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Enéas Marques - Paraná



Enéas Marques é uma cidade localizada no sudoeste do Paraná, a cerca de vinte quilômetros de Francisco Beltrão.

História da cidade de O Presidente Getúlio Vargas criou em 1938, uma política oficial de expansão e alargamento efetivo das fronteiras agrícolas, com a chamada Marcha para o Oeste. Começa assim o primeiro movimento de deslocamento de força de trabalho dentro do Brasil.

E os primeiros beneficiados foram os jovens riograndenses e catarinenses, para os quais começava a faltar espaço nos minifúndios do Sul.

Dando sequência à estratégia, o Presidente Vargas cria em 1943, a Colônia Agrícola Nacional General Osório (Cango), para ocupar uma área de 350 mil hectares na região de Capanema, Barracão, Santo Antonio e Francisco Beltrão, numa faixa de 60 quilômetros junto à fronteira com a Argentina. Com essa medida, acomodava os grandes contingentes de jovens reservistas, filhos de agricultores do Sul que atenderam ao apelo da Marcha para o Oeste.

A Região Sudoeste do Paraná foi marcada por períodos de turbulência: a longa disputa do território com a Argentina, a disputa entre o Paraná e Santa Catarina com a Guerra do Contestado, a proposta de criação do Estado das Missões englobando toda a região do Sudoeste, a disputa entre o Governo do Paraná e a Estrada de Ferro São Paulo-Rio Grande e a disputa em torno dos interesses da União, em que as concessões das glebas Missões e Chopim geraram dramáticas consequências, inclusive com o sacrifício de vidas.

As turbulências continuaram com o desmembramento da região em favor do Território do Iguaçu, a disputa entre a CITLA (Clevelândia Industrial e Territorial) e o Governo Federal, culminando com o Levante de 1957, ou a Revolta dos Colonos.

O movimento que culminou na Revolta dos Colonos do Sudoeste do Paraná foi resultado da união dos posseiros e colonos contra os grileiros e jagunços da CITLA, que a toda força queriam demarcar o território e cobrar o valor dos lotes dos colonos que já estavam instalados na região.

Por toda região os colonos e suas famílias foram desrespeitados e maltratados pelos jagunços, além de serem roubados e terem que assinar os contratos onde teriam de pagar o título da terra.

A Revolta dos Colonos, mais concentrada nas cidades de Francisco Beltrão, Pato Branco e Capanema, expulsou os jagunços e empregados da CITLA e trouxe uma nova realidade para o Sudoeste.

A posse definitiva da terra veio com a criação da GETSOP (Grupo Executivo de Terras do Sudoeste do Paraná), que definiu a questão da propriedade, demarcando lotes e titulando aos colonos que até então eram apenas posseiros.

A Colônia Agrícola Nacional General Osório (CANGO) situada onde hoje é o território de Francisco Beltrão, tinha a função de povoar a Região Sudoeste do Paraná, para tanto determinava os Sítios e declarava os Posseiros, que poderiam fazer uso da terra ou vende-la a novos migrantes. A sede desta colônia transformou-se em Francisco Beltrão.

A CANGO tinha condições para a mais perfeita colonização da história do Paraná. Em consequência, a população colonial como que explodiu, de 467 famílias em 1947, subiu para 2725 em 1956. é nesta realidade que inicia-se o processo de povoação e o surgimento da Vila do Jaracatiá, e do território que hoje é Enéas Marques.

A partir daí, os imigrantes, vindos de Santa Catarina e Rio Grande do Sul seguiam os cursos dos rios ou picadas que os próprios colonizadores abriram pelas cordilheiras. Andavam a pé ou a cavalo.

Pela fertilidade do solo, desde o início da colonização, os imigrantes dedicavam-se a agricultura, desbravando as matas, abrindo caminho e construindo suas casas de madeira lascada. A abundância de madeira principalmente do Pinheiro na região fez com que surgissem mais tarde serrarias que em breve desbravaram imensos pinheirais.

Devido ao clima favorável e a fertilidade do solo, as culturas do milho, trigo e feijão eram produzidas em abundância, muitos colonos, aproveitavam as lavouras de milho para alimentar a criação de suínos.

O meio de transporte era feito em lombo de burricos, carroças e carro de boi. Os imigrantes sendo na maioria de origem italiana e alemã trouxeram consigo a crença religiosa, o catolicismo, que do ponto de vista sociológico teve grande papel na aglutinação dos colonos, pois as moradias iam se instalando nas proximidades da capela e ao lado desta, uma escola e um pequeno comércio.

Terminada a 2° Guerra Mundial, em 1945, os irmãos Florindo e José Penso saíram de Pato Branco para uma caçada. Passaram por Bom Sucesso e Dois Vizinhos, de onde dobraram a esquerda e foram abrindo picada, passando por onde mais tarde surgiram as comunidades de Rio Bocó e Mata Fome.

Em fins de 1947, José Penso mudava-se com a família e logo no ano seguinte chegava o irmão Florindo. Cada um tirou um sítio onde atualmente é o perímetro urbano de Enéas Marques.

A igreja hoje está na divisa dos dois sítios. Onde atualmente está localizada a Rodoviária Municipal, pertencia a Florindo Penso. Até o final da década de 40, a futura Enéas Marques não passava de poucos ranchos no meio do mato.

Na época, o Senhor Vitale Frâncio adquiriu um sítio dos irmãos Penso, lembra-se que somente morava em Enéas Marques, os irmãos Penso, Alfredo Croner e Amantino Duarte. A partir de 1948 é que as famílias Cattaneo, Bonetti e Koerich chegaram para a futura Enéas Marques.

O Distrito de Jaracatiá (Mamoeiro do Mato) pertencia ao Município de Francisco Beltrão, assim denominado por se encontrar na região muitas árvores nativas desta espécie, cujos frutos parecem mamões, porém menores, sendo que o cerne desta árvore da família das caricáceas, com sabor assemelhado ao coco, era utilizado na fabricação de doces caseiros.

O povoado cresceu rapidamente e através da Lei n° 92, de 25 de agosto de 1961, a vila foi elevada à categoria de Distrito Administrativo. Em 18 de fevereiro de 1964 através da Lei Estadual n° 4.823 foi criado o Município, porém com a denominação alterada para Enéas Marques e território desmembrado de Francisco Beltrão.

A instalação oficial ocorreu em 14 de dezembro de 1964, pertencendo à Comarca de Francisco Beltrão. Enéas Marques, originou-se de Francisco Beltrão que por sua vez, em 1951, originou-se de Clevelândia, que se desmembrou de Palmas, em 1892, que em 1877 emancipou-se de Guarapuava, que originou-se em 1852 de Castro, que se desmembrou de Curitiba em 1788, que se emancipou de Paranaguá, criado por Carta Régia em 29 de julho de 1648.

O nome foi sugerido ao Município pelo Deputado Arnaldo Busato, que lutou pela emancipação. O Município recebeu este nome em homenagem a Enéas Marques dos Santos, nascido em Curitiba em 12 de janeiro de 1883, e falecido em 04 de outubro de 1961 aos 78 anos.

Foi um ilustre paranaense fundador e professor da Universidade do Paraná, Promotor Público, Escritor, Advogado e exerceu o cargo de Secretário de Estado do Interior e Justiça e um dos fundadores da Academia Paranaense de Letras.

A organização do Município foi iniciada com o primeiro Prefeito, Sr. Luiz Prolo na gestão de 1965 a 1969. O segundo prefeito foi José Bonin com a gestão de 1969 a 1973. Hilário Michels coordenou a administração de 1973 a 1977, seguido por Atílio Chaves da Silva, prefeito de 1977 a 1983.

A sucessão foi com o prefeito Antonio Carlos Bonetti, com a gestão de 1983 a 1988 que voltou a administrar o município de 1993 a 1996. As gestões que se seguiram foram do prefeito Helio Parzianello que sucedeu Bonetti de 1989 a 1992 e posteriormente de 1997 a 2000 sendo reeleito para a gestão de 2001 a 2004.

Em 2005 o prefeito Valmor Vanderlinde assumiu a prefeitura.

Fonte: Prefeitura Municipal de Enéas Marques

Autor do Histórico: PAULO ROBERTO DE FREITAS

Código do Município

4107405

Gentílico

enéas-marquense

Prefeito

MAIKON ANDRE PARZIANELLO

População
População estimada [2018]5.990 pessoas  
População no último censo [2010]6.103 pessoas  
Densidade demográfica [2010]31,75 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]2,0 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]1.269 pessoas  
População ocupada [2016]20,5 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]35,4 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]99,3 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]6.4  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]5  
Matrículas no ensino fundamental [2017]798 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]258 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]67 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]36 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]6 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]2 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]35.376,39 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]93,2 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0.752  
Total de receitas realizadas [2017]26.916,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]20.281,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]26,67 óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]-  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]11 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]192,203 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]3,5 %  
Arborização de vias públicas [2010]98,6 %  
Urbanização de vias públicas [2010]32,3 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  6. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  7. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  11. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  16. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  17. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  18. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  19. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  21. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  22. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  23. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  24. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  25. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  26. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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