Nísia
Floresta
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Gustavo
Sobral
e
André
Felipe
Pignataro
IHGRN
Dionísia
Gonçalves
Pinto
nasceu
no
Sítio
Floresta,
arredores
de
Papari,
Rio
Grande
do
Norte,
em
1810,
e
seria
escritora
e
educadora.
Dionísia
Gonçalves
Pinto
é
Nísia
Floresta
Brasileira
Augusta,
como
se
tornou
e
ficou
plenamente
conhecida.
Quem
explica
cada
um
dos
nomes
é
Cascudo:
Nísia
é
final
de
Dionísia;
Floresta,
vem
do
sítio
onde
nasceu;
Brasileira
é
da
sua
nação;
e
Augusta
do
seu
saudoso
e
amantíssimo
marido
Manuel
Augusto
de
Faria
Rocha.
O
segundo.
Pois,
primeiro,
fora
casada
com
o
pernambucano
Manuel
Alexandre
Seabra
de
Melo.
Nísia
andou
por
Recife,
Porto
Alegre,
onde
ficou
viúva,
e
Rio
de
Janeiro,
onde
educava
as
moças
no
Colégio
Augusto.
Em
1849,
fez
a
primeira
viagem
à
Europa.
Lá,
conviveu
com
Auguste
Comte
e
Alexandre
Herculano,
entre
outras
figuras
do
seu
tempo.
Esteve
na
Alemanha,
Itália,
Grécia
e
França.
Escreveu
e
publicou
livros
em
francês
e
italiano,
vindo
a
morrer
em
Rouen
(Ruão),
na
França,
em
1885,
quando
já
era
célebre.
Desde
1948,
Papari
chama-se
Nísia
Floresta.
Lá
repousam
os
seus
restos
mortais,
os
quais
foram
trazidos
ao
Brasil,
em
1954,
por
causa
de
uma
lei
iniciativa
do
senador
Luiz
Lopes
Varella,
após
seu
túmulo
ter
sido
descoberto,
no
ano
anterior,
no
cemitério
de
Rouen,
pelo
jornalista
Orlando
Dantas.
Os
dois,
o
senador
e
o
jornalista,
são
naturais
do
município
potiguar
de
Ceará-Mirim.
A
efígie
de
Nísia
Floresta,
desenho
de
Corbiniano
da
Silva
Villaça
(1873-1967)
e
obra
do
escultor
francês
Edmond
Badoche,
é
parte
do
acervo
do
Instituto
Histórico
e
Geográfico
do
Rio
Grande
do
Norte.
A
peça
pertencia
a
um
monumento
na
Praça
Augusto
Severo
em
homenagem
à
escritora.
Quem
conta
é
Lauro
Pinto
em
Natal
que
eu
vi:
“a
efígie
em
bronze
da
consagrada
escritora
Nísia
Floresta
foi
colocada
em
uma
alameda
do
logradouro
que
foi
o
majestoso
jardim
da
Praça
Augusto
Severo,
no
dia
19
de
março
de
1911.
A
efígie
era
cravada
em
uma
linda
coluna
de
granito”.
Segundo
o
memorialista,
foi
posteriormente
removido
e
ninguém
soube
mais
até
que
foi
parar
no
acervo
do
Instituto,
onde
hoje
se
encontra
para
quem
quiser
ver.
Este
artigo
faz
parte
da
série
“Nossas
velhas
figuras”
do
Instituto
Histórico
e
Geográfico
do
Rio
Grande
do
Norte
(IHGRN),
coordenada
por
Gustavo
Sobral
e
André
Felipe
Pignataro,
alusiva
às
comemorações
dos
120
anos
da
mais
antiga
instituição
cultural
potiguar,
fundada
em
29.03.1902.
*
Artigos
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traduzem
a
opinião
da
TRIBUNA
DO
NORTE,
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total
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