A opinião de David Ellefson sobre sua demissão do Megadeth em 2021

Curiosidades A opinião de David Ellefson sobre sua demissão do Megadeth em 2021

Ex-baixista ainda se vê como um dos pilares da banda, tendo sido o principal colaborador de Dave Mustaine por boa parte da história do grupo

Por André Luiz Fernandes 27 de janeiro de 2026 Compartilhar FacebookTwitterWhatsAppTelegram Foto: Gustavo Diakov / @xchicanox

Em 2021, David Ellefson e Megadeth seguiram caminhos separados pela segunda vez. Agora, o problema era mais complexo, já que envolvia o vazamento de vídeos íntimos do baixista e um possível envolvimento, hoje descartado, com uma fã menor de idade.

Passados cinco anos do acontecido e com o Megadeth prestes a encerrar suas atividades, Ellefson comentou sobre a sua segunda saída em entrevista para a Guitar Player. O baixista revelou acreditar não ter sido tratado com justiça por Dave Mustaine, líder da banda.

Ele disse:

“Não, eu definitivamente não fui [tratado de forma justa]! Minha saída foi forçada sobre mim por falta de informação e Dave, pessoalmente, assinou uma declaração pública que foi horrivelmente difamatória contra mim. Ele fez algo similar com Chris Poland e Jeff Young [ex-guitarristas do Megadeth] quando eles saíram. Eu sou um dos pilares do Megadeth, todo mundo sabe disso.”

Em outras ocasiões, David Ellefson já havia deixado claro que a palavra final sobre sua saída veio de Dave Mustaine. Para a Metal Hammer, em 2024, ele declarou:

“Dave, seu empresário e seu advogado me ligaram após o vazamento. Um deles disse: ‘vamos recuar, deixar Ellefson lidar com isso e deixar a porta aberta para ele voltar’. Mas Dave não queria isso. Ele tomou sua decisão e foi o que aconteceu.”

De volta à entrevista para a Guitar Player, Ellefson opinou o seguinte a respeito de um possível convite para participar da turnê final do Megadeth:

“Claro que estou aberto a isso, e seria justo que eu voltasse. Mas isso exigiria que o Dave admitisse que minha demissão foi injusta e desleal. Isso significaria assumir a responsabilidade por suas palavras, e ele provavelmente não fará isso. Eu o perdoei por todos os seus pecados e falhas — cada um deles que me afetou, aos membros da banda, à equipe, às nossas carreiras e às nossas famílias. Em algum momento, você deixa o passado para trás.”

Sobre David Ellefson

David Ellefson foi o primeiro integrante a se firmar no Megadeth com Dave Mustaine e permaneceu como seu braço direito criativo até 2002, quando as atividades foram encerradas. O grupo voltou em 2004, sem o baixista.

Fora da banda que o consagrou, Ellefson formou o F5 e tocou com nomes como Soulfly e Hail!. A volta ao Megadeth se deu em 2010. Tudo ia bem até 2021, quando vídeos de Ellefson com conteúdo sexual vazaram na internet, além de acusações não comprovadas de envolvimento com uma fã menor de idade.

O baixo no álbum “The Sick, the Dying… and the Dead!” (2022) já havia sido gravado por David, mas Mustaine optou por trazer Steve Di Giorgio (Testament, Death) para retrabalhar suas partes em estúdio. A vaga acabou ficando com James LoMenzo, que era o titular antes da volta de David.

Dave Mustaine e a demissão de David Ellefson 

Como mencionado, David Ellefson foi demitido do Megadeth em 2021 após o vazamento de vídeos e trocas de mensagens de cunho sexual com uma fã. Cerca de um ano mais tarde, para a Metal Hammer, Dave Mustaine explicou a motivação para o desligamento do integrante. Segundo o vocalista e guitarrista, o contexto em que o baixista ficou inserido comprometia todo um ecossistema: 

“Eu mesmo cometi erros e sei como é ter pessoas te detonando. Mas o Megadeth tem muitas partes envolvidas. Os quatro integrantes da banda têm suas famílias, os empresários, as agências, todos os seus técnicos e assim por diante. Tomei decisões no passado que foram prejudiciais para a saúde da banda e sei o mal que isso causou. Mas não quero dizer nada sobre alguém que não pode se defender agora.”

O frontman admitiu que era difícil falar sobre o assunto, mas declarou perdoar o ex-colega pela situação.

“Deus, é tão difícil falar disso. Foi uma decisão difícil que teve que ser tomada. Havia muitas pessoas envolvidas e eu tive que tomar uma decisão, porque, infelizmente, quando você é o líder, é você que tem que aguentar e encarar a situação. Eu só queria encerrar tudo rapidamente sem ferir ninguém, sejam os fãs ou ele mesmo. Só queria seguir em frente e espero que o cavalheiro em questão esteja bem. […] Também foi difícil para mim quando perdi meu emprego. Mas eu o perdoei antes quando ele me processou (nota do editor: Ellefson entrou com uma ação contra Mustaine em 2004, alegando que ele devia milhões em royalties pendentes; o caso foi arquivado) e vou perdoá-lo mil vezes. Simplesmente só não vou mais tocar com ele.”

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13 de fevereiro de 2024 Compartilhar FacebookTwitterWhatsAppTelegram André Luiz FernandesAndré Luiz Fernandes é jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP). Interessado em música desde a infância, teve um blog sobre discos de hard rock/metal antes da graduação e é considerado o melhor baixista do prédio onde mora. Tem passagens por Ei Nerd e Estadão.

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