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Trajano de Moraes - Rio de Janeiro



Trajano de Moraes faz parte do estado do Rio de Janeiro. A população avaliada em 1º de julho 2009 era de 9.914 habitantes.

Encontra-se a 22º03′48" de latitude sul e 42º03′59" de longitude oeste, a 655 metros de altitude. Conta com uma população de 10.281 habitantes (2010). O município faz divisa com Macaé ao Sul; Conceição de Macabu e Santa Maria Madalena a leste; São Sebastião do Alto e Macuco ao Norte; Cordeiro, Bom Jardim e Nova Friburgo a Oeste.

Sua beleza natural pode ser observada principalmente nas cachoeiras, em especial a Cachoeira Graças a Deus (em Sodrelândia, 5.° Distrito), Barragem e Cachoeira das Neves. Também existem algumas fazendas históricas, e o local que deu origem ao município – conhecido como São Francisco de Paula.

História da cidade de Trajano de Moraes

Um núcleo populacional surgido em princípios do século XIX, em torno de uma capela, dedicada a São Francisco de Paula, e primeira notícia que se tem do desbravamento da região, hoje ocupada pelo Município de Trajano de Moraes.

O café era a principal cultura, mas havia também cereais, algodão, fumo e cana-de-açúcar.

Pertencendo inicialmente ao Município de Cantagalo, foi curato em 1840 e freguesia em 1846 passando, em 24 de outubro de 1861, para o Município de Santa Maria Madalena.

Em 1915 a localidade, já elevada a Município, teve sua sede Municipal transferida para a estação de Trajano de Moraes passando, em 1919, para o Povoado de Aurora e voltando, em dezembro de 1923, para Trajano de Moraes.

Nome do Município, ainda São Francisco de Paula, passou, em 31 de março de 1938, para Trajano de Moraes.

Gentílico: trajanense

Formação Administrativa

Freguesia criada com a denominação de Francisco de Paula, pelo lei provincial nº 400, de 20-05-1846 e por decretos estaduais nº 1, de 08-05-1892 e nº 1-A, de 03-06-1892, subordinado ao município de Santa Maria Madalena.

Elevado à categoria de município com a denominação de São Francisco de Paula, pelo decreto estadual nº 178, de 12-03-1891, desmembrado de Santa Maria Madalena. Sede na freguesia de São Francisco de Paula. Constituído do distrito sede. Instalado em 25-04-1892.

Pelo decreto estadual nº 1-A, de 03-06-1892, é criado o distrito de Ventania e anexado ao município de São Francisco de Paula.

Pela lei estadual nº 575, de 27-12-1902, é criado o distrito de Santa Maria do Rio Grande e anexado ao município de São Francisco de Paula.

Pela lei estadual nº 963, de 28-10-1910, é criado o distrito de Ponte da Grama e anexado ao município de São Francisco de Paula.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município de São Francisco de Paula é constituído de 4 distritos: São Francisco de Paula, Ponte da Grama, Santa Maria do Rio Grande e Ventania.

Pela por força da lei estadual n.º 1234, de 18-01-1915, transfere a sede do município de São Francisco de Paula para Estação de Trajano de Moraes. Sob a mesma lei o distrito de Ventania passou a denominar-se Trajano de Moraes.

Pela lei estadual nº 1235, de 18-01-1915, transfere a sede do município de São Francisco de Paula da Estação de Trajano de Moraes para a localidade de Estação Visconde de Imbê.

Pela lei n.º 1633, de 18-11-1919, a sede do município de São Francisco de Paula foi transferida para o povoado de Aurora, na estação de Visconde de Imbé. Pela lei estadual nº 1721, de 31-10-1921, é criado o distrito de Boa Esperança de Macabú e anexado ao município de São Francisco de Paula.

Pela lei nº 1790, de 27-12-1923, a sede do município de São Francisco de Paula volta ser e Trajano de Moraes. Pela Lei Estadual nº 2078, de 03-12-1926, o distrito de Santa Maria do Rio Grande passou a denominar-se Doutor Elias.

Pela Lei Estadual nº 2264, de 26-01-1928, o distrito de Boa Esperança de Macabú Passou a denominar-se Sodrelândia.

Elevado à condição de cidade com a denominação de Trajano de Moraes pela lei estadual nº 2335, de 27-12-1929.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município de São Francisco de Paula é constituído de 5 distritos: sede Trajano de Moraes, Visconde de Imbé, Doutor Elias, Ponte da Grama e Sodrelândia.

Em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937, o município de São Francisco de Paula aparece constituído de 6 distritos: Trajano de Moraes, Doutor Elias, Monte Café, Ponte da Grama, Sodrelândia e Visconde Imbé.

Pelo decreto-lei estadual nº 392-A, de 31-03-1938, o município de São Francisco de Paula passou a denominar-se Trajano de Moraes.

No quadro fixado para vigorar no período 1939-1943, o município já denominado Trajano de Moraes é constituído de 6 distritos: Trajano de Moraes, Doutor Elias, Monte Café, Ponte de Grama, Sodrelândia e Visconde de Imbé.

Pelo decreto-lei estadual n.º 1056, de 31-12-1943, é extinto o distrito de Monte Café, sendo seu território anexado ao distrito de Doutor Elias.

Em divisão territorial datada de 15-VII-1950, o município é constituído de 5 distritos: Trajano de Moraes, Doutor Elias, Ponte da Grama, Sodrelândia e Visconde de Imbé.

Pela lei estadual nº 3458, de 13-11-1957, o distrito Ponte da Grama passou a denominar-se Vila da Grama.

Em divisão territorial datada de I-VII-1960, o município é constituído de 5 distritos: Trajano de Moraes, Doutor Elias, Sodrelândia, Vila da Grama ex-Ponte da Grama e Visconde de Imbé.

Em "Síntese" de 31-XII-1994, o município de Trajano de Moraes é constituído de 5 distritos: Trajano de Moraes, Dr. Elias, Sodrelândia, Vila da Grama e Visconde de Imbé.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Alteração toponímica municipal

São Francisco de Paula para Trajano de Moraes alterado, pelo decreto-lei estadual nº 392-A, de 31-03-1938.

Fonte: IBGE

Código do Município

3305901

Gentílico

trajanense

Prefeito

RODRIGO FREIRE VIANA

População
População estimada [2018]10.611 pessoas  
População no último censo [2010]10.289 pessoas  
Densidade demográfica [2010]17,44 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]1,6 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]1.587 pessoas  
População ocupada [2016]15,3 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]35,5 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]98,4 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]6,4  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]4,6  
Matrículas no ensino fundamental [2017]1.405 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]361 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]150 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]34 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]19 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]3 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]18.295,19 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]86,3 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0,667  
Total de receitas realizadas [2017]55.090,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]49.212,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]17,54 óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]0,4 internações por mil habitantes  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]11 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]588,534 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]31,4 %  
Arborização de vias públicas [2010]80,2 %  
Urbanização de vias públicas [2010]39,9 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Internações por diarreia: [número de internações por diarreia/população residente] x 1000

  6. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  7. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  8. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  11. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  16. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  17. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  18. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  19. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  21. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  22. Internações por diarreia: Ministério da Saúde, DATASUS - Departamento de Informática do SUS, IBGE, Estimativas de população residente

  23. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  24. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  25. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  26. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  27. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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