Dólar cai a R$ 5,21, menor patamar desde maio de 2024

Dólar (Freepik/Domínio Público)

O Ibovespa fechou em alta de 0,45% nesta sexta-feira, 6, avançando para os 182,9 mil pontos. Na semana, o principal índice da B3 operou de olho nas divulgações de resultados corporativos, decisões de política monetária e indicadores referentes ao mercado de trabalho nos Estados Unidos. O dólar, por sua vez, encerrou em baixa de mais de 1%, cotado a 5,21 reais, menor patamar desde maio de 2024.

Em relação à taxa de câmbio, o enfraquecimento da moeda americana ante ao real foi, em grande parte, puxado pelos dados recentes mais fracos do mercado de trabalho nos Estados Unidos, medidos pelos relatórios ADP e Jolts. “Paralelamente, o real continua sendo beneficiado pelo elevado diferencial de juros do Brasil, ainda muito atrativo mesmo com a perspectiva de início de cortes em março, o que tem estimulado a entrada de fluxo estrangeiro para bolsa e renda fixa”, afirma Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.

No cenário doméstico, os investidores continuam acompanhando a temporada de balanços. Na véspera, o resultado do Itaú (ITUB4) animou o mercado com seus controle da inadimplência e crescimento da carteira de crédito. Hoje, as ações do banco encerraram em alta de 2,70%. Após o pregão de ontem, foi a vez do Bradesco (BBDC4) divulgar os seus resultados referentes ao quarto trimestre de 2025, período em que reportou lucro líquido recorrente de 6,51 bilhões de reais, alta de 20,6% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

As projeções para 2026, no entanto, decepcionaram o mercado financeiro e vieram abaixo das expectativas. Os papéis da companhia tiveram baixa de 2,55% no fim do pregão.

Entre os demais bancões, o Santander (SANB11) recuou 1,74%, enquanto o Banco do Brasil (BBAS3) operou com desempenho negativo e recuou 0,45%.

Somado a isso, o dia também foi marcado pelo Balanço macrofiscal de 2025 e perspectivas para 2026. O Ministério da Fazenda projeta que a economia brasileira deve crescer 2,3% em 2026. Ainda segundo o relatório, a inflação medida pelo IPCA deve cair de 4,3% em 2025 para 3,6% neste ano, por conta da desvalorização recente do dólar, do excesso de oferta global de bens e combustíveis e dos efeitos defasados da política monetária contracionista.

A Fazenda afirma que o processo de consolidação iniciado em 2024 deve resultar no primeiro superávit primário desde 2013. Para 2026, a meta oficial é de superávit de 0,25% do PIB, o equivalente a 34,5 bilhões de reais, após compensações previstas na legislação. Em 2025, o déficit primário ficou em 13 bilhões de reais, ou 0,10% do PIB dentro do intervalo de tolerância do arcabouço fiscal.

A dívida bruta do governo geral encerrou 2025 em 78,7% do PIB, pressionada principalmente pelo elevado custo dos juros. O relatório aponta, no entanto, que o crescimento econômico ajudou a conter o crescimento da dívida, fator que preocupa o mercado.

Os fatos que mexem no bolso são o destaque da análise no programa Mercado:

Visite VEJA para ler a matéria completa.
O Cidades do meu Brasil é apenas um agregador de notícias e não tem responsabilidade pelos textos publicados. O conteúdo de cada artigo é de responsabilidade exclusiva de seus respectivos autores e veículos de comunicação.

Últimas Buscas

Como fazer

Informações úteis para o seu dia a dia.

Datas Comemorativas de Hoje

Dia do Quadro do Magistério do Exército

Comemorado no Exército brasileiro, para marcar a data do nascimento do militar e professor brasilei...

Saiba Mais
Versículo do Dia:
Mas os que esperam no Senhor renovam as suas forças; sobem com asas como águias; correm, e não se cansam; caminham, e não se fatigam.
(Isaías 40:31)
Bíblia Online