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São Tomás de Aquino - Minas Gerais



São Tomás de Aquino faz parte do estado de Minas Gerais, na microrregião de São Sebastião do Paraíso.

São Tomás de Aquino, antigo distrito criado em 1890/1891 e subordinado ao São Sebastião do Paraíso, foi elevado à categoria de município pela lei estadual nº 843 de 7 de setembro de 1923. Em 1953 o nome do município foi renomeado para São Tomas de Aquino.

Encontra-se a uma latitude 20º47′04" sul e a uma longitude 47º05′53" oeste, a altitude máxima é de 1210 metros no Morro do Selado, a mínima de 768 metros junto ao Ribeirão Fortaleza. A altitude do ponto central da cidade é de 979 metros.

Ao que afirma a tradição local, o primeiro branco a fixar-se na região, onde hoje se instala o município, foi um garimpeiro português, Francisco José Herégio, no ano de 1815. Mais tarde, vindo de Nossa Senhora das Dores do Pântano (hoje Boa Esperança), José Alves de Figueiredo e sua mulher adquiriram o enorme latifúndio so primitivo possuidor. Tal latifúndio que fazia, na época, divisas com os municípios paulistas de Batatis, Franca e Patrocínio do Sapucaí, foi vendido pela importância de 22 contos de réis, pagos em moedas de cobre de 40 réis, pagamento este transportado em 128 bêstas de carga, pois pesava a bagatela de 1026 arrobas, segundo publicação no "Álbum de São Thomaz de Aquino, 1822/1922".

A fundação do povoado se deve à devoção de um sacerdote, Cônego Thomaz d′Afonseca e Silva. Ordenado sacerdote, viera o Padre Thomaz servir, em 1874, na Diocese de São Paulo, onde encarregou um escultor de renome na época, Veríssimo Bulhãoes, de esculpir uma imagem do santo de sua devoção, São Thomaz de Aquino. Tempos depois, foi o mesmo Padre nomeado Vigário da Paróquia de Piedade de Mato Grosso de Batatais, levando consigo a imagem para entronizá-la na igreja Matriz daquela freguesia. Em 1884, transferido para a Paróquia de São Sebastião do Paraíso, já cônego conseguiu de D. Lino Deodato Rodrigues de Carvalho, Bispo de São Paulo, por Provisão de 21 de agosto de 1884, a licença para erigir uma capela, na paróquia de São Sebastião do Paraíso, sob a invocação de São Tomás de Aquino. Nessa época, já existia um pequeno núcleo residencial na antiga fazenda fundade por Francisco José Herégio; residiam aí o capitão João Tomás de Santana e sua mulher, o capitão José Clemente Santana, José Ferreira Martins Lopes, José Franklim da Silva e Libério Ferreira Martins. Tais moradores, promoveram o levantamento do fundo de um conto de réis que permitiu ao Cônego d′Afonseca e Silva adquirir dez alqueires de terra so coronel Jerônimo Alves da Silva e sua mulher, D. Messias Claudina de Jesus, sendo a respectiva escritura passada em 8 de junho de 1885; o vendedor cedia, ainda, por doação, mais dois alqueires, perfazendo, então, o patrimônio da futura capela doze alqueires. Em 20 do mesmo mês e ano, o Cônego fez doação deste patrimônio, por escritura pública, a São Tomás de Aquino, lançando no dia 8 de julho do mesmo ano a pedra fundamental da capela de São Tomás de Aquino, filiada à Matriz de São Sebastião do Paraíso. No dia 20 de julho do mesmo ano, foi celebrada, pelo Cônego Tomás d′Afonseca e Silva, em templo provisório, a primeira missa no local onde se iniciou a formação do arraial. Em torno da capela erigida com doação dos moradores dos arredores e graças aos esforços do Cônego Thomás, construídas as primeiras casas de taipa e os primitivos moradores se foram fixando. Em 1886, foi criado o distrito policial, o que bem demonstra o desenvolvimento da povoação, e em 1890, o distrito de paz de São Tomás de Aquino, subordinado ao município de São Sebastião do Paraíso. Daí para frente, estava assegurada a formação de uma nova comuna mineira, cujo desenvolvimento atingiu seu clímax com a emancipação que se deu em 1923, com a elevação da sede à categoria de vila e criação do município com o atual nome.

Gentílico: Aquinense

Fonte: Arquivos da Agência do IBGE de Passos/MG Prefeitura Municipal de São Tomás de Aquino.

Autor do Histórico: LUIZ FLÁVIO LEMOS

Código do Município

3165107

Gentílico

aquinense

Prefeito

JOSE CARLOS PIMENTA

População
População estimada [2018]7.042 pessoas  
População no último censo [2010]7.093 pessoas  
Densidade demográfica [2010]25,52 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]1,7 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]904 pessoas  
População ocupada [2016]12,5 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]28,4 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]97,6 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]6,5  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]5  
Matrículas no ensino fundamental [2017]942 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]366 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]52 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]24 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]2 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]1 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]20.699,68 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]89,6 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0,700  
Total de receitas realizadas [2017]22.197,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]19.934,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]10,2 óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]-  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]7 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]277,928 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]77,2 %  
Arborização de vias públicas [2010]41,9 %  
Urbanização de vias públicas [2010]0,2 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  6. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  7. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  11. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  16. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  17. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  18. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  19. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  21. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  22. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  23. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  24. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  25. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  26. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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