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Uberaba - Minas Gerais



Uberaba é um município do estado de Minas Gerais, no Brasil. Encontra-se na região do Triângulo Mineiro, pertence à Mesorregião do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba e à microrregião de mesmo nome. Sua população, segundo estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, é de 302.623 habitantes, IBGE estimativa 2012, a oitava mais populosa do estado e a 82ª mais populosa do Brasil, contando com mais de 175 bairros e um crescimento populacional de aproximadamente 3 000 habitantes por ano. É considerada uma cidade-polo e seu produto interno bruto é o 72° maior do Brasil.

O topônimo "Uberaba", nome de um rio do município, origina-se do termo tupi ′Yberaba , que significa "água brilhante", pela junção de ′y ("água, rio") e berab ("brilhante").

O atual território do município era habitado tradicionalmente pelos índios caiapós e bororós, na época da chegada dos primeiros exploradores de origem europeia, os bandeirantes provenientes de São Paulo.

História da cidade de UBERABA MINAS GERAIS Monografia: n.º 570 Ano: 1974

ASPECTOS HistóricoS

Segundo alguns autores o topônimo Uberaba origina-se do tupi "Y-beraba" que quer dizer "água clara".

Os primeiros conquistadores que perlustraram terras do Triângulo Mineiro pertenciam à bandeira de Sebastião Marinho, que, no século XVI, atravessou a região, rumo a Goiás. Seguiram-se outros movimentos de penetração, como os de Afonso Sardinho, João do Prado, João Pereira de Souza Botafogo e Nicolau Barreto.

Depois dessas primeiras entradas, o território do atual Município de Uberaba foi passagem forçada de todos os exploradores que se encaminhavam aos sertões goianos. A rota de Bartolomeu Bueno da Silva, o "Anhanguera", transformou-se, depois de 1722, em estrada, conhecida inicialmente por Estrada do Anhanguera, depois Estrada de Goiás e, mais tarde, Estrada Real.

O primeiro núcleo branco do Triângulo Mineiro foi Tabuleiro, à margem do rio das Velhas, onde, aos poucos, se iam fixando aventureiros que se destinavam a Goiás ou dali regressavam desiludidos. Mas, tendo sido o povoado atacado pelos índios caiapós e reduzido a cinzas, parte de seus habitantes fugiu desordenadamente e alcançou Perdizes, em Araxá, enquanto outra parte, maior e mais disciplinada, se afastou três ou quatro léguas de Tabuleiro e fundou o arraial do Desemboque.

Em data não determinada com precisão, partiram do Desemboque alguns aventureiros, não mais dominados pela idéia do ouro, mas em busca de terras próprias à agricultura e à criação de gado. Em 1809, segundo uns, ou 1812, segundo outros, ergueram um povoado na cabeceira do ribeirão Lajeado, construíram uma capela tosca e colocaram o povoado sob a proteção de Santo Antônio e São Sebastião. Seu nome primitivo era Arraial da Capela do Lajeado.

O novo núcleo, todavia, não encontrou elementos propícios ao desenvolvimento. A falta de terras férteis e à escassez de água, juntava-se o temor constante dos caiapós, sempre dispostos a repelir com violência os povoadores brancos. Alguns componentes da expedição colonizadora regressaram ao Desemboque e relataram ao juiz-comissário, Sargento-mor Antônio Eustáquio da Silva e Oliveira as dificuldades dos habitantes do Arraial.

Comandando um grupo de mais de trinta homens, Eustáquio dirigiu-se ao povoado e, não lhe agradando o local escolhido, nas cabeceiras do córrego Lajeado, avançou para o oeste em busca de melhores terras, mais bem servidas de aguadas. Escolheu um sítio à margem esquerda do córrego das Lajes, na confluência deste com o rio Uberaba. Aí se fundou a futura Capital do Triângulo Mineiro, a mais ou menos 15 quilômetros do primitivo Arraial da Capelinha. Este entrou em decadência, à medida que seus habitantes se transferiam para as imediações da casa construída por Antônio Eustáquio da Silva e Oliveira.

Erguida uma capela sob a mesma invocação de Santo Antônio e São Sebastião, o novo

povoado entrou em fase de progresso e prosperidade.

Formação Administrativa O Distrito deve sua criação a Decreto de 2 de março de 1820. Em 22 de fevereiro de 1836, a Lei provincial n.° 28 criou o Município de Uberaba, com território desmembrado do de Araxá e sede no povoado de Santo Antônio de Uberaba. Sua instalação ocorreu a 7 de janeiro do ano seguinte. Para efeito da Lei provincial n° 759, de 2 de maio de 1856, a vila de Uberaba recebeu foros de cidade.

A Lei estadual n.° 2, de 14 de setembro de 1891 manteve o distrito-sede do Município de Uberaba que, na divisão administrativa de 1911, figurava subdividido em 4 distritos: Uberaba, Campo Formoso (antes Dores do Campo Formoso), Conceição das Alagoas e Veríssimo (antes São Miguel do Veríssimo).

O Decreto-lei estadual n.° 148, de 17 de dezembro de 1938, desmembrou-lhe o território para criar os municípios de Campo Formoso, Conceição das Alagoas e Veríssimo, ficando Uberaba reduzido ao distrito-sede.

Em 27 de dezembro de 1948, a Lei estadual n.° 336 criou o distrito de água Comprida, passando o Município a possuir dois distritos.

A Lei estadual n.° 1.039, de 12 de dezembro de 1953, desmembrou parte do distrito de água Comprida (elevado a Município) para criar o distrito de Baixa, passando Uberaba a dividir-se em dois distritos: Uberaba (sede) e Baixa. Esta divisão perdura até a presente data.

A Comarca do Rio Paraná, criada pela Lei Provincial n.° 171, de 23 de março de 1840, foi suprimida em 8 de outubro de 1870, segundo a Lei n.° 1.740. Restaurou-a, no entanto, a de n.° 2.211, de 2 de junho de 1876, passando a denominar-se Uberaba, por força da Lei provincial n.° 2.500, de 12 de novembro de 1876. A Comarca é, atualmente, de 3.ª entrância. Sua jurisdição se estende aos municípios de Veríssimo, Campo Florido e água Comprida.

Fonte: IBGE

Código do Município

3170107

Gentílico

uberabense

Prefeito

PAULO PIAU NOGUEIRA

População
População estimada [2018]330.361 pessoas  
População no último censo [2010]295.988 pessoas  
Densidade demográfica [2010]65,43 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]2,6 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]97.707 pessoas  
População ocupada [2016]30,0 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]27,5 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]97,7 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]5,9  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]4,7  
Matrículas no ensino fundamental [2017]36.855 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]12.042 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]2.061 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]925 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]98 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]37 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]41.360,17 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]53,5 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0,772  
Total de receitas realizadas [2017]1.086.839,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]977.098,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]10,26 óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]0,3 internações por mil habitantes  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]71 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]4.523,957 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]97,2 %  
Arborização de vias públicas [2010]90,7 %  
Urbanização de vias públicas [2010]31,5 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Internações por diarreia: [número de internações por diarreia/população residente] x 1000

  6. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  7. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  8. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  11. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  16. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  17. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  18. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  19. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  21. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  22. Internações por diarreia: Ministério da Saúde, DATASUS - Departamento de Informática do SUS, IBGE, Estimativas de população residente

  23. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  24. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  25. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  26. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  27. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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