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Cristalândia - Tocantins



Cristalândia faz parte do estado do Tocantins. Encontra-se a uma latitude 10º36′01" sul e a uma longitude 49º11′35" oeste, estando a uma altitude de 286 metros. A população avaliada em 2004 era de 7.043 habitantes.

História da cidade de CRISTALoNDIA

As primeiras incursões pelo território onde está situada a cidade de Cristalândia deram-se em 1939.

Benedito Pereira e Antônio Caetano de Meneses, passando um dia em exploração e caçada ao mesmo tempo pelos arredores e local onde hoje existe a cidade de Pium, já informados da existência de ouro e de cristal de rocha na mesma região, foram surpreendidos com pedaços de cristal na superfície da terra. Colhendo diversas amostras do produto encontrado, resolveram, diante da afloração muito abundante, explorar a região. Para tanto, muniram-se de ferramentas mais ou menos apropriadas e abriram diversas catas.

Daquelas perfurações obtiveram resultados satisfatórios, o cristal foi encontrado em grande quantidade e em pequena profundidade.

A deficiência de transporte, a zona desabitada, infestada pelos índios e pelas feras, a falta de gêneros de primeira necessidade para a manutenção dos exploradores, contribuíram para que eles levantassem acampamentos à procura de recursos, seguindo em demanda da vizinha cidade de Peixe. Naquela cidade procuraram a José Dias, de nacionalidade Uruguaia, era dado a mecânico, com pequena oficina para consertos de máquinas, etc. Inteligente com longa prática na vida, avaliou logo o valor de descoberta. Guardou a preciosa carga e organizou uma pequena bandeira, composta de alguns homens de sua confiança, voltanto às margens do ribeirão Piaus. Com poucos dias de trabalho já haviam conseguido extrair uma abastada partida. Voltaram a cidade de Peixe e resolveram ir a Anápolis expor à venda o produto da exploração. Naquela cidade quase ninguém se interessou pela aquisição do precioso mineral, o preço encontrado era irrisório. O Sr. Geraldo Scarpellini, que depois se tornou um dos mais importantes compradores de cristal e que naquela época residia na mesma cidade, comprou a partida por preço insignificante, procurou encorajá-los e, depois chegava a Peixe em um carro, de passagem para Piaus, levando ferros, víveres, medicamentos, etc. Outros carros foram levados com o mesmo fim e à custa de grandes sacrifícios e trabalhos, lutando contra a própria terra, conseguiram alcançar a meta desejada.

Meses depois os exploradores iniciaram as estradas rumo ao sul, em demanda de novas jazidas. Surgiu então o povoado de Itaporá, às margens do ribeirão do mesmo nome. Itaporé (do tupi: Ita=pedra; Porá=branca), isto é, Pedra Branca, cognominado leitosos, primeiros sinais de existência de cristais de rocha.

Em fins de 1943, foram construida as primeiras barracas no local, onde está edificada a cidade de Cristalândia, pertencentes uma ao senhor Pedro Ferreira Braz e a outra ao senhor Veincravel Reis.

Em 1948, o novo povoado, com a denominação de Chapada, foi elevado à categoria de Vila, por ato do então Prefeito de Porto Nacional, Antônio José de Oliveira; decorreram-se os anos; em meados de 1953, por força da Lei Estadual nº 742 de 23/06/1953, passava a gozar dos foros de cidade, já agora com a denominação de Cristalândia, nome escolhido pelos seus habitantes, em virtude da grande quantidade de cristal existente no seu subsolo. Em novembro do mesmo ano, por força da Lei Municipal nº 188 de 10/11/1953, foi criado o distrito de Dueré.

Em meados de 1955, o Município tomou parte no conclave "CONGRESSO NACIONAL DOS MUNICíPOS NORTE GOIANO", realizado na cidade de Porto Nacional, onde tomaram parte diversas autoridades, inclusive o Sr. Pelópidas Barros, Prefeito Municipal de Cristalândia.

Em 26 de abril de 1956, o Papa Pio XII, cria a Prelazia de Cristalândia pela Bula "Ne quid filiis", com o território desmembrado das supressas Prelazias de Sant′Ana da Ilha do Bananal. Foi confiada pela Santa Sé aos cuidados da Ordem dos Frades Menores. O 1º Bispo - prelado foi Dom Jaime Antônio Shuck, OFM, natural de Pensilvânia, USA, sagrado em 24/02/59.

Cristalândia, 1970

Fonte: PREFEITURA MUNICIPAL/IBGE

Autor do Histórico: MARIA FRANCISCA PEREIRA DOS SANTOS PAOLINI

Código do Município

1706100

Gentílico

cristalandense

Prefeito

CLEITON CANTUÁRIO BRITO

População
População estimada [2018]7.300 pessoas  
População no último censo [2010]7.234 pessoas  
Densidade demográfica [2010]3,91 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]1,6 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]723 pessoas  
População ocupada [2016]9,8 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]39,9 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]97,9 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]5  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]3  
Matrículas no ensino fundamental [2017]1.099 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]218 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]46 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]16 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]5 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]1 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]15.376,09 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]90,7 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0,673  
Total de receitas realizadas [2017]2.867,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]15.123,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]9,8 óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]0,7 internações por mil habitantes  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]3 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]1.848,241 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]6,1 %  
Arborização de vias públicas [2010]97 %  
Urbanização de vias públicas [2010]0,9 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Internações por diarreia: [número de internações por diarreia/população residente] x 1000

  6. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  7. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  8. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  11. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  16. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  17. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  18. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  19. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  21. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  22. Internações por diarreia: Ministério da Saúde, DATASUS - Departamento de Informática do SUS, IBGE, Estimativas de população residente

  23. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  24. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  25. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  26. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  27. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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