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Senador Modestino Gonçalves - Minas Gerais



Senador Modestino Gonçalves, faz parte do estados do Brasil, estado de Minas Gerais.

Datada de 1744, oriunda do desbravamento das Terras às margens do Rio Araçuai na região do atual Vale do Jequitinhonha, se desenvolveu primeiramente como arrail de Mercês, seguido por Nossa Senhora das Mercês do Araçuaí, atual Senador Modestino Gonçalves. A cidade guarda construções históricas da época colonial com seus casarios e igrejas como a Matriz Nossa Senhora das Mercês, Capela do Senhor Bom Jesus e Capela Nossa Senhora do Rosário. Em 1744, Antônio Magalhães de Barros fixou residência na região da atual cidade, convencendo outras pessoas a fazerem o mesmo. Logo ergueram uma capela em homenagem a Nossa Senhora das Mercês. Elevado a freguesia - os historiadores divergem quanto a data, 1843 ou 1873 -, passa a chamar-se Nossa senhora das Mercês. Antes, porém, de receber a denominação atual, a cidade teve outros nomes: Araçuaí, Mercês do Araçuaí, Nossa Senhora das Mercês do Araçuaí, Calabar e Mercês Diamantina. Em 1962, separando-se de Diamantina, é elevada a município. A região da Serra do Espinhaço, no Alto Jequitinhonha, foi roteiro de várias expedições. O ciclo do ouro e do diamante apagou os passos da maioria delas. A expedição de Sebastião Fernandes Tourinho foi a que fez a primeira tentativa de exploração, no decurso do século XVI, aos afluentes e ao Rio Jequitinhonha. O primeiro registro da descoberta de diamantes na região é de 1714, numa lavra junto à serra da Lapa, entre as Serras de Santo Antônio e São Francisco, no Arraial do Tijuco. Durante muito tempo escondeu-se da Coroa Portuguesa a existência dos diamantes. Por conta disso, a história da região começou a ser contada bem depois, em 1729. No apogeu do ciclo do diamante é que se formaram os povoados, vilarejos, arraiais, distritos e os atuais municípios: Diamantina, Serro, Gouveia, Datas, Presidente Kubitschek, Santo Antônio do Itambé, Couto Magalhães de Minas, São Gonçalo do Rio Preto, Felício dos Santos e Senador Modestino Gonçalves.

Sua população estimada em 2007 era de 5.129 habitantes sendo cerca de 1.170 moradores no centro urbano e 3.959 na zona rural. Sua área total é de 951.51km².

História da cidade de Senador Modestino Gonçalves Minas Gerais - MG

Pouco se sabe de fatos históricos dos primitivos habitantes desta cidade. Contam os historiadores do município, que o povoamento teve origem de uma expedição a mando do Rei de Portugal, com a missão de civilizar índios na região. Isso se deu no século XVII.

Acamparam no local onde se encontra atualmente a Matriz de Nossa de Senhora das Mercês, padroeira do lugar. O Bandeirante Antônio Magalhães de Barros, que é considerado o fundador da povoação no ano de 1725, ali residiu, vindo a falecer no mesmo local. Conta-se que a sua viúva com receio de ser perseguida pelos índios, fez uma promessa de construir uma capela e organizar uma marujada, o que foi feito no local onde havia o acampamento que era chamado de "Quejeme" (malocas de paredes trançadas de cipó e cobertas de capim).

Apesar do pouco indicio de desenvolvimento, a terra era muito fértil, principalmente nas margens do Rio Araçuaí, que banha hoje o município, foi o que fez atrair para lá várias famílias com o interesse de cultiva-la para abastecimento da região, visando especialmente o Tijuco, que era um florescente centro consumidor, desprovido de víveres onde o interesse era somente a mineração.

Com isso, foi se organizando, desenvolvimento e firmando-se o núcleo da povoação que surgia. Joaquim Felício dos Santos, em seu livro Memórias do Distrito Diamantino, cita que "em 1734, já floresciam importantes povoaçãoes" dentre elas cita "Araçuaí" que era assim denominada, passando mais tarde para "Mercês de Araçuaí" para não confundir com outra localidade de mesma denominaçãoes.

Sendo elevado à categoria de Vila em 1891, conservando o nome de Mercês de Araçuaí.

Gentílico: modestinense

Formação Administrativa

Distrito criado com a denominação de Mercês de Diamantina, pela lei provincial n°. 1997, de 14-09-1873, e por lei estadual n°. 2, de 14-09-1891, subordinado ao município de Diamantina.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, Mercês de Diamantina aparece com a denominação de Mercês d′ Arassuaí.

Nos quadro de apuração do Recenseamento Geral de I-IX-1920, o distrito de Mercês Arassuaí, figura no município de Diamantina.

Pela lei estadual n°. 843, de 07-09-1923, o distrito de Mercês d`Arassuaí, passou a denominar-se Calabar.

Pela lei estadual n°. 1160, de 19-09-1929, o distrito de Calabar, voltou a denominar-se Mercês de Diamantina.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, Mercês de Diamantina, figura no município de Diamantina.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de I-VII-1960.

Pela lei estadual n°. 2764, de 30-12-1962, desmembrado de Diamantina. Sede no atual distrito de Senador Modestino Gonçalves ex-Mercês Diamantina. Constituído do distrito sede. Instalado em 01-03-1963.

Elevado à categoria de município com a denominação de Senador Modestino Gonçalves,

Em divisão territorial datada de 31-XII-1963, o município é constituído do distrito sede.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Alteraçãoes toponímicas distritais

Mercês da Diamantina para Mercês D`Arassuaí alterado em 1911.

Mercês D`Arassuaí para Calabar alterado, pela lei estadual n°. 843, de 07-09-1923.

Calabar para Mercê de Diamantina alterado, pela lei estadual n°. 1160, de 19-09-1929.

Mercês de Diamantina para Senador Modestino Gonçalves alterado pela lei estadual n°. 2764, de

30-12-1962.

Fonte: IBGE

Código do Município

3165909

Gentílico

modestinense

Prefeito

VALMIR JOSÉ GUIMARÃES

População
População estimada [2018]4.209 pessoas  
População no último censo [2010]4.574 pessoas  
Densidade demográfica [2010]4,80 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]1,5 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]357 pessoas  
População ocupada [2016]8,0 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]47,5 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]98,7 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]6,3  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]4,4  
Matrículas no ensino fundamental [2017]591 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]274 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]54 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]24 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]8 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]1 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]8.585,38 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]92 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0,620  
Total de receitas realizadas [2017]16.222,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]14.318,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]- óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]0,7 internações por mil habitantes  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]1 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]952,055 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]47,3 %  
Arborização de vias públicas [2010]69 %  
Urbanização de vias públicas [2010]9,9 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Internações por diarreia: [número de internações por diarreia/população residente] x 1000

  6. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  7. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  8. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  11. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  16. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  17. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  18. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  19. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  21. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  22. Internações por diarreia: Ministério da Saúde, DATASUS - Departamento de Informática do SUS, IBGE, Estimativas de população residente

  23. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  24. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  25. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  26. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  27. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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