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Palotina - Paraná



Palotina faz parte do estado do Paraná. A população de acordo com o Censo 2010 é de 28.609 habitantes. Ocupa uma área de 651 km².

A economia é baseada na agricultura, agroindústria e prestação de serviços. A cidade conta com uma das maiores Agroindústrias do sul do país, a C-Vale Cooperativa Agroindustrial. Além disso também é cidade universitária, sendo a única no oeste do Paraná que possui um campus da Universidade Federal do Paraná, sendo que este possui os cursos de Agronomia, Ciências Biológicas, Medicina Veterinária, Tecnologia em Aquicultura, Tecnologia em Biocombustíveis e Tecnologia em Biotecnologia, atendendo assim a demanda de mercado por novos profissionais. A cidade possui também o menor índice de desistência escolar do país. A cada cem alunos matriculados, apenas um não conclui o ensino fundamental.

Merecem destaque também o Lago Municipal e a Praça Amadeo Piovesan,a feira do produtor, além de tradicionais festas que ocorrem no município, como a Expo Palotina (festa organizada pelo município) e outras de menor destaque regional.

História da cidade de Palotina

Em 1940, através da Marcha para o Oeste, chegam os primeiros migrantes em Palotina, então Município de Guaíra, somando uma população de 10 habitantes.

A origem do nome Palotina é uma homenagem aos padres palotinos, que marcaram presença no município, desde a derrubada das primeiras árvores. Foram testemunhas do desbravamento, dos conflitos e do desenvolvimento do município e agentes vivos na implementação da religiosidade que caracteriza o seu povo. Por esse motivo, foi escolhido como padroeiro do município, São Vicente Pallotti.

Alguns dos primeiros habitantes de Palotina vieram de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Não foram fáceis os primeiros tempos, como relata o pioneiro Santo Galante e sua esposa égide Galante, que vieram de Concórdia, Santa Catarina, em 1955, ao padre Pedro Reginato, na coleta de dados para a elaboração do livro "História de Palotina", de 1979.

As dificuldades já começavam para chegar na região, uma viagem de três dias de caminhão da firma colonizadora. Chegando encontravam vários problemas, como a terra vermelha que entrava e sujava tudo, a falta de luz elétrica, os mosquitos, as doenças como a malária, e a falta de médicos, que os obrigava a buscar socorro em Guaíra, além do mato que cercava tudo, escondendo no seu interior ameaças de animais como onças, cobras, entre outros.

Mesmo assim, logo se adaptaram, e o pioneiro começa a desenvolver suas atividades na cidade, abrindo a primeira alfaiataria e cultivando seus dois lotes de terra, onde construiu sua casa e cultivava uma horta, que "produzia de tudo". Posteriormente plantou uma lavoura de trigo em terras cedidas por amigos e também ampliou seus negócios, passando a comercializar tecidos e tintas.

Nesses primeiros tempos, antes de cultivar as primeiras lavouras, a alimentação variava, sendo consumidos produtos trazidos com a mudança como arroz, feijão e farinha de trigo, complementados por carne de caça, como tucanos, inhambu, jacu, pacas e veados.

Logo, porém, a beleza do lugar superou essas dificuldades iniciais e a família se acostumou com o novo lar, permanecendo aqui até os dias atuais (2004).

Outro personagem importante da colonização de Palotina é Eugênio Leszcynski, que chegou na região em 1953, a serviço da colonizadora "Pinho e Terras", como agrimensor. Ele relata, principalmente, as dificuldades de locomoção, sendo obrigado a andar de bicicleta e a pé de Candeia (distrito do atual Município de Maripá) até a vila de Palotina.

Chegando no seu destino, ficou morando numa casa de tábua bem rústica e iniciou seu trabalho de medição das terras, a partir dos rios Pioneiro e Santa Fé. Esse trabalho não era fácil, por causa das picadas que tinham que ser abertas na mata e também pelos animais e insetos a serem enfrentados, como onças, catetos, mosquitos e mutucas.

A alimentação era restrita a feijão cozido com banha e farinha de mandioca, ou com uma massa de farinha de trigo cozida com banha, e às vezes complementada com carne de anta e queixada.

Muitas vezes esse trabalho de medição exigia a permanência no interior da mata por uma semana inteira, levando a montagem de acampamentos provisórios com taquaras e folhas de coqueiro.

Os equipamentos obrigatórios para esse serviço eram o machado, a foice, o facão, a trena, a baliza, o teodolito, marcos feitos de madeira de lei, como angico, cabriúva, canjerana, ipê, guajuvira, e armas de fogo, como revólveres e espingardas, que tanto serviam para a defesa quanto para a obtenção de comida.

Eugênio gostou tanto do lugar, que findo seu trabalho de agrimensor arrumou emprego numa casa comercial e permaneceu na cidade, onde se casou e permanece até hoje (2004).

Gentílico:

Formação Administrativa

Em 1950, acontecem novos deslocamentos da população do sul do país, resultando, desta forma, a criação do Distrito de Palotina em 24 de junho de 1957, com uma população de 100 habitantes (Censo 1950).

Em 1960, exatamente no dia 25 de julho, ocorreu a emancipação política administrativa de Palotina. Com a emancipação, criaram-se os Distritos Administrativos e Judiciários de Maripá, Pérola Independente, Alto Santa Fé e São Camilo.

Em 1970, o município perde a área de Alto Santa Fé para o município de Nova Santa Rosa e é criado o Distrito Administrativo da Vila Candeia.

Em 1980, ocorre a elevação da Vila Santo Antônio como Distrito Administrativo.

Na década de 1990, com a elevação do Distrito de Maripá a município, englobando os Distritos de Pérola Independente e Candeia, acarreta uma perda de 30% do território do município de Palotina.

Fonte: Prefeitura Municipal de Palotina (PR)

Autor do Histórico: ZIDO RADDATZ

Código do Município

4117909

Gentílico

palotinense

Prefeito

JUCENIR LEANDRO STENTZLER

População
População estimada [2018]31.564 pessoas  
População no último censo [2010]28.683 pessoas  
Densidade demográfica [2010]44,04 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]2,3 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]13.484 pessoas  
População ocupada [2016]43,3 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]26,8 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]99,4 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]6  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]5,1  
Matrículas no ensino fundamental [2017]4.280 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]1.158 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]273 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]129 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]24 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]8 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]62.619,57 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]69,2 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0,768  
Total de receitas realizadas [2017]142.967,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]119.493,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]8,35 óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]2,1 internações por mil habitantes  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]13 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]651,238 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]40,9 %  
Arborização de vias públicas [2010]98 %  
Urbanização de vias públicas [2010]47 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Internações por diarreia: [número de internações por diarreia/população residente] x 1000

  6. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  7. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  8. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  11. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  16. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  17. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  18. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  19. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  21. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  22. Internações por diarreia: Ministério da Saúde, DATASUS - Departamento de Informática do SUS, IBGE, Estimativas de população residente

  23. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  24. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  25. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  26. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  27. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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