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Monte Formoso - Minas Gerais



Monte Formoso faz parte do estado de Minas Gerais. A população avaliada em 2004 era de 4.660 habitantes.

História da cidade de Indícios e deduções por analogia apontam que a origem dos primeiros habitantes de Monte Formoso foram de descendentes da Bahia e de outros Estados nordestinos que teriam fugido da devastadora seca da última década do século XIX, a qual, também assolou o norte e nordeste mineiro. Anteriormente, Monte Formoso e região do Baixo Jequitinhonha, eram territórios dos temidos índios Botocudos da nação dos Tapuias, que vagavam por essas terras, mas com o avanço do homem branco foram aos poucos sendo exterminados com o apoio do Decreto de Lei, assinado pela Coroa Portuguesa que ordenava a matança de tais silvícolas, que se constituíam num grande obstáculo para a exploração da colônia brasileira. Historiadores afirmam que o nordeste mineiro foi, a primeira região a ser pisada por homens civilizados no Estado de Minas Gerais.

Relatos dão conta de que no fim do século passado, famílias inteiras se punham a caminhar com destino ao sul do país, em busca de regiões com melhores condições climáticas e de terras férteis para a cultura de lavouras de subsistência. Durante o percurso, devido à desnutrição, alguns imigrantes morriam. Outros, perdiam os animais cargueiros e por isto, nem sempre podiam prosseguir a viagem, ficando, muitas vezes obrigados a permanecer em locais imprevistos.

Ainda hoje é do conhecimento popular por parte dos atuais moradores de Monte Formoso, que grande parte das famílias ali estabelecidas, são oriundas de tropeiros que transportavam mercadorias entre os distritos do "imenso" município de Araçuaí, que abrangia a área de vários municípios da atualidade do Vale do Jequitinhonha. Araçuaí, era o grande centro comercial nesta região durante as primeiras décadas do século XIX.

Anterior aos pioneiros de Monte Formoso está como precursor José Pinheiro e família que motivados pela fé cristã através de uma imagem de Nossa Senhora da Ajuda, fundaram e propiciaram o desenvolvimento do antigo arraial do Comercinho do Anta Podre. Quando um dos filhos de José Pinheiro doou o terreno para a construção de uma capela para a construção de uma capela improvisada, estaria dando o passo decisivo para fincar as raízes de um futuro município do Estado de Minas Gerais.

Figuram como pioneiros de importância para a expansão habitacional de Monte Formoso o oleiro Manoel Nunes Folgado que juntamente com os seus familiares amassaram o barro para a confecção de adobes da maioria das casas ali erguidas, das quais ainda hoje abrigam famílias. Juntamente com anônimos carregaram areia do córrego do Anta Podre para o alto da colina onde foi construída a atual Igreja, maior referência arquitetônica que representa o cartão postal da cidade. Entre seus familiares destacam-se os filhos José Nunes e Germino Nunes, pedreiro e servente respectivamente, responsável pelas obras de construção.

Os tropeiros desempenharam papéis de importância simultânea. Foram o elo de comunicação entre os povoados, incentivadores do comércio e desbravadores das matas, devendo serem considerados como os "últimos bandeirantes". Entre os tropeiros mais importantes figuram nomes como: Norberto Valeiro, Antônio Francisco dos Santos, Miguel Batista, Euzébio Tertulino da Cruz, Dejaniro Oliveira e Salvino Rodrigues cujos descendentes, em grande parte ainda moram em Monte Formoso. João Pinheiro além de tropeiro é considerado fundador do antigo arraial.

Também são pioneiros João Medeiros, antigo proprietário rural, criador de gado e agricultor. Manoel Veiga fazendeiro que prestou serviços como delegado de polícia. Francisco Moreira, agropecuarista, cultivava lavouras de cana e produzia rapaduras. Cezário Dias, antigo morador da área urbana e João Vieira, comerciante local. Camilo Soares abriu o primeiro açougue de carnes bovina.

Antônio Vital foi delegado de polícia e um político entusiasta que conseguiu diversas benfeitorias para a localidade. O "Velho Deja" raizeiro e curador fez o papel de médico e de farmacêutico na comunidade. Josefino Manoel de Souza, fazendeiro e criador de equídeos foi juiz de paz, delegado de polícia, político e dono de alambique.

A vinda do farmacêutico Celestino Alves Santos para o povoado preencheu uma lacuna na vida da comunidade. Coube a ele os cuidados pela sanidade dos habitantes locais.

As costureiras Ana de Corico e Sinhana Pereira por muitos anos confeccionou peças de vestuário que na época se constituía uma das grandes necessidades do povo.

A professora Bete, que viera de águas Formosas, foi a primeira educadora a ministrar aulas para turmas. Em seguida, o professor Antônio José Vital permaneceu lecionando por muitos anos. Primitivo Barbuda, nome que integra o grupo de tropeiros, também trabalhou como educador.

Uma das primeiras lojas de tecidos pertenceu a Abílio Gonçalves que viera de São Pedro Jequitinhonha e ali fixou residência.

Um dos últimos remanescentes dos pioneiros foi Clemente Pestana. Homem trabalhador, foi considerado como o "rei do café". Vítima de um suposto homicídio nos anos 80, encerrou o nome dos antigos pioneiros responsáveis pelo desenvolvimento sócio-econômico de Monte Formoso. é necessário ressaltar entre os pioneiros a presença do intyrépido empreendedor Lídio Araújo, que juntamente com o ex-prefeito de Joaíma Francisco Costa, abriram a estrada Joaíma-Monte Formoso. Araújo, proprietário da fazenda Duas Pedras, Construiu na localidade quando esta ainda chamava-se Monte Belo, ponte sobre o rio Anta Podre e instalou em sua propriedade um sistema regionalmente inédito de produção de energia elétrica movido pela água do córrego.

Manoel de Souza Santos foi o primeiro morador a possuir um veículo. Em seguida, Manoel Alves Salomão adquiriu um automóvel de luxo Landrow ano 52. A primeira imagem de TV foi adaptada por Mauro Tarcis. O cemitério local foi construído por Herculano Pereira da Silva.

Em 1930, por sugestão do Frei Carlos Aurélio, Comercinho do Anta Podre passou a ser chamado de Monte Belo e assim ficou conhecido até 1982. A partir daí passou a ser Monte Formoso.

Em 1948 passou a ser subdistrito de Joaíma, que pertencia ao município de Jequitinhonha. Em 1982 passou a chamar-se Monte Formoso. O distrito foi criado pela lei 8285 de 08/10/1982. Após a emancipação política de Joaíma, passaria a ser distrito deste município, e em 1995 foi elevado a categoria de município, pela lei 12030 de 21/12/1995. O primeiro prefeito José Alves Soares, foi indicado por consenso entre a própria comunidade. Nascido e criado em Monte Formoso, filho de João Alves Moreira e Idália Rodrigues Soares um dos precursores do desenvolvimento habitacional da localidade. O gentílico é monformosense.

Fonte: IBGE

Autor do Histórico: ERNEI BARBOSA SILVA

Código do Município

3143153

Gentílico

monte formosense

Prefeito

JOSE GOMES DA SILVA

População
População estimada [2018]4.889 pessoas  
População no último censo [2010]4.656 pessoas  
Densidade demográfica [2010]12,08 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]1,2 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]262 pessoas  
População ocupada [2016]5,3 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]51,4 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]97,7 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]-  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]4,4  
Matrículas no ensino fundamental [2017]926 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]400 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]69 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]29 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]14 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]1 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]6.418,11 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]95,7 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0,541  
Total de receitas realizadas [2017]14.335,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]13.687,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]23,81 óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]-  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]5 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]385,553 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]33,8 %  
Arborização de vias públicas [2010]78,6 %  
Urbanização de vias públicas [2010]0 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  6. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  7. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  11. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  16. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  17. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  18. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  19. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  21. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  22. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  23. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  24. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  25. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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