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São Jorge d'Oeste - Paraná



São Jorge d′Oeste faz parte do estado do Paraná. Localizado na Mesorregião do Sudoeste Paranaense faz parte da Região de Salto Caxias, da qual fazem parte outros municípios também afetados pelo lago da Usina Hidrelétrica de Salto Caxias. Foi fundada em 23 de novembro de 1963, tendo atualmente 48 anos, e segundo o censo de 2007, a cidade tem 10.320 habitantes.

Iniciou-se a colonização da Fazenda São Jorge com seu proprietário José Rupp no ano de 1953/54. Área de mata fechada com aproximadamente vinte e quatro mil hectares, denominada como parte da Gleba "chopim".

No ano de 1958 iniciou a migração de colonos oriundos do Estado de Santa Catarina e Rio Grande do Sul descendentes de italianos e alemães, adquirindo colônias a preços baixos e a longo prazo, o local se desenvolvia rapidamente favorecido pelos solos de alta fertilidade e as matas abundantes. Em 1959 foi aprovada a planta da cidade.

História da cidade de São Jorge d`Oeste

O município de São Jorge D´Oeste, tem um passado marcado por lutas e bravuras de homens de coragem que acima de tudo acreditavam na prosperidade deste lugar.

Foi através do pioneiro coronel Henrique José Rupp que tudo começou. Morando em Joaçaba o coronel Rupp e sua equipe de trabalho forneciam material e serviço (dormentes) para companhia estrada de ferro São Paulo — Rio Grande, no entanto não receberam pagamento pelo serviço prestado.

A dívida continuavam sem nenhum providência a ser tomada. Em 17 de novembro de 1950, o governo federal assumiu a companhia estrada de ferro, uma vez que esta estava incluída entre as despesas incorporadas ao patrimônio nacional. Com isto a família Rupp moveu ação ordinária de cobrança contra a nação para ressarcir seus direitos.

Em acordo com a união o pagamento das dívidas seria com terras de propriedade da companhia estrada de ferro São Paulo/Rio Grande, gleba ´Missões´ e parte da gleba ´Chopim´, localizado no estado do Paraná, comarca de Clevelândia. A dívida de Cr$ 8.320.000,00, no entanto a dívida vinha desde 1920.

A questão foi tomada por uma junta de advogados do Rio de Janeiro, um deles era Dr. Antônio da Conceição Paranhos, que por ser solteiro, foi o mais indicado para permanecer ´in loco´, trazendo consigo métodos de colonização adotados no Uruguai e na França após a guerra de 1914/18.

Em troca de seu trabalho, se a questão fosse ganha ele receberia como pagamento terras no local. Somente em 1956, a companhia estrada de ferro, representada pela superintendência das empresas incorporadas ao patrimônio nacional deu em pagamento para extinção completa do crédito as glebas ´missões´ e ´chopim´.

O local era conhecido via aérea. As terras eram identificadas pelas proximidades de Foz do Iguaçu.

A primeira expedição em busca das novas terras veio em 1953, composta pelo coronel José Rupp, Angelo Baldi e vários peões como Bastião Velho, Xico Touro, Valdemar Dente, Negro Cordeiro e alguns que haviam se instalado nas terras muito antes da expedição dentre eles estava Negrote e Pedro só.

São Jorge D´Oeste, teve inicio de sua colonização nos anos de 1954/1955, quando procedente do município de Mariópolis, neste estado, embrenharam-se nas matas virgens da região o senhor José Rupp acompanhado de seu filho José Henrique Rupp e de seu sobrinho Ary Francisco Rupp. Estes desbravadores iniciaram sua caminhada no lugar conhecido hoje como águas do Verê. Transpuseram o rio Chopim e acamparam num terreno menos acidentados e, com boas águas, onde esta localizado a sede do município.

Em 1958, o local recebeu um sensível reforço humano com a chegada de famílias oriundas de cidades vizinhas, com o intuito de tomar parte na colonização da região, quando então os senhores José Rupp e o Dr. Antônio Conceição Paranhos adquiriram consideráveis áreas de terras, para mais tarde, numa atitude típica de desbravadores subdividi-las em colônias de 10 (dez) alqueires e, cedê-las as famílias interessadas em cultivá-las.

Formação Administrativa

Distrito criado com a denominação de São Jorge d`Oeste, pela lei municipal n.º 23, de 09-06-1960, subordinado ao município de Chopinzinho.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o distrito de São Jorge d`Oeste, figura no município de Chopinzinho

Elevado à categoria de município com a denominação de São Jorge d`Oeste, pela lei estadual nº 4730, de 24-01-1963, desmembrado do município de Chopinzinho. Sede no atual distrito de São Jorge d`Oeste (ex-localidade). Constituído do distrito sede. Instalado em 23-11-1963.

Pela lei estadual nº 4795, de 09-12-1963, é criado o distrito de Iolópolis e anexado ao município de São Jorge d`Oeste.

Em divisão territorial datada de 31-XII-1963, o município é constituído de 2 distritos: São Jorge d`Oeste e Iolópolis.

Pela lei estadual nº 5425, de 15-12-1966, é criado o distrito de Doutor Antônio Paranhos e anexado ao município de São Jorge d`Oeste.

Pela lei estadual nº 5614, de 10-08-1966, é criado o distrito de Sede Nova de Sant`Ana e anexado ao município de São Jorge d`Oeste.

Em divisão territorial datada de 31-XII-1968, o município é constituído de 4 distritos: São Jorge d`Oeste, Doutor Antônio Paranhos, Iolópolis e Sede Nova de Sant`Ana.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1999.

Pela lei nº , de, é criado o distrito de Lagos do Iguaçu e anexado ao município de São Jorge d`Oeste.

Em divisão territorial datada de 2005, o município é constituído de 5 distritos: São Jorge d`Oeste, Doutor Antônio Paranhos, Iolópolis, Lagos do Iguaçu e Sede Nova de Sant`Ana.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Fonte: IBGE

Código do Município

4125209

Gentílico

são-jorgense ou jorgense

Prefeito

GILMAR PAIXÃO

População
População estimada [2018]9.074 pessoas  
População no último censo [2010]9.085 pessoas  
Densidade demográfica [2010]23,94 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]1,9 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]2.237 pessoas  
População ocupada [2016]24,1 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]34,3 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]98,9 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]6,7  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]4,6  
Matrículas no ensino fundamental [2017]1.131 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]364 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]106 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]46 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]12 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]2 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]27.420,61 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]90,7 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0,722  
Total de receitas realizadas [2017]51.126,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]40.484,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]- óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]4,8 internações por mil habitantes  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]12 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]379,545 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]38,7 %  
Arborização de vias públicas [2010]49,2 %  
Urbanização de vias públicas [2010]24,3 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Internações por diarreia: [número de internações por diarreia/população residente] x 1000

  6. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  7. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  8. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  11. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  16. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  17. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  18. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  19. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  21. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  22. Internações por diarreia: Ministério da Saúde, DATASUS - Departamento de Informática do SUS, IBGE, Estimativas de população residente

  23. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  24. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  25. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  26. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  27. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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São Jorge d'Oeste: Imagens da cidade e Região

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