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Santo Antônio do Rio Abaixo - Minas Gerais



Santo Antônio do Rio Abaixo faz parte do estado de Minas Gerais. A população avaliada em 2010 era de 1.777 habitantes.

Em 1695, o bandeirante Borba Gato descobre ouro em Sabará. Em seguida, Borba Gato explora o rio Santo Antônio, no município de Ferros, onde fixa residência (povoado Borba Gato). Com ele, outros desbravadores vieram e foram encontrando em abundância, o ouro aluvião, no rio Santo Antônio. Por ter sido construído seguindo as correntes das águas, recebeu a denominação de Santo Antônio do Rio Abaixo. A expedição que fundou a cidade se compunha de bandeirantes portugueses das famílias Duarte e Alvarenga. Os bandeirantes iniciaram a mineração de ouro nas terras da Fazenda Morro Grande, construindo seus casebres, formando, assim, um pequeno povoado. Já no ano 1787, com uma população fixada à margem do rio Santo Antônio, estimada para cima de 400 pessoas, José Ferreira Santiago, dirigiu-se ao rei pedindo licença para levantar uma capela que servisse para ele e seus vizinhos. Seu pedido foi aceito em 10 de março de 1788. Mais tarde, elevou-se à categoria de vila e tornou-se distrito de Conceição do Mato Dentro, em 04 de janeiro de 1875.

A criação do município de Santo Antônio do Rio Abaixo se deu no dia 30 de dezembro de 1962. A instalação do mesmo se deu no dia 1º de março de 1963. Em 30 de junho, houve as primeiras eleições para prefeito, vice-prefeito e para os vereadores da Câmara Municipal, sendo empossados no dia 03 de setembro de 1963.

História da cidade de Santo Antônio do Monte

O povoado, que mais tarde veio a ser distrito e, posteriormente, sede do município, surgiu no local onde uma senhora, proprietária de vastos latifúndios, mandou erguer uma capela, sob a evocação de Santo Antônio. A capela foi erguida junto a uma cruz já existente e que motivara a denominação de Cruz do Monte Alto para o local, por estar localizada num monte.

Até então, fora aí apenas um pouso de viajantes que perlustravam a estrada boiadeira que atravessava a região. Com a construção da capela, alguns forasteiros foram se fixando em torno da mesma, dando então origem ao povoado.

Os fatos acima deram-se antes de 1854, pois, já nesse ano, o povoado recebia foros de distrito, submetido à jurisdição administrativa do município de Itapecerica, com a denominação de Santo Antônio do Monte. Em 1857, com a elevação do distrito à categoria de município, foi o topônimo trocado para o de Inhaúma (´ave preta´, segundo autoridades em linguística), voltando à antiga denominação de Santo Antônio do Monte, em 1899. Desde o início, a lavoura e a pecuária foram os principais fatores a influírem decisivamente no ânimo dos que aí se fixaram.

Formação administrativa

Distrito criado com a denominação de Santo Antônio do Monte, pela lei provincial n°. 693, de 24-05-1854, e lei estadual n°. 2, de 14-09-1891, subordinado ao município Formiga.

Elevado à categoria de vila com a denominação de Santo Antônio do Monte, pela lei provincial n°. 981, ou 951, de 03-06-1859, desmembrado de Formiga. Sede na antiga vila de Santo Antônio do Monte. Constituído do distrito sede. Instalada em 29-07-1862.

Pela lei provincial n°. 1248, de 17-11-1865, a vila é extinta, sendo seu território anexado ao município de Formiga, como simples distrito.

Elevado novamente à categoria de vila com a denominação de Santo Antônio do Monte, pela lei provincial n°. 1636, de 13-09-1870, desmembrado de Formiga. Sede no antigo distrito de Santo Antônio do Monte. Constituído do distrito sede. Reinstalada em 21-10-1870.

Pela lei provincial n°. 2413, de 05-11-1877, e lei estadual é criado o distrito de Esteios e anexado a vila de Santo Antônio do Monte.

Elevado à condição de cidade com a denominação de Santo Antônio do Monte, pela lei provincial n°. 2158, de 16-11-1875.

Pela lei provincial n°. 3356, de 10-10-1885, o município de Santo Antônio do Monte tomou a denominação de Inhaúma.

Pela lei estadual n°. 260, de 18-04-1899, o município de Inhaúma voltou a chamar-se Santo Antônio do Monte.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município Santo Antônio do Monte (ex-Inhaúma) é constituído de 3 distritos: Santo Antônio do Monte, Nossa Senhora de Nazaré dos Esteios (ex-Esteios) e Saúde desmembrado do município de Pitangui.

Nos quadros de apuração do recenseamento geral de 1-IX-1920, o município aparece constituído de 3 distritos: Santo Antônio do Monte, Nossa Senhora de Nazaré dos Esteios (ex-Esteios) e Nossa Senhora da Saúde (ex-Saude).

Pela lei estadual n°. 843, de 07-09-1923, é criado o distrito de Lagoa da Prata ex-povoado de São Carlos do Pântano. E, ainda pela mesma lei estadual acima citada o distrito de Nossa Senhora de Nazaré dos Esteios voltou a denominar-se Esteios e foi transferido do município de Santo Antônio do Monte para constituir o novo município de Luz.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 3 distritos: Santo Antônio do Monte, Lagoa da Prata e Nossa Senhora da Saúde.

Assim permanecendo em divisãoes territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937.

Pelo decreto-lei estadual n°. 148, de 17-12-1938, desmembra do município de Santo Antônio do Monte o distrito de Lagoa da Prata. Pelo mesmo decreto-lei estadual o distrito de Nossa Senhora da Saúde voltou a chamar-se Saúde.

No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 2 distritos: Santo Antônio do Monte e Saúde (ex-Nossa Senhora da Saúde).

Pelo decreto-lei estadual 1058, de 31-12-1943, o distrito de Saúde tomou a denominação de Perdigão.

No quadro fixado para vigorara no período de 1944-1948, o município é constituído de 2 distritos: Santo Antônio do Monte e Perdigão (ex-Saúde).

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1950.

Pela lei n°. 1039, de 12-12-1953, desmembra do município de Santo Antônio do Monte o distrito de Perdigão. Elevado à categoria de município.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município é constituído do distrito sede.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Alteraçãoes toponímicas municipais

Santo Antônio do Monte para Inhaúma, alterado pela lei provincial n°. 3356, de 10-10-1885.

Inhaúma para Santo Antônio do Monte, alterado pela lei estadual n°. 260, de 18-04-1899.

Fonte: IBGE. Enciclopédia dos municípios brasileiros . v.XXVII

Código do Município

3160504

Gentílico

santo-antoniense

Prefeito

JORGE ANTÔNIO DE SÁ

População
População estimada [2018]1.770 pessoas  
População no último censo [2010]1.777 pessoas  
Densidade demográfica [2010]16,57 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]1,6 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]206 pessoas  
População ocupada [2016]11,3 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]43,3 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]99,3 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]6,5  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]5,4  
Matrículas no ensino fundamental [2017]322 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]115 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]23 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]19 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]2 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]1 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]11.244,70 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]95,4 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0,669  
Total de receitas realizadas [2017]11.824,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]10.185,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]- óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]-  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]2 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]107,269 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]31,8 %  
Arborização de vias públicas [2010]80,6 %  
Urbanização de vias públicas [2010]18,3 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  6. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  7. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  11. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  16. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  17. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  18. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  19. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  21. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  22. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  23. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  24. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  25. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  26. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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