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União da Vitória - Paraná



União da Vitória faz parte do estado do Paraná. Pertence à microrregião de mesmo nome e também a Mesorregião do Sudeste Paranaense, apesar de que formalmente está localizada no extremo Sul do estado. Fica 243 km a oeste da capital do estado e a 1.472km da capital do país. De acordo com o último censo realizado em 2010, a cidade possui cerca de 52.735 habitantes.

A cidade faz divisa com a cidade de Porto União, no estado de Santa Catarina, através de uma linha férrea, e também pelo Rio Iguaçu, que corta o município. Essa divisão entre as duas cidades, forma um único núcleo urbano de aproximadamente 86 mil habitantes, sendo conhecido como as "Gêmeas do Iguaçu".

A região do Vale do Iguaçu, onde hoje está o município, foi inicialmente habitada por povos indígenas dos povos botocudos e caingangues. Por volta de 1726 ocorreram as primeiras expedições nesta região, e com a descoberta e ocupação dos Campos de Palmas, onde haviam cabeças de gado. Para levar o gado de Palmas até a cidade de Palmeira, era necessário encurtar este caminho para levar as cabeças para serem comercializadas em forma de carne.

História da cidade de União da Vitória Paraná - PR

A 17 de novembro de 1769, por ordem do Governador-Geral da Capitania de São Paulo, o Capitão Antonio da Silveira Peixoto com o objetivo de explorar as regiões do sul e oeste da então 5ª Comarca de São Paulo, atingiu a localidade onde hoje se acha a Cidade de União da Vitória, e aí fundou o Entreposto de Nossa Senhora da Vitória.

Em 1772, foi enviado pelo Governo de São Paulo o Sargento-mor Francisco José Monteiro, que veio assumir o comando e chefia do referido Entreposto.

Em 1863 o Povoado já merecia alguma consideração, contando 18 famílias que se dedicavam ao trabalho e cultivo das terras.

Em 1880 chega a Porto União da Vitória o verdadeiro civilizador da região, com o intuito de fundar uma Cidade no lugar onde se encontravam esses moradores. O Coronel Amazonas de Araújo Marcondes, era natural de Palmas, e, ao se transportar para a localidade, trouxe consigo muitos agregados.

Tendo adquirido vasta gleba de terras o Coronel Amazonas Marcondes começou a cultivá-las contando com grande número de pessoas, para isso contratadas.

A primeira grande leva de colonos alemães procedentes do Vale do Itajaí, em Santa Catarina e de Rio Negro, no Paraná, chegaram no Porto União da Vitória, dedicando-se à agricultura e a outras atividades correlatas.

Em 1880, União da Vitória foi elevada a Freguesia e, em 1890, a Município.

No ano de 1905, os trilhos da Estrada de Ferro São Paulo-Rio Grande atingiram Porto União da Vitória, sendo inaugurada a primeira Estação Ferroviária. Recebeu os foros de Cidade em 1908.

Devido ao Tratado de Limites celebrado entre os Estados do Paraná e Santa Catarina, a cidade ficou dividida em duas, passando a parte que tocou ao Paraná a denominar-se União da Vitória, e a parte pertencente a Santa Catarina, Porto União.

Gentílico: união-vitoriense

Formação Administrativa

Freguesia criada com a denominação de União da Vitória, por lei provincial n.º 615, de 22-04-1880, subordinado ao município de Palmas.

Elevado à categoria de vila com a denominação de União da Vitória, por decreto estadual n.º 54, de 27-03-1890, desmembrado de Palmas. Sede na povoação de União da Vitória. Constituído do distrito sede. Instalado em 04-05-1890.

Elevado à condição de cidade, por lei estadual n.º 744, de 11-03-1908.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído do distrito sede.

Em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937, o município aparece com 4 distritos: União da Vitória, Carazinho, Concórdia e Cruz Machado.

Pelo decreto-lei estadual n.º 6667, de 31-03-1938, o distrito de Carazinho passou a denominar-se Estácios.

Pelo decreto-lei estadual n.º 7573, de 20-10-1938, o município de União da Vitória adquiriu o distrito de Santa Bárbara do município de Palmas. Sob o mesmo decreto o distrito de Estácios passou a denominar-se Paula Freitas.

No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 5 distritos: União da Vitória, Concórdia, Cruz Machado, Paula Freitas e Santa Bárbara.

Pelo decreto-lei estadual n.º 199, de 30-12-1943, o distrito de Santa Bárbara passou a denominar-se Bituruna e transfere o distrito de Bituruna ex-Santa Bárbara do município de União da Vitória para o de Palmas. Sob o mesmo decreto o distrito de Concórdia passou a denominar-se Pidaré.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município é constituído de 4 distritos: União da Vitória, Cruz Machado, Paula Freitas e Pidaré.

Pela lei estadual n.º 790, de 14-11-1951, desmembra do município de União da Vitória os distritos de Cruz Machado e Pidaré. Para formar o novo município de Cruz Machado. Sob a mesma lei, é criado o distrito de Porto Vitória e anexado ao município de União da Vitória.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município é constituído de 3 distritos: União da Vitória, Paula Freitas e Porto Vitória.

Pela lei estadual n.º 230, de 27-12-1961, é criado o distrito de São Cristóvão e anexado ao município de União da Vitória.

Pela lei estadual n.º 4788, de 29-11-1963, desmembra do município de União da Vitória os distritos de Paula Freitas e Porto Vitória. Elevados à categoria de município.

Em divisão territorial datada de 31-XII-1963, o município é constituído de 2 distritos: União da Vitória e São Cristóvão.

Pela lei estadual n.º 4901, de 11-08-1964, é criado o distrito de São Domingos e anexado ao município .

Em divisão territorial datada de 1-I-1979, o município é constituído de 3 distritos: União da Vitória, São Cristóvão e São Domingos.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 14-V-2001.

Fonte: IBGE

Código do Município

4128203

Gentílico

união-vitoriense

Prefeito

HILTON SANTIN ROVEDA

População
População estimada [2018]57.111 pessoas  
População no último censo [2010]52.735 pessoas  
Densidade demográfica [2010]73,24 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]2,2 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]15.459 pessoas  
População ocupada [2016]27,3 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]31,6 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]98,2 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]6  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]4,1  
Matrículas no ensino fundamental [2017]7.401 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]2.237 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]494 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]261 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]44 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]18 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]24.911,77 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]52,9 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0,740  
Total de receitas realizadas [2017]185.585,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]165.969,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]15,83 óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]0,9 internações por mil habitantes  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]32 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]719,998 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]81,5 %  
Arborização de vias públicas [2010]18,4 %  
Urbanização de vias públicas [2010]28 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Internações por diarreia: [número de internações por diarreia/população residente] x 1000

  6. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  7. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  8. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  11. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  16. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  17. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  18. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  19. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  21. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  22. Internações por diarreia: Ministério da Saúde, DATASUS - Departamento de Informática do SUS, IBGE, Estimativas de população residente

  23. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  24. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  25. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  26. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  27. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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União da Vitória: Imagens da cidade e Região

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