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Alto Paraná - Paraná



Alto Paraná faz parte do estado do Paraná. A população avaliada em 2005 era de 13.137 habitantes.

Denominação dada pela Imobiliária Ypiranga, de Boralli & Held, que fundou o município. Alto é a designação da posição geográfica do município em relação ao Estado e Paraná da língua Tupi "Para-nã"...: rio grande como o mar.

As primeiras movimentações com intenção de colonização ocorridas na região de Alto Paraná, tiveram início em agosto de 1949, neste período a imobiliária Ypiranga, de Boralli & Held, adquiriu da Companhia de Terras Norte do Paraná a quantia de cento e cinquenta mil alqueires de terras, traçando o perfil da futura cidade.

História da cidade de Alto Paraná

A cidade de Alto Paraná foi fundada pela Imobiliária Ypiranga, de Boralli & Held, que na década de 1940 adquiriram áreas de terra desta Companhia, implantando em agosto de 1948, o marco fundamental.

Em 26 de setembro de 1948, chegaram a Alto Paraná os primeiros colonos vindos principalmente do Sul. Os Estados que mais contribuíram para a colonização foram: Santa Catarina e Rio Grande do Sul com elevado contingente humano, haja vista que a cidade já nasceu com as características das cidades gaúchas e catarinenses.

Famílias numerosas vieram com o propósito de se radicarem aqui definitivamente. Paulistas, mineiro, baianos e nordestinos que já haviam adquirido experiência com a colonização do Norte do Paraná, também se incorporaram à faina e aderiram à nova cidade.

Do sul do Paraná, nos chegou um pioneiro especial, André Kniapchi, veio com familiares em uma carroça típica polonesa com cavalos atrelados. Viveu entre nós e deu sua contribuição ao nosso progresso.

A Imobiliária Ypiranga providenciou toda infra-estrutura necessária, como a construção de ruas e praças, demarcações, poços semi-artesianos com água farta, um hospital, um hotel, igreja católica, cemitério, campo de aviação e outros serviços essenciais à comunidade.

O que alimentou a cidade nascente foi a indústria madeireira, chegando a possuir no início até 36 serrarias de todos os portes. O comércio também teve bom desenvolvimento, com instalação de máquinas de benefício de café, arroz e moinhos de fubá.

Com o desenvolvimento da lavoura cafeeira, a cidade cada vez mais progredia. Alto Paraná estaria destinada a ser uma cidade pólo da região e sua população de bom nível cultural. Para isso é que se lutava. Mas fatores exclusivamente regionais, estruturais e de comunicação relegaram a cidade a segundo plano, fazendo Nova Esperança (ex Capelinha) uma cidade pólo, e Paranavaí outra cidade pólo.

Não faltou por parte da Imobiliária Ypiranga, nem de autoridades políticas os esforços necessários. Os fatores foram de convergência. As geadas periódicas de 1955/1975 e outras menores contribuíram para desestimular os lavradores de café.

Os primeiros pioneiros, que já haviam enriquecido no comércio, na lavoura e na compra e venda de cereais, se transferiram para centros maiores como Maringá, Paranavaí e Curitiba.

O desgaste das lavouras cafeeiras levou o Prefeito, à época, a firmar convênio com a ACARPA e construir um viveiro de mudas de café para a renovação da lavoura.

Com o advento do nematóide, doença que afeta as raízes das plantas, principalmente do cafeeiro, centenas de milhares de lavouras, foram dizimadas e erradicadas, e essas cidades passaram por um processo de esvaziamento populacional com a migração para os grandes centros e outros Estados, como Mato Grosso e Rondônia.

Alto Paraná começa a renascer para o campo acreditando na sericicultura, com uma política bem direcionada no setor pelo então Prefeito, elevando o município a 2º produtor na região. Fatores internacionais derrubam o preço da seda e o setor se vê em decadência.

A opção foi para a pecuária, a cana-de-açúcar e o plantio de laranjais. Os que ainda resistiam aguardavam melhoras futuras. é na pequena indústria que o Prefeito, à época, depositava esperança de sobrevivência, inaugurando um curtume com maquinários de última geração, em busca dos primeiros passos em direção ao futuro.

Outro produto agrícola que teve sua fase de desenvolvimento foi a mandioca com a instalação de cinco farinheiras, que deram trabalho braçal aos chamados bóias-frias. Porém, o preço do produto oscila muito no mercado, e não garante a estabilidade necessária para o seu cultivo.

Gentílico:

Formação Administrativa

Distrito criado com a denominação de Alto Paraná, pela Lei Estadual nº 790, de 14/11/1951, no Município de Nova Esperança.

A criação do município foi estabelecida pela Lei Estadual nº 1.190 de 19/08/1953, sendo instalado em 5 de maio de 1954, desmembrado do município de Nova Esperança.

Pela Lei Municipal nº 37, de 14/12/1955, foram criados os distritos de Maristela e Sumaré, ex-povoados.

Pela Lei Municipal nº 77, de 03/04/1958 foi criado o distrito de Santa Maria, ex-povoado.

Em divisão territorial datada de 01/07/1960, o Município foi constituído por quatro distritos: Alto Paraná, Maristela, Santa Maria e Sumaré.

A Lei Estadual nº 4.717, de 21/05/1963, transferiu o Distrito de Sumaré do Município de Alto Paraná para o Município de Paranavaí.

Em divisão territorial datada de 31/07/1963, o município é constituído por três distritos: Alto Paraná, Maristela e Santa Maria.

Fonte: Prefeitura Municipal de Alto Paraná(PR); IBGE

Autor do Histórico: ALBERTINO FRANZONI

Código do Município

4100608

Gentílico

alto-paranaense

Prefeito

ALTAMIRO PEREIRA SANTANA

População
População estimada [2018]14.679 pessoas  
População no último censo [2010]13.663 pessoas  
Densidade demográfica [2010]33,51 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]1,9 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]2.557 pessoas  
População ocupada [2016]17,5 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]34 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]96 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]5.9  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]4.6  
Matrículas no ensino fundamental [2017]1.686 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]417 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]109 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]33 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]9 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]1 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]18.476,66 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]74,1 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0.696  
Total de receitas realizadas [2017]49.050,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]38.263,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]32,43 óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]6,5 internações por mil habitantes  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]6 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]407,719 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]58,8 %  
Arborização de vias públicas [2010]95,2 %  
Urbanização de vias públicas [2010]39,7 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Internações por diarreia: [número de internações por diarreia/população residente] x 1000

  6. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  7. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  8. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  11. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  16. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  17. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  18. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  19. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  21. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  22. Internações por diarreia: Ministério da Saúde, DATASUS - Departamento de Informática do SUS, IBGE, Estimativas de população residente

  23. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  24. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  25. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  26. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  27. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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