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Fervedouro - Minas Gerais



Fervedouro faz parte do estado de Minas Gerais. A população avaliada em 2008 era de 10.662 habitantes. O município dista 32km da cidade de Carangola.

O município de Fervedouro pertence à Comarca de Carangola.

O topônimo Fervedouro provém de "ferver". Conta-se que os poços de águas minerais de Fervedouro foram encontrados, em plena mata virgem, por um grupo de tropeiros. Devido às bolhas que a fonte produzia, semelhante a água em ebulição, denominaram o lugar de "Fervedouro". Hoje pode se ver a água ferver na piscina da cidade.

História da cidade de FERVEDOURO - Minas Gerais - MG

Gentílico: FERVEDOURENSE

Uma tradição oral da atual cidade de São Francisco do Glória dizia que os poços de águas minerais de Fervedouro foram encontrados, em plena mata virgem, por um grupo de tropeiros. Devido às bolhas que a fonte produzia, semelhante a água em ebulição, denominaram o lugar de "Fervedouro".

A origem atual ocorreu em 22 de julho de 1890 quando Joaquim Carlos Pereira, através de uma escritura pública, fez doação de uma área de dois alqueires de terras, dentro de sua propriedade, para alí se formar um arraial que teria a denominação de São Carlos. Entretanto, a área citada não se situava no atual perímetro urbano.

Para que o novo arraial ficasse perto das fontes de águas minerais, em 29 de agosto de 1891 o Sr. Joaquim ratificou sua doação, estabelecendo que o referido arraial que se denominaria de São Carlos iria para o local denominado de Fervedouro.

Estas escrituras foram lavradas por Augusto Anchieta de Carvalho, Escrivão de Paz e de Polícia, no Cartório do Distrito de São Francisco do Glória. As fontes de águas minerais atrairam a atenção de toda a região. Em 25 de julho de 1891, o engenheiro francês Henri Louis Xavier Bernard, proprietário da área dos poços e de grande parte da localidade de Bom Jardim, juntamente com o Bacharel Francisco Ribeiro Moura Escobar e o Capitão da Guarda Nacional Francisco José da Fraga Júnior, requereram da Intendência Municipal (hoje Prefeitura Municipal), a exemplo de requerimento semelhante dirigido ao Congresso Mineiro (Assembléia Legislativa e Senado Mineiro), o privilégio para uso e gozo, pelo prazo de 60 anos, de uma Estrada de Ferro que, partindo da cidade de Carangola, teria ponto final nas imediações da área dos poços de águas minerais. Apesar de ser conhecido como Fervedouro, o arraial recebeu o nome oficial de Santa Bárbara do Fervedouro.

A área era coberta por extensa mata, de difícil acesso, sendo que, em 1872, ocorreu a primeira expedição composta de médicos e farmacêuticos que, partindo de São Francisco do Glória, conseguiram fazer uma picada através da floresta e alí procederam os primeiros exames químicos da composição da água dos poços. Em 1880, o Dr. Diogo de Vasconcelos, historiador da cidade de Ouro Preto, publicava um trabalho descrevendo as propriedades curativas encontradas nas águas de Fervedouro.

Apesar de existir uma estrada estreita ligando Carangola a São Francisco do Glória, o acesso a Fervedouro era muito difícil. Em 02 de fevereiro de 1918, o Secretário de Agricultura de Minas Gerais, Dr. Arthur Guimarães, autorizou à Prefeitura Municipal de Carangola a construir uma estrada de rodagem, ligando Carangola até o local das fontes de águas minerais, denominado de Fervedouro, junto à povoação de Santa Bárbara. Em 27 de junho de 1937 o Prefeito Municipal de Carangola, Sr. Francisco Luis da Silva, inaugurava uma estrada de rodagem ligando Carangola aos povoados de Fervedouro e São Pedro do Glória. Em 1939 teve início, sob a direção do Dr. Jorge de Carvalho, engenheiro-chefe da firma Companhia Serviços de Engenharia S/A, a construção do trecho Fervedouro-São João do Manhuaçú, da Rodovia Rio-Bahia, que traria grande impulso ao crescimento do povoado. A ligação do ramal Carangola-Fervedouro teve início em 1944, tendo atingido Fervedouro em 1949, recebendo pavimentação asfáltica nos anos de 1965/1966.

A área dos poços de águas minerais passaram a ser de propriedade da Prefeitura de Carangola em 19 de fevereiro de 1944, sendo Prefeito o Dr. Waldemar Soarea de Souza. Este conseguiu um acordo com os descendentes do Dr. Henri Louis Xavier Bernard, a família Bernardo de Pinho, que incluiu, além de uma parcela em dinheiro, a cessão de 2.000 metros quadrados na área do atual perímetro urbano da cidade. O despacho do Interventor do Estado de Minas Gerais foi datado de 09 de julho de 1942, sendo registrado na Seção de Terras da Secretaria de Agricultura em 09 de fevereiro de 1943, no Distrito de Terras desta Zona em 13 de fevereiro de 1943 e no Cartório de Imóveis de Carangola nesta última data.

Em 26 de janeiro de 1950 a administração municipal, do Prefeito Jonas Esteves Marques, terminava uma série de melhoramentos na área dos poços. Foi construída uma rampa ligando o hotel à variante Carangola-Fervedouro. Construiu-se uma piscina em substituição à casa de banhos além de uma construção de madeira no centro da lagoa rasa e o ajardinamento das áreas adjacentes.

Devido à emancipação político-administrativa de São Francisco do Glória, ocorrida em 12 de dezembro de 1953, mais tarde a povoação de Fervedouro foi elevada à condição de Distrito pela Lei n.º 326 de 19 de abril de 1963.

No período de 1961 a 1962 a pavimentação asfáltica da rodovia Rio-Bahia atingiu Fervedouro, propiciando condições para que a margem direita do córrego começasse a ser ocupada por estabelecimentos destinados a atender o trânsito daquela estrada.

FORMAçãO ADMINISTRATIVA:

Através do plebiscito de 15 de novembro de 1991, 2.715 eleitores votaram pela emancipação do Distrito. Pela Lei n.º 10.704 de 27/04/1992, Fervedouro foi elevado a condição de Município, tendo por Distritos a Sede, Bom Jesus do Madeira e São Pedro do Glória. Em 01 de janeiro de 1993 foi instalado o primeiro governo deste novo município.

FORMAçãO JUDICIáRIA:

O Termo de Fervedouro é jurisdicionado à Comarca de Carangola.

Fonte: ROGéRIO CARELLI - Prof. História Contemporânea da Fundação FAFILE/UEMG de Carangola. Sócio-correspondente do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais.

Autor do Histórico: OSCAR TONA JúNIOR

Código do Município

3125952

Gentílico

fervedourense

Prefeito

ABILIO PEIXOTO FRANCHINI

População
População estimada [2018]10.957 pessoas  
População no último censo [2010]10.349 pessoas  
Densidade demográfica [2010]28,93 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]1,6 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]754 pessoas  
População ocupada [2016]6,9 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]47,3 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]96,1 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]6,1  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]4,4  
Matrículas no ensino fundamental [2017]1.596 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]409 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]113 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]51 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]7 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]3 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]9.711,09 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]91,3 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0,580  
Total de receitas realizadas [2017]24.516,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]22.142,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]8,26 óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]0,9 internações por mil habitantes  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]8 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]357,683 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]38,9 %  
Arborização de vias públicas [2010]44,7 %  
Urbanização de vias públicas [2010]19,4 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Internações por diarreia: [número de internações por diarreia/população residente] x 1000

  6. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  7. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  8. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  11. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  16. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  17. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  18. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  19. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  21. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  22. Internações por diarreia: Ministério da Saúde, DATASUS - Departamento de Informática do SUS, IBGE, Estimativas de população residente

  23. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  24. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  25. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  26. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  27. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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