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Cachoeiras de Macacu - Rio de Janeiro



Cachoeiras de Macacu é um município do estado do Rio de Janeiro, no Brasil. Encontra-se a uma latitude 22º27′45" sul e a uma longitude 42º39′11" oeste, estando a sede do município a uma altitude entre cinquenta e 57 metros. A população recenseada em 2008 era de 56 529 habitantes. É atravessado pelo Rio Macacu, o maior rio que deságua na Baía de Guanabara, tanto em extensão quanto em volume d′água. Sua economia baseia-se na agricultura (principalmente coco, goiaba, inhame, aipim, milho) e na pecuária bovina.

"Macacu" é um termo originário da língua tupi, através da junção dos termos paka ("paca"), ka′a ("mata") e ′y ("água"), significando, portanto, "água de mata de paca".

O povoamento da região iniciou-se no século XVI, com a ocupação das margens do Rio Macacu. A freguesia de Santo Antônio de Casseribu foi criada em 1647 e passou à categoria de vila e concelho em 1697, passando a chamar-se Santo Antônio de Sá. O território no qual se encontra Cachoeira de Macacu, já foi habitada por índios Coroados e Puris.

História da cidade de Cachoeiras de Macacu

Os primeiros registros de ocupação do território que hoje compõem o Município de Cachoeiras de Macacu datam do final do século XVI. Aproveitando a fertilidade natural dos solos, desenvolveram - se cultivos de mandioca, milho, cana de açúcar, arroz e feijão, num pequeno núcleo agrícola instalado ao redor da antiga capela de Santo Antônio, denominado Santo Antônio de Casseribu. Este núcleo inicial foi elevado à Vila em 15 de maio de 1679, com o nome de Santo Antônio de Sá, criando - se, ao mesmo tempo, o Município do mesmo nome.

Entre 1831 e 1835, por conta de uma febre endêmica, conhecida como "Febre de Macacu", houve grande perda de vidas e um significativo processo de êxodo rural, desorganizando as atividades produtivas, levando o Município a uma série de crises. Em 1868, a sede municipal foi transferida do núcleo original para a freguesia de Santíssima Trindade de Sant′Ana de Macacu, posteriormente denominada Sant′Ana de Japuíba.

Até 1930, além das lavouras de subsistência, Cachoeiras de Macacu dependia diretamente das atividades da oficina da Estrada de Ferro que se aproveitava da localização do Município, usando - o como local de transbordo para a subida da serra .Essa função a Cidade iria perder no período pós - guerra, quando o ramal ferroviário de Cantagalo foi desativado.

Uma mudança significativa ocorreu no Município no início da década de 40, a partir de experiências de distribuição de terras para assentamento de colonos deslocados das áreas de citricultura da baixada fluminense. Estes formaram as colônias agrícolas de Japuíba e Papucaia.

Firmando - se na atividade agropecuária, o Município de Cachoeiras de Macacu, hoje já começa a sofrer os efeitos do avanço da metrópole, na medida em que suas terras passam a ser procuradas como área de Sítios de lazer, bem como já se esboça a expansão de loteamentos nos limites com Itaboraí.

Gentílico: cachoeirense

Formação Administrativa

Distrito criado com a denominação de Santa′anna de Japuíba, por Alvará, de 10-02-1647.

Elevado a categoria de vila com a denominação de Santo Antônio de Sá. Por alvará de 15-05-1679.

Pelo decreto provincial nº 2244, de 29-09-1877, transfere a sede municipal da povoação de Santo Antônio de Sá para o Arraial de Santana de Macacu, passando a vila a ter esta denominação.

Pelos decretos estaduais nºs 1, de 08-05-1892, 1-A, de 03-06-1892, por lei estadual nº 161, de 24-11-1894 e pela lei estadual nº 751, de 15-10-1906, é criado o distrito de Subaio e anexado a vila de Santana de Macacu.

Pela lei estadual nº 161, de 24-11-1894, é criado o distrito de Cachoeiras de Macacu e anexado ao Vila de Santana de Macacu. Pela lei estadual nº 391, de 10-12-1898, a vila de Santana de Macacu passou a denominar-se Santana de Japuíba.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, a vila é constituída de 3 distritos: Santa na de Japuíba, Cachoeiras de Macacu e Subaio.

Pela lei estadual 1790, de 27-12-1923, transfere a sede municipal Santana de Japuíba para a povoação de Cachoeira de Macacu, conservando essa denominação.

Elevado à condição de cidade com a denominação Santana de Japuíba, por força da lei estadual nº 2335, de 27-12-1929. Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município de Santana de Japuíba é constituído de 3 distritos: Santana de Japuíba, Cachoeiras de Macacu e Subaio.

Em divisões territoriais de 31-XII-1937, o município aparece constituído de 3 distritos: Santana de Japuíba, Cachoeiras ex-Cachoeiras de Macacu e Subaio.

Pelo decreto-lei estadual nº 392-A, de 31-03-1938, o município de Santana de Japuíba passou a denominar-se Cachoeiras.

Pelo decreto estadual nº 641, de 15-12-1938, o distrito de Santa de Japuíba passou denominar-se simplesmente Santana.

No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município já denominado Cachoeira é constituído de 3 distritos: Cachoeiras, Santana ex-Santana de Japuíba e Subaio.

Pelo decreto-lei estadual nº 1056, de 31-12-1943, o município de Cachoeiras e o distrito de Santana passaram a denominar-se, respectivamente, Cachoeiras de Macacu e Japuíba.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1950, o município já denominado Cachoeiras de Macacu é constituído de 3 distritos: Cachoeiras de Macacu ex-Cachoeiras, Japuíba ex-Santana e Subaio.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de I-VII-1960.

Em "Síntese" de 31-XII-1994, o município de Cachoeiras de Macacu é constituído de 3 distritos: Cachoeiras de Macacu, Japuíba e Subaio.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Alterações toponimicas municipais

Santo Antonio de Sá para Sant Anna de Macacu, teve sua denominação alterada, por força da lei provincial nº 1379, de 06-11-1868.

Sant′ Anna de Macacu para Sant′ Anna de Japuíba, teve sua denominação alterada, por força da lei estadual nº 391, de 10-12-1898.

Sant′ Anna de Japuíba para Cachoeiras, por força do decreto-lei estadual nº 392-A, de 31-03-1938.

Cachoeiras para Cachoeiras de Macacu, teve sua denominação alterada, por força do decreto-lei estadual nº 1056, de 31-12-1943.

Fonte: IBGE

Código do Município

3300803

Gentílico

cachoeirense

Prefeito

MAURO CEZAR DE CASTRO SOARES

População
População estimada [2018]58.560 pessoas  
População no último censo [2010]54.273 pessoas  
Densidade demográfica [2010]56,90 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]2,0 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]7.816 pessoas  
População ocupada [2016]13,8 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]35,6 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]98,4 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]4,6  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]4,2  
Matrículas no ensino fundamental [2017]7.656 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]1.972 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]579 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]208 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]44 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]12 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]18.427,81 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]83,6 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0,700  
Total de receitas realizadas [2017]203.270,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]178.476,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]11,14 óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]0,6 internações por mil habitantes  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]32 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]954,749 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]65,8 %  
Arborização de vias públicas [2010]57,4 %  
Urbanização de vias públicas [2010]26,3 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Internações por diarreia: [número de internações por diarreia/população residente] x 1000

  6. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  7. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  8. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  11. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  16. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  17. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  18. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  19. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  21. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  22. Internações por diarreia: Ministério da Saúde, DATASUS - Departamento de Informática do SUS, IBGE, Estimativas de população residente

  23. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  24. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  25. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  26. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  27. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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