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Caratinga - Minas Gerais



Caratinga é uma cidade no interior do estado de Minas Gerais. Pertence à microrregião homônima e Mesorregião do Vale do Rio Doce, localizando-se a leste da capital do estado, distando desta cerca de 310km. Ocupa uma área de 1 250,874km², sendo que 9,2568km² estão em perímetro urbano e os 1241,6172km² restantes constituem a zona rural. Em 2010 sua população foi contada pelo IBGE em 85322 habitantes, sendo então o 35º mais populoso de Minas Gerais e o primeiro de sua microrregião.

A sede tem uma temperatura média anual de 21,49 °C e na vegetação do município predomina a mata atlântica. Em relação à frota automobilística, em 2009 foram contabilizados 25 222 veículos. Com uma taxa de urbanização da ordem de 80%, o município contava em 2009 com 71 estabelecimentos de saúde. O seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,754, considerando-se assim como médio em relação ao país.

Caratinga foi emancipada no século XIX, tendo, há bastante tempo, o cultivo do café como importante atividade econômica, sendo considerada uma cidade-polo nesse setor da agricultura. Atualmente é formada por cinco distritos, sendo que é subdivida ainda em cerca de 20 bairros e povoados. Conta com diversos atrativos naturais, históricos ou culturais, como a Pedra Itaúna, importante para a prática de esportes radicais, e a Praça Cesário Alvim, cujas obras iniciaram-se na década de 1980. Caratinga é também cidade-natal de vários artistas com destaque nacional, como o cantor Agnaldo Timóteo e o cartunista e artista gráfico Ziraldo.

História da cidade de CARATINGA MINAS GERAIS Monografia - nº.° 340 Ano: 1966

ASPECTOS HISTóRlCOS

A Decadência da mineração nos sertões planaltinos provocou, em fins do século XVIII e princípios do XIX. um refluxo de povoamento do interior para o litoral, determinando a vinda de muitos braços válidos às zonas de "mata" da Encosta do Planalto favoráveis à agricultura e ainda cobertas, então, pelo seu manto florestal primitivo.

Diversos fatores concorreram para que esta região tivesse ficado, por tão longo tempo, à margem do povoamento; avultando, sem dúvida, entre eles, a formidável barreira da floresta tropical que, da Bahia (margem esquerda do Paraguaçu) para o sul, se estendia "ininterruptamente, vestindo os flancos e os altos das serras que bordam o litoral", até a altura da então Capitania de São Paulo.

Para ela haviam fugido as tribos indígenas que não se tinham submetido ao domínio do colonizador quando da conquista do litoral e, mais tarde, desde os princípios do século XVIII, do planalto.

Na parte norte da Encosta Planaltina, algumas penetrações haviam sido feitas já no século XVI compreendidas ainda no chamado "ciclo das entradas". Entre eras, cumpre destacar a de Spinosa ao rio São Francisco, em 1553, e a de Sebastião Fernandes Tourinho, através dos rios Guandu e Manhuaçu, ao rio Doce, em 1573.

Na bacia do rio Doce, a colonização, em sua fase mineradora , atinge os altos afluentes do rio lavrando-se, desde meados do século XVIII, ouro em pequenas proporções nos rios Suaci-Grande, Cuieté (Caratinga) e Manhuaçu. Várias cidades atuais desta zona nasceram dos acampamentos dos faiscadores de ouro.

Em fins do século XVIII, ao declinar a produção aurífera das Minas Gerais, afrouxa-se a política restritiva do governo colonial, que chega mesmo a incentivar uma campanha de "pacificação dos índios" às "áreas proibidas", na região norte da Encosta Planaltina.

O pioneirismo no desbravamento do território do atual Município de Caratinga é atribuído a Domingos Fernandes de Lara, natural de Araponga Município de Viçosa. Teria vindo, em companhia de amigos, serviçais, escravos e "índios catequizados", à procura da poaia (ipecacuanha.), abundante na região e de grande valor comercial. Acredita-se que ali tenha permanecido desde o princípio de 1841 até 1847. Propagando-se as notícias das riquezas da região habitada por índios de índole mansa atraíram a mesma, em 1847 ou 1848, João Caetano do Nascimento, João Antônio de Oliveira e João José da Silva., vindos com o intuito de aí se estabelecerem em definitivo. Abrigando suas famílias em habitações provisórias, começaram eles a esquadrinhar a região, a procura de local apropriado a sua fixação. Percorreram os vales dos rios Caratinga, Manhuaçu, João Pinto e Cuieté (baixo curso do Caratinga), até o rio Doce. Abandonaram logo a. zona do vale do Cuieté, devido ao clima e as febres. Em seguida, separaram-se, dirigindo-se João Caetano Fara a região dos rios Prêto e Jacutinga.

Em sua viagem de regresso, procurou João Caetano atingir as nascentes dos rios Laje e Prêto, fixando-se de vez em um dos contra fortes da serra que mais tarde ficou conhecida por "da Jacutinga". Legitimou, então, como posseiro, o seu direito sobre vastas sesmarias, trazendo parentes e amigos para participarem da exploração das novas terras. Surgiu assim a povoação, cujo rápido desenvolvimento lhe valeu a criação do conselho distrital em junho de 1848, sua elevação à categoria de paróquia em 1873, e sua autonomia da de Manhuaçu, em 1890.

Gozando da posição privilegiada de ponta de trilhos serviu de apoio as penetrações para o norte em direção ao rio Doce. Constituiu-se, assim, como o principal centro urbano da margem direita daquele rio Projetou-se como centro regional de amplo raio de ação.

O advento da rodovia federal Rio-Bahia, cortando-lhe o território, aproximou-o mais dos grandes centros. ativando seu comércio e seu desenvolvimento.

Formação Administrativa

O Distrito (e freguesia.) foi criado pela Lei provincial n.° 2 027. de 1.° de dezembro de 1873. O Município (e Vila) desmembrado de Manhuaçu, com sede no povoado de São João de Caratinga, e com essa denominação, surgiu pelo Decreto estadual n.° 16, de 6 de fevereiro de 1890.

A Lei estadual nº 2, de 14 de setembro de 1891, confirmou a criação do distrito-sede do Município de Caratinga, cuja instalação se verificou a 12 de maio de 1892.

Pela Lei estadual n.° 23, de 24 de maio de 1892 a vila foi elevada a cidade

Sofreu diversas perdas territoriais e reformulações administrativas, até 1958, quando passou a compor-se dos atuais distritos de Caratinga (sede), São Cândido. Vargem Alegre, Entre Folhas, Dom Lara, Sapucaia, Ubaporanga. Imbé, Santo Antônio do Manhuaçu, São João do Jacutinga, Santa Rita e Santa Bárbara.

A Comarca de Caratinga foi criada pela Lei nº 11 de 13 de novembro de 1891, ocorrendo sua instalação a 7 de março de 1892. Suprimida em 24 de julho de 1912, foi restaurada em 1.° de dezembro de 1917.

Fonte: IBGE

Código do Município

3113404

Gentílico

caratinguense

Prefeito

WELINGTON MOREIRA DE OLIVEIRA

População
População estimada [2018]91.503 pessoas  
População no último censo [2010]85.239 pessoas  
Densidade demográfica [2010]67,72 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]1,7 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]18.646 pessoas  
População ocupada [2016]20,4 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]35,6 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]95,4 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]6.3  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]4.4  
Matrículas no ensino fundamental [2017]11.171 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]3.465 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]718 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]339 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]51 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]21 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]16.706,25 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]79,4 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0.706  
Total de receitas realizadas [2017]167.344,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]156.264,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]13,06 óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]0,2 internações por mil habitantes  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]50 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]1.258,479 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]71,4 %  
Arborização de vias públicas [2010]72,2 %  
Urbanização de vias públicas [2010]50,8 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Internações por diarreia: [número de internações por diarreia/população residente] x 1000

  6. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  7. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  8. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  11. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  16. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  17. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  18. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  19. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  21. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  22. Internações por diarreia: Ministério da Saúde, DATASUS - Departamento de Informática do SUS, IBGE, Estimativas de população residente

  23. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  24. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  25. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  26. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  27. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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