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Nova Esperança - Paraná



Nova Esperança faz parte do estado do Paraná, Sua população é de 28.983 IBGE/2011, cidade polo das Sedas.

O surgimento de Nova Esperança devido ao desenvolvimento da cultura cafeeira pós anos 30 no Norte do Paraná. Fortalecida pelos lucros auferidos com a atividade cafeeira, intensificou-se a abertura de vias e assentamento populacional na localidade de Capelinha.

Em 20 de agosto de 1951, teve seu nome alterado para Nova Esperança. Em Nova Esperança atualmente se encontra a mais expressiva produção de Casulos Verdes, sendo a mesma conhecida nacionalmente como a Capital da Seda.

História da cidade de Nova Esperança

No ano de 1925, a Companhia de Terras do Norte do Paraná adquiriu do Governo do Estado do Paraná, 450.000 alqueires de terras pela quantia de 8.712 contos de réis, era Governador nesta época o Dr. Caetano Munhoz da Rocha. Nesta aquisição estavam englobadas as terras pertencentes ao Município de Nova Esperança.

No início, saíram comitivas exploradoras para começarem a colonização, e assim sendo, conta-nos o Dr. Herman Moraes de Barros:

"No meado do ano de 1928, acompanhei meu pai (Antonio Moraes de Barros), advogado e então Presidente da Companhia de Terras Norte do Paraná, em uma viagem as terras recém adquiridas do Governo do Estado do Paraná. A comitiva era composta por Arthur Thomaz, Gerente administrativo de todo o empreendimento, Engenheiro Louis Reed, Consultor técnico, Dr. Gastão de Mesquita Filho, Engenheiro construtor da então Nova Estrada de Ferro São Paulo, Heitor Machado, grande conhecedor de terras e amigo de meu pai.

Partimos de Presidente Prudente em dois fordecos e percorremos cerca de 100 Km, uma estrada com as piores condições possíveis, atingindo a tardinha as margens do Rio Pirapó, hoje denominado Porto Ceará. Cruzamos o majestoso rio em uma pequena balsa, construída por duas canoas sobre as quais existiam duas bicas que deveriam sustentar os veículos. A entrada na balsa constituiu uma verdadeira proeza dos dois motoristas, pois apesar da aspereza do terreno e precariedade do pequeno pontilhão, deveriam acertar as rodas dos veículos exatamente nas bicas, sob a pena de caírem no rio.

Do outro lado rio estava-nos reservada uma agradável surpresa, pois a estrada construída pela Companhia era de primeira ordem. Percorremos cerca de 30 km, até uma pequena derrubada na mata virgem, onde havia uma boa casa de madeira, primeira sede dos Ingleses no Estado do Paraná. A Estrada que havíamos percorrido já ostentava o seu nome tradicional de Estrada Inglesa. E a casa acolhedora, o pomposo nome de Hotel Pirapó.

O dia seguinte foi dedicado a um justo repouso e no outro dia, pela madrugada, partimos nos fordecos por mais alguns quilômetros até o acampamento da turma que estava construindo a estrada. Depois do almoço montamos a cavalo e por um picadão, verdadeiro túnel dentro da mata frondosa, percorremos cerca de três horas, uma boa distância, quando atingimos um velho picadão na direção leste-oeste. Enveredamos pelo mesmo rumo oeste. Pouco adiante a beira do picadão, as margens do Córrego Bigui, deparamos com um pequena Capela construída de tijolos toscos e coberta de sapé. Sem porta, podemos ver que la dentro havia uma imagem tosca de um Santo (Sagrado Coração de Jesus), hoje padroeiro da cidade e restos de muitas velas, que ali tinham sido acesas. Ao lado da mesma muitos níqueis, que interpretamos como dádivas de passantes que não possuíam velas para pagamento das mesmas e outros passantes que por ventura as possuíssem. Representavam assim, aqueles níqueis, a esperança de que por ali passasse uma alma bondosa que pudesse acender uma vela por sua intenção, pagando-se com níquel que ali deixava depositado.

Alguns anos depois o local ficou conhecido com a denominação de Capelinha e por isso, quando chegou a abertura da cidade, quase vinte anos depois, muito acertadamente Arthur Thomaz, manteve aquele nome para a futura cidade que então se iniciava. A nova cidade deveria nascer a 40 km além de Maringá, na direção da "Brasileira", hoje a cidade de Paranavaí."

Sabe-se que os primeiros moradores foram José Xavier de Barros, Dona Benedita Xavier de Barros (proprietários de uma hospedaria), posteriormente vieram Augusto Hengsh, seu genro João Rodrigues, Heriberto Brunning, Levi Linhares, Goldschid Heng, João Miranda, José Rodrigues, entre outros. Em 1947 chegaram de Londrina a família Fabrini, construindo a primeira Serraria, auxiliando o progresso do Núcleo.

O município de Nova Esperança começou a ser povoado no início 1948, quando vieram correntes migratórias de todas as regiões brasileiras. A povoação já existia 06 serrarias, 06 máquinas de beneficiar arroz, 02 debulhadeiras de milho, 02 fábricas de móveis, 01 máquina de café, 05 postos de gasolina, 05 oficinas mecânicas, 03 sorveterias, 28 casas de secos e molhados, 16 casas de tecidos, 22 bares, 04 barbearias, 02 tinturarias, 04 alfaiatarias, 01 fábrica de calçados, 01 funilaria, 03 restaurantes, 01 relojoaria, 02 casas especializadas em ferragens, 12 carros de aluguel, 42 caminhões de aluguel, 03 carros particular, 05 depósitos de tijolos e telhas, 01 fábrica de tubos, 06 compradores de cereais, 01 correio particular, 02 escritórios comerciais, 04 médicos, 02 dentistas e 01 engenheiro agrônomo. (Isto abrangendo todo o território de Capelinha que era composto por várias localidades).

Gentílico:

Formação Administrativa

Elevado à categoria de Município e distrito com denominação de Nova Esperança, pela Lei Estadual nº 790, de 14/11/1951, desmembrado de Maringá, com sede no povoado de Capelinha, atual distrito de Nova Esperança, constituído de dois distritos: Nova Esperança e Alto Paraná. Instalado em 14/12/1952.

Pela Lei Municipal nº 16, de 10/02/1953, são criados os distritos de Atalaia e Floraí e anexado ao distrito de Nova Esperança.

Pela Lei Estadual nº 1190, de 19/07/1953, desmembra do Município de Nova Esperança o distrito de Alto Paraná. Elevado à categoria de Município.

Pela Lei Municipal nº 53, de 16/03/1954, é criado o distrito de Iroí e anexado ao Município de Nova Esperança.

Pela Lei Municipal nº 62, de 29/05/1954, são criados os distritos de Barão de Lucena, Cruzeiro do Sul e Uniflor.

Em divisão territorial data de 01/07/1955, o Município é constituído de sete distritos: Nova Esperança, Atalaia, Barão de Lucena, Cruzeiro do Sul, Floraí, Iroí e Uniflor.

Pela Lei Estadual nº 2512, de 28/11/1955, desmembra do Município de Nova Esperança o distrito de Floraí. Elevado à categoria de Município.

Pela Lei Estadual nº 2548, de 26/12/1955, desmembra do Município de Nova Esperança o distrito de Cruzeiro do Sul. Elevado à categoria de Município.

Em divisão territorial datada de 01/07/1960, o Município é constituído de cinco distritos: Nova Esperança, Atalaia, Barão de Lucena, Iroí e Uniflor.

Pela Lei Municipal nº 266, de 10/06/1960, é criado o distrito de Ivaitinga e anexado ao Município de Nova Esperança.

Pelo Lei Estadual nº 4245, de 25/07/1960, desmembra do Município de Nova Esperança o distrito de Atalaia. Elevado à categoria de Município.

Pela Lei Estadual nº 4338, de 25/01/1961, desmembra do Município de Nova Esperança o distrito de Uniflor. Elevado àcategoria de Município.

Em divisão territorial datada de 31/07/1963, o Município é constituído de quatro distritos: Nova Esperança, Barão de Lucena, Iroí e Ivaitinga.

Pela Lei Estadual nº 4992, de 21/12/1964, desmembra do Município de Nova Esperança o distrito de Presidente Castelo Branco, ex-Iroí. Elevado à categoria de Município.

Atualmente, a cidade possui dois Distritos Administrativos. O distrito de Barão de Lucena, criado pela Lei nº 62, de 29/05/54 e, antes de sua criação chamou-se povoado Esperança, criado pela Lei nº 790, de 14/11/51.

Fonte: Prefeitura Municipal de Nova Esperança (PR); IBGE

Autor do Histórico: ALBERTINO FRANZONI

Código do Município

4116901

Gentílico

nova-esperancense

Prefeito

MOACIR OLIVATTI

População
População estimada [2018]27.821 pessoas  
População no último censo [2010]26.615 pessoas  
Densidade demográfica [2010]66,27 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]2,0 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]5.976 pessoas  
População ocupada [2016]21,4 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]27,7 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]98,7 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]5.8  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]4.4  
Matrículas no ensino fundamental [2017]3.328 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]1.004 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]224 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]77 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]16 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]2 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]23.564,11 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]72,8 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0.722  
Total de receitas realizadas [2017]79.861,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]66.246,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]24,39 óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]2,3 internações por mil habitantes  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]14 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]401,587 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]51,3 %  
Arborização de vias públicas [2010]96 %  
Urbanização de vias públicas [2010]62 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Internações por diarreia: [número de internações por diarreia/população residente] x 1000

  6. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  7. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  8. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  11. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  16. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  17. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  18. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  19. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  21. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  22. Internações por diarreia: Ministério da Saúde, DATASUS - Departamento de Informática do SUS, IBGE, Estimativas de população residente

  23. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  24. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  25. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  26. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  27. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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Nova Esperança: Imagens da cidade e Região

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