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Miguel A. Lopes / LUSA

Luís Montenegro e Luís Marques Mendes

Mediante a queda nas sondagens, a liderança do PSD está a apelar aos deputados e autarcas que manifestem mais apoio público a Marques Mendes.

Os sinais de alarme soaram no PSD após os últimos debates das eleições presidenciais e com a quebra nas sondagens.

De acordo com o Expresso, o ambiente interno no partido deteriorou-se, com a perceção de que Marques Mendes se arrisca a não conseguir um lugar na segunda volta. A preocupação tornou-se explícita esta semana, quando o líder parlamentar e secretário-geral do PSD, Hugo Soares, pediu maior empenho aos deputados numa reunião da bancada, sublinhando a importância do momento político.

A necessidade de reforçar publicamente que o PSD apoia verdadeiramente Marques Mendes foi, para muitos, um sinal de fragilidade. Hugo Soares chegou a afirmar em palco que o partido não está apenas a “fazer frete” ao apoiar o candidato, insistindo que não tem dúvidas sobre esse apoio. “O PSD não faz frete nenhum em estar mobilizado na sua candidatura. Não faço esforço nenhum”, disse.

No entanto,fontes partidárias ouvidas pelo Expresso dizem que, apesar de os meios formais do partido estarem mobilizados e fazerem comunicações da agenda aos militantes, essa mobilização não tem sido sentida no terreno. “Está a faltar militância”, reconhecem várias vozes internas, apontando críticas sobretudo aos autarcas e estruturas locais.

Um dos exemplos citados foi o arranque da campanha em Gaia, onde a presença foi cerca de metade do esperado, mesmo com Luís Filipe Menezes na sala. Algumas distritais não estarão a corresponder ao nível de empenho exigido e, no caso do Porto, a influência de Rui Rio — que é mandatário da campanha de Gouveia e Melo — poderá ter tido impacto.

E se houver ainda membros do PSD com esperança de que Passos Coelho fale, essa esperança já deverá estar a morrer. Apesar de ser cortejado por vários candidatos, o antigo primeiro-ministro decidiu não intervir nem apoiar nenhum candidato nas presidenciais.

A solução é que Marques Mendes precisa de reconquistar o eleitorado que votou na Aliança Democrática nas legislativas. A convicção interna é de que, se chegar à segunda volta, a eleição estará no bolso. Para isso, Governo, PSD e candidato alinharam uma mensagem central: quem quer estabilidade política e apoia a ação governativa deve concentrar o voto num único candidato.

O risco para o Governo é evidente, com uma derrota de Marques Mendes logo na primeira volta a poder ser interpretada como um “cartão amarelo” ao Executivo, dado o envolvimento de Montenegro na campanha. Ainda assim, os dirigentes sublinham que o maior perigo é não chegar à segunda volta.

Para o candidato, a colagem ao Governo também traz riscos, sobretudo quando num momento em que o executivo está sob fogo com as falhas no setor da Saúde e a polémica lei laboral. Durante os debates, vários adversários atacaram Marques Mendes precisamente por esta razão, acusando-o de ser apenas uma “marioneta” do Governo caso chegue a Belém.

Adriana Peixoto, ZAP //

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