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Cachoeiro de Itapemirim - Espírito Santo



Cachoeiro de Itapemirim faz parte do estado do Espírito Santo. Sua população é de 209878 habitantes , sendo assim a quinta cidade mais populosa do Estado.

A cidade ficou nacionalmente conhecida por causa da música Meu Pequeno Cachoeiro, cantada por Roberto Carlos, nascido na cidade.

O município está localizado no sul do estado, às margens do rio Itapemirim, ocupando uma área de 892,9km². Encontra-se a 20º50′56" de latitude sul e 41º06′46" de longitude oeste, a uma altitude média de 35 metros, sendo o bairro de menor altitude Centro - 35 metros - e o de maior altitude Condomínio Residencial Montanha - 210 metros. O município fica a 139 quilômetros da capital, Vitória e 160 Km da cidade de Carangola.

História da cidade de Cachoeiro de Itapemirim

A primeira tentativa de povoamento das terras que atualmente compreendem o município de Cachoeiro de Itapemirim seria verificada no início do século XVIII, quando chegaram imigrantes de Campos, Muribeca, Guarapari e Vitória, atraídos pelo ouro existente nas Minas de Castelo, então dominadas pelos índios Puris. à procura dos veios auríferos, os pioneiros subiam o Rio Itabapoana e abriam picadas na floresta. Esse primeiro ciclo colonizador, entretanto, foi interrompido quando o Governo Português proibiu a exploração das minas, sendo as áreas reocupadas pelo gentio.

Na segunda década do século XIX, fizeram-se concessões de sesmarias ao tenente Luiz José Moreira e, posteriormente, a Francisco Gomes Coelho, José Pereira de Almeida e José da Silva Quintais, mas o povoamento não progrediu.

Seguindo o curso do Itapemirim, chegaram em 1820 o Capitão Manoel José Estêves de Lima e grande comitiva, tentados pelo rumor das notícias fantasiosas que circulavam a respeito de riquezas existentes na Capitania do Espírito Santo.

Em 1825, por iniciativa de Estêves de Lima, foram criados dois quartéis de pedestres - postos de policiamento com 10 homens - a fim de dar certa segurança ao território e permitir, assim, que os tropeiros chegassem a Itapemirim para proceder à troca de seus produtos por tecidos e sal. Estes postos se constituíram, entre 1830 e 1845, em pontos de concentração dos primeiros exploradores, que aí construíram suas palhoças agregando-se aos comerciantes já ali estabelecidos. Iniciou-se, por esse tempo, o cultivo da mandioca, banana e cana-de-açúcar, estruturando economicamente a comunidade.

A eliminação do banditismo que infestava a Serra da Tijuca, consolidou a autoridade do médico, Dr. Manuel Cipriano da França Horta. Os povoadores vindos de Minas Gerais e Rio de Janeiro não chegavam mais com o sonho de enriquecer rapidamente, mas sim de derrubar as matas e explorar a terra, colaborando para que a comunidade se formasse definitivamente. Quatro anos depois, em 1854, chegava a primeira professora, D. Joana das Dores.

O topônimo do povoado, constituído em freguesia a partir de 1856, São Pedro do Cachoeiro de Itapemirim, foi conservado até 1911, quando se verificou sua simplificação. Como Freguesia, teve sua primeira escola pública a 27-07-1857, serviço telegráfico a partir de 10-02-1873 e luz elétrica a partir de 1903, sendo o primeiro município do Estado a receber tal melhoramento.

Gentílico: cachoeirense

Formação Administrativa

A freguesia de São Pedro das Cachoeiras do Itapemirim foi criada por meio do decreto provincial nº 11, de 16-07-1856, subordinado ao município de Itapemirim.

Elevado à categoria de vila com a denominação de São Pedro do Cachoeiro de Itapemirim, pelo decreto provincial nº 11, de 23-11-1864, desmembrado de Itapemirim.

A Comarca de São Pedro do Cachoeiro de Itapemirim foi criada em 16-11-1876, pela lei provincial nº 9, extinta em 1878, pelo Ato nº13, que a converteu em termo judiciário pertencente à Comarca de Itapemirim. Foi restaurada em 03-05-1884, no antigo povoamento de São Pedro do Cachoeiro de Itapemirim. Constituído de 2 distritos: São Pedro do Cachoeiro de Itapemirim e Estação Castelo.

Pela lei provincial nº 9, de 15-11-1871, é criado o distrito de Conceição do Castelo e anexado no município de Cachoeiro de Itapemirim.

Elevado à condição de cidade com a denominação de Cachoeiro de Itapemirim, pelo decreto estadual nº 04, de 26-12-1889.

Pela lei estadual nº 715, de 05-12-1910, são criados os distritos de Vieira Machado e São Sebastião da Lage anexado ao município de Cachoeiro de Itapemirim.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído de 8 distritos: Cachoeiro de Itapemirim, Conceição do Castelo, Estação Castelo, São Gabriel do Muqui, São José, São João do Muqui, São Sebastião da Lage e Vieira Machado.

Pela lei estadual nº 826, de 22-10-1912, desmembra do município de Cachoeiro de Itapemirim o distrito de São João do Muqui e pela lei estadual nº 834, de 23-11-1912, é criado o distrito de São Felipe sede no de São Gabriel do Muqui.

Pela lei estadual nº 986, de 24-12-1914, é criado o distrito de São Gabriel do Muqui e anexado ao município de Cachoeiro de Itapemirim.

Pela lei estadual nº 1006, de 23-10-1915, o distrito de São José passou a denominar-se Virgínia.

Pela lei estadual de 1313, de 30-12-1921, é criado o distrito de Pacotuba e anexado ao município de Cachoeiro de Itapemirim.

Pela lei estadual nº 1657, de 08-10-1927, é criado o distrito de Conduru e anexado ao município de Cachoeiro de Itapemirim.

Pela lei estadual nº 1607, de 25-12-1928, desmembra do município de Cachoeiro de Itapemirim o distrito de Estação Castelo. Elevado à categoria de município com a denominação de Castelo.

Pela lei estadual nº 2665, de 08-07-1932, é criado o distrito de Floresta e anexado ao município de Cachoeiro de Itapemirim.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 7 distritos: Cachoeiro de Itapemirim, Conduru, Floresta, Pacauba, São Felipe, Vargem Alta e Virginia.

Assim permanecendo em divisão territoriais datadas de 31-12-1936 e 31-12-1937.

Pelo decreto-lei estadual nº 15177, de 31-12-1943, o distrito de Floresta passou a denominar-se Burarama, o distrito de Virgínia a denominar-se Jaciguá, Marapé, Pacotuba e Vargem Alta.

Pela lei estadual nº 779, de 29-12-1953, são criados os distritos de Itaoca e Vargem Grande do Soturno, anexados ao município de Cachoeiro de Itapemirim.

Em divisão territorial datada de 01-07-1955, o município é constituído de 9 distritos: Cachoeiro de Itapemirim, Burarama, Conduru, Itaoca, Jaciguá, Marapé, Pacotuba, Vargem Alta e Vargem Grande do Soturno.

Pela lei municipal nº 416, de 03-12-1955, o distrito de Itaoca passou denominar-se Presidente Vargas.

Em divisão territorial datada de I-VII-1960, o município é constituído de 9 distritos: Cachoeiro de Itapemirim, Burarama, Conduru, Jaciguá, Marapé, Pacotuba, Presidente Vargas, Vargem Alta, Vargem Grande do Soturno.

Pela lei estadual nº 1916, de 20-12-1963, desmembra do município de Cachoeiro de Itapemirim o distrito de Marapé. Elevado à categoria de município com a denominação de Atílio Vivacqua.

Em divisão territorial datada de 31-12-1963, o município é constituído de 6 distritos: Cachoeiro de Itapemirim, Burarama, Conduru, Jaciguá, Pacotuba, Presidente Vargas, Vargem Alta e Vargem Grande do Soturno.

Segundo o quadro administrativo vigente em 31-12-1966, o município é composto dos distritos de Cachoeiro de Itapemirim (sede), Burarama, Conduru, Itaoca (ex-Presidente Vargas), Jaciguá, Pacotuba, Vargem Alta e Vargem Grande do Soturno.

Em divisão territorial datada de 1-I-1979, o município é constituído de 8 distritos: Cachoeiro de Itapemirim, Burarama, Conduru, Jaciguá, Pacotuba, Itaoca, Vargem Alta, Vargem Grande do Soturno.

Pela lei estadual nº 4063, de 06-05-1988, desmembra do município de Cachoeiro de Itapemirim os distritos de Vargem Alta e Jaciguá para formar o novo município de Vargem Alta.

Em divisão territorial datada de 01-06-1995, o município é constituído de 6 distritos: Cachoeiro de Itapemirim, Burarama, Conduru, Itaoca, Pacotuba e Vargem Grande do Soturno.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2003.

Fonte: IBGE

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Síntese das Informações
Área da unidade territorial - 2015: 878,179: km²
Estabelecimentos de Saúde SUS: 65: estabelecimentos
Matrícula - Ensino fundamental - 2015: 25.169: matrículas
Matrícula - Ensino médio - 2015: 6.599: matrículas
Número de unidades locais: 6.161: unidades
Pessoal ocupado total: 59.250: pessoas
PIB per capita a preços correntes - 2014: 23.816,26: reais
População residente : 189.889: pessoas
População residente - Homens: 92.845: pessoas
População residente - Mulheres: 97.044: pessoas
População residente alfabetizada: 164.909: pessoas
População residente que frequentava creche ou escola : 54.867: pessoas
População residente, religião católica apostólica romana: 112.082: pessoas
População residente, religião espírita: 1.938: pessoas
População residente, religião evangélicas: 60.497: pessoas
Valor do rendimento nominal médio mensal dos domicílios particulares permanentes com rendimento domiciliar, por situação do domicílio - Rural: 1.721,03: reais
Valor do rendimento nominal médio mensal dos domicílios particulares permanentes com rendimento domiciliar, por situação do domicílio - Urbana: 2.520,88: reais
Valor do rendimento nominal mediano mensal per capita dos domicílios particulares permanentes - Rural: 382,50: reais
Valor do rendimento nominal mediano mensal per capita dos domicílios particulares permanentes - Urbana: 510,00: reais
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal - 2010 (IDHM 2010): 0,746:

Fonte:IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

Cachoeiro de Itapemirim: Imagens da cidade e Região

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Comentários (1)

  1. oswaldo oleare's avataroswaldo oleare

    Meus primeiros contatos com Cachoeiro de Itapemirim se deram ao tempo em que frequentava a Igreja Metodista de Vitória e me tornei o Secretário Distrital da Juventude Metodista.

    Visitei nessa época, ainda um "pós aborrecente", vários lugares do Sul - Alegre, Guaçui, mas fui mais vezes a Cachoeiro.

    Já então notava como as pessoas da igreja me recebiam.

    Anotei que mais que uma mera recepção, era uma acolhida calorosa, cativante.

    Comecei a gostar muito do lugar. Passada essa etapa, fui retomar contatos com Cachoeiro, eu já radialista, com colegas do rádio cachoeirense. Ito Coelho, Hélio Carlos Manhães, Luiz Carlos Santana, entroutros, sempre me receberam na cidade, atribuindo-me sempre uma importância profissioanal generosa, que eunem merecia.

    Nesse período constatei que nos anos 1960, por aí, fazia-se um rádio de melhor qualidade, mais dinâmico, do que oi que fazíamos em Vitória.

    Em Vitória, esse convívio fraterno e saudoso prosseguiu com o grande homem de rádio Osvaldo Amorim, com quem tive o privilégio de conviver, trabalhar, e realizarmos juntos alguns bons projetos.

    Já escrevi isso em vários textos de jornal impresso, em programas de televisão e de rádio: se a população do Espírito Santo cultivasse esse comportamanento afetivo, essa paixão por sua cidade (e Estado), essa simpatia e manifesta alegria por receber os de fora, o Espírito Santo seria outro estado, certamente.

    Pena que não tenha sido assim. Como não o é, por exemplo, em Colatina, minha terra. Fui sempre muito mais convidado para eventos em Cachoeiro de Itapemirim do que para minha terra.

    Por isso gosto muito de um título que me foi atribuído numa crônica pela professora da Ufes Angela Maria Marques - da capital secreta - quando disse: "você, Oleari. é o colatinense mais cachoeirense do Espírito Santo".

    Salve, salve, Cachoeiro! Gostchio muntchio de você.

    Oswaldo Oleari ou Oleare.

    #1 – 14/12/2015 - 21:51

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