Quem é o prefeito acusado de desviar verbas da saúde

Carolina Sott Florianópolis

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Enviar no WhatsApp Seguir Receba as principais notícias no WhatsApp O prefeito Paulo Curió (União Brasil), apontado pelo MP como líder de uma organização criminosa que desviava verbas da saúde da cidade de TurilândiaFoto: Facebook/Reprodução/ND Mais

O dinheiro que deveria garantir médicos, remédios e assistência social em Turilândia, no interior do Maranhão, tinha um destino muito mais restrito e particular. De acordo com o Ministério Público, o prefeito Paulo Curió (União Brasil) liderava um esquema onde a lógica era invertida: de cada R$ 10 pagos pela prefeitura a empresas, R$ 9 iam parar nas mãos dele e de sua família.

A acusação, apresentada pela Procuradoria-Geral de Justiça no âmbito da Operação Tântalo II, revela que a gestão municipal foi transformada em uma engrenagem de desvios que somam R$ 56 milhões desde 2021.

Enquanto a população dependia de serviços públicos básicos, o MP afirma que o montante financiava desde imóveis de luxo até a mensalidade da faculdade de medicina da primeira-dama, Eva Dantas. As informações são do Estadão.

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir Paulo Curió, prefeito de Turilândia, e a primeira-dama, Eva DantasFoto: Facebook/Reprodução/ND Mais

Como funcionava a “fábrica” de desvios do prefeito de Turilândia

O esquema operava de forma estruturada para dar uma aparência de legalidade ao crime. Segundo as investigações, o processo seguia três etapas principais:

O portal ND Mais tenta contato com a defesa de Paulo Curió e a prefeitura de Turilândia para obter um posicionamento sobre o caso. O espaço segue aberto para manifestação.

O poder paralelo da primeira-dama

Um dos pontos da denúncia destaca o papel de Eva Dantas, esposa do prefeito. Mesmo sem ocupar um cargo público oficial, ela é apontada como a responsável pelo “controle direto” das contas do município.

Para o procurador-geral de Justiça, Danilo de Castro, o uso de familiares diretos servia como uma “blindagem patrimonial” e um “círculo de confiança” para ocultar a origem ilícita do dinheiro.

“O prefeito valia-se do cargo público para assegurar o funcionamento do esquema, promovendo e dirigindo a organização criminosa”, afirma o documento da denúncia.

Paulo Curió, prefeito de Turilândia, e a primeira-dama, Eva DantasFoto: Reprodução/ND Mais

Crimes e penalidades

O Ministério Público agora busca a condenação de Paulo Curió e dos demais envolvidos por cinco crimes graves:

Além da prisão, a Procuradoria solicita a perda do mandato eletivo e o confisco de todos os bens e valores adquiridos com o dinheiro desviado, visando o ressarcimento aos cofres do Estado.

O outro lado

Em contato com a prefeitura de Turilândia, o espaço foi aberto para a manifestação de Paulo Curió. Até o momento, a defesa dos demais citados também está sendo procurada.

A reportagem do Estadão apurou que uma nova acusação formal, ainda dentro dos desdobramentos da Operação Tântalo, deve ser apresentada pelo Ministério Público até o final desta semana.

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