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Campo Magro - Paraná



Campo Magro faz parte do estado do Paraná. Sua população em 2010 é de 24836 habitantes.

Campo origina-se do latim campus designando região de grande extensão de terra, que tem ou não árvores esparsas. Magro vem do latim macru, referindo-se a escasso, parco.

A história do município de Campo Magro remonta ao período histórico das explorações auríferas no sertão de Curitiba. A primeira povoação no território que constitui o atual município de Campo Magro foi iniciada há mais de três séculos.

História da cidade de Campo Magro

Etimologia. Campo Origina-se do latim campus designando região de grande extensão de terra, que tem ou não árvores esparsas. Largo Vem do latim "largus", e refere-se a lugar de grande extensão transversal, extenso.

Origem Histórica. é antiga a denominação Campo Largo, sendo desde os tempos do desbravamento dos Campos de Curitiba, advindo da largueza dos horizontes do lugar, sendo esta a impressão que tiveram os primeiros exploradores da região dos Campos Gerais. Campo Largo tornou-se ponto de referência, sendo que esta denominação prevaleceu desde os primórdios de sua ocupação, não conhecendo outra.

O cel. Antônio Luíz, conhecido pelo apelido de Tigre, foi o grande pioneiro do atual município.

Possuía uma sesmaria onde hoje se localiza a sede municipal. Tigre morava na Fazenda N. Srª. da Conceição do Tamanduá. Prosperou, a partir do final do século XVIII, a Freguesia Colada de Tamanduá, que se situava nas proximidades da Freguesia Nova (Palmeira). Tinha muito prestígio a Freguesia Colada de Tamanduá, que rivalizava em importância, depois de Curitiba, com São José dos Pinhais, Lapa e Castro.

Segundo o pesquisador José Carlos Veiga Lopes, em 12 de abril de 1706, Antônio Luís Tigre obteve a sesmaria do Rio Verde, entre esse rio, o Iguaçu e o Capão da índia, que incluíam terras dos atuais municípios de Balsa Nova e Campo Largo; possuía também nessa mesma época a sesmaria do Tamanduá, da qual não existe carta. Antônio Luiz Tigre era dono do Tamanduá, mas não existem documentos que digam que ali morasse. Ele, morador na vila de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, fez petição dizendo que tinha fazenda na paragem nomeada Campo Largo, onde tinha suas lavouras e criações, onde pedia as terras que se achassem devolutas, partindo de sua demarcação para a parte de povoado até entestar com as terras de Manuel Soares. O governador do Rio de Janeiro lhe concedeu, em 12 de novembro de 1712, as terras que se achavam devolutas, não excedendo uma légua, no sítio e paragem que declarou na petição.

Em 24 de janeiro de 1726, o capitão Tigre e sua mulher Ana Rodrigues França fizeram doação a sua sobrinha Catarina Gonçalves Coutinho, casada com Braz Domingues Veloso, de meia légua de terras no Rodeio e outro tanto no Campo Largo; fez também doação de terras no Rio Verde de Campo Largo a Felipe de Santiago e sua mulher Maria Luís de Siqueira que, em 30 de dezembro de1737, venderam para Braz Domingues Veloso. Antônio Luís Tigre doou também terras a sua sobrinha Ana de Melo Coutinho; já viúvo, doou ao tenente-coronel Manuel Rodrigues da Mota, casado com sua sobrinha Helena Rodrigues Coutinho, terras no Rodeio nos lados do Itaimbé. As terras do Tamanduá, Antônio Luís Tigre e sua mulher doaram para Nossa Senhora da Conceição. Na lista de ordenanças de 1765 moravam no bairro de Campo Largo 42 famílias e no bairro do Rio Verde 6 famílias. A freguesia do Tamanduá foi criada em 1813. Em 1814, o capitão João Antônio Costa fez doação do campo em que hoje se encontra a cidade de Campo Largo para que nele se estabelecessem os habitantes que quisessem. A construção da primeira igreja começou em 1821 e foi inaugurada em 2 de fevereiro de 1826, dia de Nossa Senhora da Piedade. Em 16 de outubro de

1828 foi elevada a capela curada.

Gentílico: campomagrense

Formação Administrativa

Nos quadros de apuração do recenseamento geral de 1-IX-1920, figura no município de Curitiba o distrito de Campo Magro.

Assim permencendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937.

Pelo decreto-lei estadual nº 199, de 30-12-1943, o distrito de Campo Magro foi transferido do município de Curitiba para o de Colombo.

No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o distrito de Campo Magro, figura no município de Colombo.

Pela lei estadual nº 2, de 10-10-1947, o distrito de Campo Magro foi transferido do município de Colombo para o de Timoneira.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1950, o distrito de Campo Magro, figura no município de Timoneira.

Assim permencendo em divisão territorial datada de 1-VII-1955.

Pela lei estadual n.º 2644, de 24-03-1956, o município de Timoneira passou a denominar-se Almirante Tamandaré.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o distrito de Campo Magro, figura no município de Almirante Tamandaré.

Assim permencendo em divisão territorial datada de 1993.

Elevado à categoria de município com a denominação de Campo Magro, pela lei estadual n.º 11221, de 11-12-1995, desmembrado do município de Almirante Tamandaré. Sede no antigo distrito de Campo Magro. Constituído do distrito sede. Instalado em 01-01-997.

Em divisão territorial datada de 2001, o município é constituído do distrito sede.

Assim permencendo em divisão territorial datada de 2007.

Transferência distritais

Pelo decreto-lei estadual nº 199, de 30-12-1943, transfere o distrito de Campo Magro do município de Curitiba para o de Colombo.

Pela lei estadual nº 2, de 10-10-1947, transfere o distrito de Campo Magro do município de Colombo para o de Timoneira.

Fonte: IBGE

Código do Município

4104253

Gentílico

campomagrense

Prefeito

CLAUDIO CESAR CASAGRANDE

População
População estimada [2018]28.885 pessoas  
População no último censo [2010]24.843 pessoas  
Densidade demográfica [2010]90,22 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]2,4 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]3.467 pessoas  
População ocupada [2016]12,4 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]32 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]96,1 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]5,6  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]4,8  
Matrículas no ensino fundamental [2017]3.530 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]1.005 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]197 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]80 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]15 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]5 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]12.781,85 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]86 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0,701  
Total de receitas realizadas [2017]70.517,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]63.703,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]14,71 óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]0,4 internações por mil habitantes  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]7 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]275,352 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]59,7 %  
Arborização de vias públicas [2010]12,2 %  
Urbanização de vias públicas [2010]17,5 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Internações por diarreia: [número de internações por diarreia/população residente] x 1000

  6. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  7. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  8. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  11. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  16. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  17. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  18. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  19. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  21. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  22. Internações por diarreia: Ministério da Saúde, DATASUS - Departamento de Informática do SUS, IBGE, Estimativas de população residente

  23. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  24. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  25. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  26. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  27. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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