigos
desde
crianças,
aproximaram-se
na
adolescência.
O
namoro
começou
durante
uma
tradicional
festa
de
São
Sebastião,
depois
de
mensagens
trocadas
pelo
correio
elegante.
“Vivemos
quase
35
anos
juntos.
Foi
uma
história
bonita,
uma
trajetória
muito
feliz,
na
qual
aprendemos
a
enfrentar
os
desafios
sempre
juntos”,
conta.
O
casamento
aconteceu
em
1969,
quando
Neida
tinha
21
anos
e
José
Roberto,
25.
Em
São
Paulo,
constituíram
família
e
tiveram
quatro
filhos:
três
meninos
e
uma
menina.
A
parceria
foi
decisiva
quando
o
casal
adquiriu
a
Rápido
D’Oeste,
em
1985.
Nesse
período,
Neida
perdeu
o
pai
e,
nove
meses
depois,
a
mãe.
Enquanto
José
Roberto
se
dedicava
à
recuperação
da
empresa,
ela
cuidava
dos
quatro
filhos
e
participava
das
decisões.
Em
1987,
a
família
mudou-se
definitivamente
para
Ribeirão
Preto.
Com
os
filhos
maiores,
Neida
passou
a
participar
diretamente
da
administração.
Sua
sala
ficava
ao
lado
da
de
José
Roberto,
com
quem
dividia
responsabilidades
e
decisões.
Em
2004,
a
morte
repentina
do
marido
colocou
a
família
diante
de
seu
maior
desafio.
Além
de
atravessar
o
luto,
ela
precisou
seguir
à
frente
dos
negócios.
“Como
eu
já
trabalhava
com
ele,
continuei
indo
à
empresa.
Contei
com
o
apoio
dos
nossos
assessores
e,
principalmente,
dos
meus
filhos,
que
me
ajudaram
muito,
apesar
de
ainda
serem
jovens.
Juntos,
enfrentamos
diferentes
tipos
de
dificuldades,
mas
seguimos
em
frente
com
a
mesma
fórmula
de
trabalho
e
parceria
que
o
José
Roberto
nos
ensinou:
um
apoiando
o
outro
e
cada
um
fazendo
a
sua
parte,
com
muito
amor,
união
e
fé”,
afirma.
Neida tornou-se um ponto de equilíbrio para a família. Os quatro filhos passaram a trabalhar juntos e deram continuidade à empresa, mantendo a honestidade, a seriedade e os princípios transmitidos pelo pai.
Entre
resultados
profissionais
e
conquistas
pessoais,
Neida
não
hesita
ao
apontar
o
que
mais
a
orgulha.
“O
que
mais
marcou
a
minha
história
foi
ver
a
empresa
crescer
e,
principalmente,
conseguir
manter
a
família
unida
em
torno
dela.
Tenho
muito
orgulho
de
ver
os
meus
quatro
filhos
trabalhando
juntos
e
dando
continuidade
aos
valores
que
aprenderam
com
o
pai.
Para
mim,
essa
é
a
maior
conquista.
Nada
foi
por
acaso”,
destaca.
O
vínculo
com
Ribeirão
Preto
ganhou
reconhecimento
público
com
o
título
de
Cidadã
Ribeirão-pretana.
Na
cidade,
Neida
construiu
sua
história
profissional,
criou
os
filhos
e
viveu
alegrias
e
momentos
de
dor.
“Ribeirão
Preto
é
parte
muito
importante
da
minha
vida”,
ressalta.
Fora
do
trabalho,
Neida
gosta
de
viajar
e
de
estar
perto
das
pessoas
que
ama.
Sua
família
cresceu:
são
quatro
filhos,
três
noras,
um
genro
e
onze
netos.
Páscoa
e
Natal
são
compromissos
inegociáveis,
ocasiões
em
que
reúne
todos
e
transmite
às
novas
gerações
o
valor
da
união.
Apenas
um
neto
conheceu
José
Roberto,
mas
todos
sabem
de
sua
trajetória
e
guardam
uma
fotografia
do
avô.
Ao
olhar
para
o
caminho
percorrido,
Neida
deseja
ser
lembrada
como
uma
pessoa
alegre,
acolhedora
e
presente.
Uma
mãe
e
avó
que
trabalhou
para
manter
a
família
unida
e
tratou
todos
com
respeito,
carinho
e
honestidade.
Seu
legado
não
se
mede
apenas
pelo
crescimento
de
uma
empresa,
mas
pelos
laços
preservados
ao
longo
do
tempo.
“Quero
ter
muita
saúde
e
disposição
para
aproveitar
a
vida.
Para
mim,
a
vida
fica
mais
bonita
quando
é
vivida
em
companhia.
É
isso
que
pretendo
continuar
fazendo.
Enquanto
Deus
permitir,
quero
seguir
com
alegria,
fé
e
o
coração
cheio
de
gratidão”,
completa.
Foto: Lidia Muradás
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Como fazer
Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará.
(Salmos 91:1)
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