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Espera Feliz - Minas Gerais



Espera Feliz faz parte do estado de Minas Gerais. A população avaliada em 2010 era de 22.856 habitantes. Espera Feliz encontra-se a 23 km de Carangola, e a 378km de Belo Horizonte, a capital do estado.

É boa a classificação da infraestrutura do município. A quase mil metros acima do nível do mar, na Zona da Mata, está em pleno maciço do Caparaó. Caulim já foi importante na economia local, juntamente com mica, que hoje já não são mais explorados. Atualmente, a cidade sobrevive do cultivo do café e do comércio, despontando o turismo como uma nova oportunidade econômica. Os principais pontos turísticos do município são a Cachoeira do Chiador, a Igreja Matriz de São Sebastião e o Parque Nacional do Caparaó.

O Município de Espera Feliz está localizado na Mesorregião da Zona da Mata Mineira. Com área de 325km², limita-se ao norte pelos municípios de Alto Caparaó e Caparaó, ao sul pelos de Carangola e Caiana, a leste pelo de Dores do Rio Preto, no Espírito Santo, e a oeste pelo de Divino. É parte integrante do maciço do Caparaó, com altitudes variando entre 900 e dois mil metros. A sede municipal está a 748 metros de altitude, tem sua posição geográfica determinada pelo paralelo 20º 39 00 de latitude sul em sua interseção com o meridiano de 41º 54 26 de longitude oeste. O clima é Cwa (tropical de altitude), com verão ameno e inverno frio, variando entre as médias de máxima 25,3º e média das mínimas 12,8º. A precipitação pluviométrica anual é em médias de 1.595mm.

História da cidade de ESPERA FELIZ - Minas Gerais - MG

Gentílico: ESPERAFELICENSE

A tradiçãol informa que uma comissão de engenheiros, tendo sido enviada pelo Governo Imperial de D. Pedro II, para procedimento de pesquisas na região, acampou no local onde está situada a atual Praça da Bandeira, nesta cidade. Como de costume, alguns engenheiros, membros da comissão imperial, puseram-se à espera de possíveis caças que eram abundantes na região. Como era de se esperar, não faltaram caças e, após dias sucessivos, foram felizes naquela empreitada e daí surgiu o primitivo nome de "Feliz Espera", mais tarde alterado para o de "Espera Feliz".

"Ligação" foi outro topônimo recebido pela localidade ao tempo em que a Estrada de Ferro The Leopoldina Railway Company Limited ali construiu e inaugurou uma estação, fazendo a ligação ferroviária do Estado de Minas Gerais com o Espírito Santo, já no ano de 1912.

Em seus primitivos tempos é de se presumir que a região foi habitada por índios Purís, não se podendo conhecer a que tribo indígena pertenciam, pela ausência de maiores comprovações históricas.

Em 1822, o Cel. Dutrão inaugurou o desbravamento das terras que hoje são abrangidas pelas vertentes do rio Caparaó. Já no ano de 1831, outros aventureiros, oriundos das cabeceiras do rio Carangola, transpondo as serras que separam as suas vertentes do rio Paraíba, fixaram-se nas nascentes do rio São João, já nas terras que mais tarde constituiriam o município de Espera Feliz.

As terras situadas nas cabeceiras do rio São João, onde nascem numerosos ribeirões, foram adquiridas em 1831 ou 1851, data imprecisa, pelo guarda-mor Manoel Esteves de Lima, proprietário do grande imóvel "Santa Maria". Em tais glebas hoje se localiza o município de Caparaó, antigo Distrito de Espera Feliz.

é importante frisar que do atual município, a primeira povoação que se formou foi a de São Sebastião da Barra, distante 6 km da sede atual. O primeiro proprietário de terras no local atual da cidade foi o Tenente-Coronel Francisco Xavier Monteiro Nogueira da Gama. Mais tarde transferiu estas para Antônio Francisco de Oliveira. Este, sem recursos para elaborar o imóvel, transferiu-as para seu cunhado, Antônio Carlos de Souza, no ano de 1873. O grande motivo para o desbravamente e fixação foi a busca de terras férteis para a agricultura. A mineração viria apenas no século XX.

Para a formação do povoado concorreram o Capitão José Carlos de souza Marinho, que doou terras para a construção das primeiras casas, no local que recebeu a denominação de rua Nova. No centro da cidade, Dioclécio de Lacerda construiu o primeiro prédio, destinado a hotel. A Sra. Cira Rosa de Souza doou as terras para a passagem da ferrovia, o local da estação e a área destinada ao triângulo. Na margem oposta do rio São João o Major Francisco Pereira de Souza construiu um grupo de casas, que recebeu o nome de rua Major Pereira. D. Maria, viúva do Capitão Francisco Gomes da Silva, doou o Patrimônio da Igreja Matriz de São Sebastião.

Outros, porém, foram os colonizadores das terras que hoje constituem o município de Espera Feliz e Caiana.

FORMAçãO ADMINISTRATIVA:

Todo o território que hoje integra o município de Espera Feliz pertenceu à Vila de Campos, da Província do Rio de Janeiro. Somente muitos anos depois, passou aquele território a integrar a Freguesia de Nossa Senhora da Conceição dos Tombos do Carangola, Comarca de Presídio, hoje Visconde do Rio Branco. Mais tarde veio o referido território a pertencer à Vila de Ubá e ao Termo de São Paulo do Muriaé para, por último, transformar-se na Freguesia de Santa Luzia de Carangola.

Pelo disposto na Lei Estadual n.º 663 de 18/09/1915, o então povoado de Espera Feliz foi transformado em sede do Distrito do mesmo nome, em substituição ao Distrito de São Sebastião da Barra, criado anterirormente por força do Decreto-Lei n.º 116, de 21/06/1890.

Em virtude da Lei Estadual n.º 843 de 07/09/1923, o Distrito de Espera Feliz perdeu parte de seu território para a criação do novo Distrito de São José do Rio Preto, hoje Caiana.

De conformidade com a nova Divisão Administrativa do Estado de Minas Gerais, fixado pela Lei Estadual n.º 843 de 07/09/1923, bem como pela Lei que determinou a nova Divisão Administrativa do Brasil em 1933, o Distrito de Espera Feliz constinuava a fazer parte do município de Carangola, situação que se manteve inalterada nas divisões territoriais de 31/12/1936 e 31/12/1937, bem como no Quadro anexo ao Decreto-Lei Estadual n.º 88, de 30/03/1938.

O município foi criado pelo Decreto-Lei n.º 148 de 17/12/1938, figurando em seu território os Distritos Sede, Caiana e Caparaó.

A instalação do município ocorreu em 01/01/1939.

FORMAçãO JUDICIáRIA:

O município é sede de Comarca com sua jurisdição abrangendo também os municípios de Alto Caparaó, Caiana e Caparaó.

Fonte: ROGéRIO CARELLI - Prof. História Contemporânea - Fundação FAFILE-UEMG de Carangola. Sócio-correspondente do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais.

Autor do Histórico: OSCAR TONA JúNIOR

Código do Município

3124203

Gentílico

espera-felizense

Prefeito

JOÃO CARLOS CABRAL DE ALMEIDA

População
População estimada [2018]24.773 pessoas  
População no último censo [2010]22.856 pessoas  
Densidade demográfica [2010]71,96 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]1,6 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]3.737 pessoas  
População ocupada [2016]15,2 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]39,1 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]96,9 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]6,1  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]4,2  
Matrículas no ensino fundamental [2017]3.263 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]1.041 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]271 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]119 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]18 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]7 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]17.335,77 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]83,3 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0,663  
Total de receitas realizadas [2017]55.792,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]51.072,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]- óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]1,4 internações por mil habitantes  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]28 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]317,638 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]53,5 %  
Arborização de vias públicas [2010]60,2 %  
Urbanização de vias públicas [2010]53,2 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Internações por diarreia: [número de internações por diarreia/população residente] x 1000

  6. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  7. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  8. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  11. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  16. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  17. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  18. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  19. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  21. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  22. Internações por diarreia: Ministério da Saúde, DATASUS - Departamento de Informática do SUS, IBGE, Estimativas de população residente

  23. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  24. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  25. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  26. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  27. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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