Voo livre em cidade alagoana ganha força após novo recorde em 2026
TANQUE D’ARCA (AL) — O voo livre ganhou uma nova dimensão em Tanque d’Arca em setembro de 2026.
A Pedra do Cruzeiro foi ponto de partida para dois voos de longa distância que, em apenas quatro dias, somaram 740,4 quilômetros percorridos pelos pilotos Samuel Milani e Pablo Ceca.
A trajetória começou anos antes. Desde 2018, pilotos e representantes do município trabalham para reconhecer as condições naturais da Pedra do Cruzeiro e transformar o local em referência para o parapente e para o turismo de aventura.
O primeiro voo que colocou Tanque d’Arca no mapa
A aproximação com o voo livre começou em meados de setembro de 2018, quando uma empreendedora local apresentou Hélvio Peixoto, então envolvido com as atividades esportivas do município, ao piloto e instrutor Emerson Miranda, ligado à Academia Alagoana de Voo Livre.
A partir daquele encontro, a Pedra do Cruzeiro passou a ser observada também como espaço para a prática esportiva.
Peixoto disponibilizou sua própria chácara para receber os pilotos, criando uma base inicial para os trabalhos de reconhecimento e exploração da região.
Em dezembro de 2019, um grupo de pilotos chegou a Tanque d’Arca para testar o potencial da rampa.
Entre eles estava o mineiro Samuel Nascimento, conhecido como Samuka, além do acrobata Sabiá Tapajós, Tales Monteiro, Emerson Miranda, alunos e outros praticantes do voo livre em Alagoas.
No dia 07/12/2019, Samuka decolou da Pedra do Cruzeiro às 7h10. Cerca de dez horas depois, pousou em Chorrochó, na Bahia, após percorrer 308 quilômetros.
O resultado colocou a rampa no radar dos praticantes de cross-country, modalidade voltada a voos de longa distância.
Do esporte de aventura ao turismo regional
A Pedra do Cruzeiro reúne mais possibilidades além da decolagem de parapentes.
O entorno é associado a atividades como rapel, escalada, trilhas, contemplação da paisagem e outras experiências ligadas ao contato com a natureza.
Tanque d’Arca também está inserida na região turística Serras e Quilombos.
A estratégia regional busca integrar atrativos naturais, cultura, gastronomia, artesanato, turismo religioso e atividades esportivas, aproximando municípios como Maribondo e Mar Vermelho.
A proposta é que o visitante atraído pelo voo livre permaneça mais tempo na região e tenha contato com outros serviços e atrativos. Hospedagem, alimentação, transporte, comércio e atividades turísticas podem fazer parte desse fluxo.
A articulação com instituições como Sebrae/AL, Sistema S e Desenvolve Alagoas aparece como parte do esforço para estruturar iniciativas relacionadas ao turismo e ao desenvolvimento local.
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(Salmos 91:1)
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