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Maria da Fé - Minas Gerais



Maria da Fé é uma cidade do Estado de Minas Gerais. A população avaliada em 2009 é de 14.637 habitantes.

Maria da Fé é conhecida como a cidade mais fria do Estado de Minas Gerais. No inverno as temperaturas mínimas podem descer abaixo de 0°C. .

O município está localizado em plena Serra da Mantiqueira bem próximo à estância paulista de Campos do Jordão e às mineiras do chamado Circuito das Águas. O turismo é ainda incipiente, mas existem possibilidades de turismo rural, com passeios a cavalo e comida de fogão a lenha.

História da cidade de Vindos de Cristina, João Carneiro Santiago e José Correia de Carvalho, obtiveram uma sesmaria formada por terras do local denominado CAMPOS, perto daquele município.

Mais ou menos em meados do século XIX, foi a gleba dividida em duas partes onde cada um instalou sua fazenda, começando com seus escravos e familiares as culturas agrícolas e a exploração das riquezas existentes.

Com a morte de seus primitivos donos, as duas grandes fazendas foram sendo repartidas entre os herdeiros, e isto, aliado às constantes chegadas de moradores, determinou o progresso da região.

A cidade propriamente dita começou a edificar-se em terras de João Ribeiro de Paiva que foi quem primeiro instalou uma casa comercial, de sociedade com o Sr. Honório Costa.

Em seguida construíram-se outras casas e o povoado foi progredindo, até que, em 1859 foi elevado à categoria de distrito, com o nome de CAMPOS DE MARIA DA FÁ e pertencendo ao município de Cristina.

A estação ferroviária foi inaugurada no dia 27 de junho de 1891, trazendo em seu nome a qualificação da emblemática Dona Maria da Fé. Para além de uma simples homenagem à fazendeira pioneira da região, a referida estação acabou por representar a matriz geradora da nova vila que surgia: a VILA DE CAMPOS DE MARIA DA FÁ.

Pode-se inferir que a partir da utilização sistemática da linha férrea, o próprio cotidiano dos moradores apresentou significativas mudanças - como escolas, igreja e pontos comerciais as quais simbolizavam a nova fase de crescimento do antigo distrito.

No que toca às questãoes político-administrativas, a emancipação do município acompanhou a própria dinâmica do desenvolvimento da região: após a criação da Paróquia de Maria da Fé nos idos de 1908 (A Lei n°. 566, de 30 de agosto de 1911, emancipou o Distrito, que passou a município com o nome de CAMPOS DE MARIA DA FÁ), a elevação de categoria à cidade foi promulgada no dia 1oº de junho de 1912. A sede municipal permaneceria com o nome de Campos de Maria da Fé por mais de vinte anos, e, somente em 07 de setembro de 1923 a denominação passou a ser Maria da Fé, permanecendo até os dias atuais.

Apogeu e crise na economia mariense posteriormente ao movimento emancipatório, a cidade iniciou uma série de obras infra-estruturais, cujos principais aspectos objetivaram dinamizar os serviços de atendimento à população: aberturas de ruas e novas estradas; construçãoes de praças e jardins públicos; instalaçãoes dos sistemas de água e eletricidade; formação de grupos escolares e colégios ginasiais; essas e outras realizaçãoes acabaram por representar significativas mudanças em Maria da Fé.

Articuladas a esse panorama de prosperidade, as lavouras de batata despontavam como principais responsáveis pelo crescimento sócio-econômico do município. Grande parte dos moradores da região estava envolvida no processo da bataticultura, a qual contemplava as etapas de plantio, colheita, armazenamento e distribuição do produto. A produção atingiu seu respectivo apogeu nas décadas de 70 e 80, época em que Maria da Fé se tornou a maior produtora de batatas no território nacional, com o volume anual de 46 mil toneladas.

Entretanto, no início dos anos 90, observou-se uma acentuada crise na cultura desse gênero, tendo em vista a conjugação dos seguintes fatores: sucessivas pragas nas sementes utilizadas para o plantio; cortes sistemáticos nos investimentos governamentais; dificuldades oriundas da baixa mecanização no campo e competitividade com outros mercados, principalmente Argentina e Santa Catarina. Nessa medida, as principais fontes de renda e de trabalho sofreram consideráveis impactos, ocasionando no aumento crítico do desemprego e da falta de recursos.

Judicialmente o município é subordinado à comarca de Cristina.

Fonte: Enciclopédia dos Municípios Brasileiros - IBGE 1959 Prefeitura Municipal de Maria da Fé - Departamento de Cultura e Turismo

Autor do Histórico: EUGÁNIO PACELLI MORAES RENNÁ

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