Genocida ou incompetente
Artigos
Genocida ou incompetente Ricardo Viveiros (*) | 02/04/2021 13:13 Nos siga no
A
palavra
"genocida"
está
na
pauta
do
dia.
Substantivo
e
adjetivo
com
dois
gêneros,
cuja
etimologia
está
na
junção
do
prefixo
"geno",
com
o
sentido
de
"raça",
e
do
sufixo
"cida",
determinando
o
ou
a
"que
mata".
Genocida
é
quem
extermina
muita
gente
em
pouco
tempo.
No
Século
13
o
imperador
Gengis
Khan,
na
Ásia
e
no
Leste
Europeu,
matou
cerca
de
40
milhões
de
pessoas.
Ele
pretendia
instaurar
uma
grande
confederação,
que
o
levasse
à
condição
de
"dono
do
Mundo".
No
século
seguinte,
o
turco-mongol
Tamerlão,
outro
imperador,
resolveu
concretizar
o
sonho
não
realizado
de
Khan.
Na
Ásia
Central
e
no
Oriente
Médio,
sob
fundamento
islâmico,
matou
em
torno
de
17
milhões
de
pessoas,
5%
da
população
mundial,
à
época.
Na
década
de
1890,
o
rei
Leopoldo
II,
na
extração
da
borracha,
dizimou
entre
5
a
8
milhões
de
pessoas
escravizadas
no
Congo,
então
colônia
da
Bélgica.
Entre
1915
e
1923,
na
Turquia,
da
1ª
Guerra
Mundial
até
a
queda
do
Império
Otomano,
o
governo
matou
de
2
a
2,7
milhões
de
pessoas
consideradas
"traidoras"
por
terem
lutado
ao
lado
da
inimiga
Rússia.
Armênios,
curdos,
gregos,
assírios
foram
vitimados
pela
fome
e
mal
tratos
em
campos
de
concentração.
Na
década
de
1930
a
1940,
Josef
Stalin,
no
comando
da
então
URSS,
obrigou
que
alguns
países
da
Cortina
de
Ferro
exportassem
a
totalidade
dos
alimentos
produzidos
para
manter
a
economia,
matando
entre
20
e
25
milhões
de
pessoas
de
fome.
Disse
Stalin:
"A
morte
de
uma
pessoa
é
uma
tragédia;
a
de
milhões,
uma
estatística."
De
1939
a
1945
o
Nazismo,
sob
a
liderança
de
Adolf
Hitler,
exterminou
de
17
a
20
milhões
de
pessoas
na
Europa.
Foram
judeus,
ciganos,
romenos,
sérvios,
eslavos
e,
também,
deficientes
físicos
e
gays
de
qualquer
origem
étnica.
Em
1945,
após
a
2ª
Guerra
Mundial,
Stalin
obrigou
os
estrangeiros
que
estavam
no
leste
europeu,
a
regressarem
a
pé
aos
países
de
origem.
Morreram
entre
1,5
a
2
milhões
de
pessoas.
De
1958
a
1969,
no
"Grande
Salto
Adiante",
Mao
Tsé-Tung,
comandou
na
China
e
no
Tibete
um
conflito
para
criar
potências
industriais.
Morreram
de
fome
40
milhões
de
pessoas.
Na
"Revolução
Cultural",
de
1966
a
1969,
houve
novo
extermínio
na
China.
Desta
vez,
com
outra
"preocupação
econômica":
a
família
do
condenado
era
obrigada
a
pagar
pela
bala
usada
para
matar
o
parente.
Em
1971,
a
leste
do
Paquistão
aconteceu
a
guerra
para
independer
Bangladesh.
De
2
a
3
milhões
de
muçulmanos,
separatistas
hindus
e
sikhs
foram
mortos.
Entre
1975
e
1979,
Pol
Pot,
líder
do
"Khmer
Vermelho",
no
Camboja,
comandou
uma
revolução
que,
em
quatro
anos,
exterminou
1,7
milhões
de
pessoas
de
fome
nos
campos
de
concentração
-
20%
da
população
do
país,
à
época.
Foram
sumariamente
executados
intelectuais,
professores,
artistas,
estrangeiros
ou
os
que
usassem
óculos.
No
entendimento
de
Pot,
o
uso
de
óculos
determina
ser
culto,
instruído
e,
portanto,
perigoso.
Em
6
de
abril
de
1994,
o
presidente
de
Ruanda,
Juvénal
Habyarimana,
de
etnia
hutu,
é
assassinado
em
pleno
voo
quando
voltava
da
Tanzânia.
Horas
depois,
a
primeira-ministra
ruandesa
Agathe
Uwilingiyimana,
também
hutu,
seria
morta
por
membros
da
Guarda
Presidencial.
Os
responsáveis
pelos
atentados
nunca
foram
condenados.
Os
hutus,
prováveis
assassinos,
aproveitaram
a
omissão
e
apontaram
os
tutsis
como
culpados.
Foi
o
pretexto
para
que
as
milícias
hutus
mobilizassem
a
população
da
etnia
para
atacar
os
adversários.
Quem
matasse
um
tutsi
poderia
se
apossar
da
propriedade
da
vítima,
sem
qualquer
punição.
Cerca
de
800
mil
a
1
milhão
de
pessoas
foram
mortas
em
três
meses
e
pouco
-
o
equivalente
a
70%
da
população
tutsi,
naquele
momento.
Como
se
pode
constatar,
por
absurdas
razões
de
caráter
étnico,
religioso,
ideológico,
econômico,
cultural
e
outros,
os
genocidas
assassinaram
milhões
de
seres
humanos
ao
longo
dos
séculos.
Com
o
alto
número
de
vítimas
da
pandemia
da
Covid-19
no
Brasil,
a
falta
de
planejamento
e
o
descaso
para
com
a
gravidade
do
problema,
sem
falar
de
quatro
ministros
da
Saúde
em
apenas
dois
anos,
a
palavra
genocida
está
nas
conversas
de
todos
os
brasileiros.
Saber
se
a
aplicação
do
termo
é
correta
ou
não,
no
aspecto
legal
é
um
debate
para
os
juristas.
Já
quanto
às
mortes
por
incompetência...
(*)
Ricardo
Viveiros
é
jornalista,
professor
e
escritor,
é
membro
da
Academia
Paulista
de
Educação
(APE),
conselheiro
da
Associação
Brasileira
de
Imprensa
(ABI)
e
da
União
Brasileira
de
Escritores
(UBE),
autor,
entre
outros
livros,
de
"A
vila
que
descobriu
o
Brasil",
"Justiça
seja
feita"
e
"O
poeta
e
o
passarinho".
Os artigos publicados com assinatura não traduzem necessariamente a opinião do portal. A publicação tem como propósito estimular o debate e provocar a reflexão sobre os problemas brasileiros.
Visite Campo Grande News para ler a matéria completa.Últimas Buscas
- » museu de arqueologia
- » museu de arqueologia de iepe
- » ribeirao cascalheira historia
- » r. cap. jesus, 123 - cachambi, rio de janeiro - rj...
- » ronaro marinho
- » clarissa brandao
- » gabriel leite
- » julia lloyd
- » colegio sao matheus
- » agroe cultura
- » cassinos
- » candoi - parana
- » escolas no municipio de itapetinga - ba
- » itapecirica da serra
- » joaquim lopes neto
- » spricigo
- » certidAo
- » escolas de sorocaba sp
- » lilinha rios
- » dona lilinha
Como fazer
Mas os que esperam no Senhor renovam as suas forças. Voam alto como águias; correm e não ficam exaustos, andam e não se cansam.
(Isaías 40:31)
Bíblia Online