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Ji-Paraná - Rondônia



Ji-Paraná faz parte do estado de Rondônia. Com uma população de 118.092 habitantes, a cidade é a 2ª mais populosa do estado de Rondônia, 16ª mais populosa da Região Norte do Brasil, a 227ª mais populosa do Brasil e a 113ª maior cidade do interior brasileiro

Movida principalmente pelas grandes indústrias do setor madeireiro, industrial e laticínios. O município foi o primeiro do estado de Rondônia a investir em alta tecnologia de comunicação de dados, quando conectou através de uma rede sem fio o prédio principal a sub-prefeitura.

O nome do município é de origem indígena, significando rio-machado. Onde Ji seria machado (devido ao grande número de pedras que se pareciam com machadinhas indígenas) e Paraná, grande rio; ou seja o rio grande cheio de pequenos machados. A cidade também é conhecida por Coração de Rondônia, devido a localização da cidade na região central do estado e a presença de uma ilha, com o formato que lembra um coração, localizada na confluência dos rios Machado e Urupá.

História da cidade de Ji-Paraná

Rondônia - RO

O topônimo do Município provém do Rio Ji-Paraná, hoje conhecido como Rio Machado.

A região, antes ocupada pelas tribos dos jarus e urupás, iniciou sua povoação, conhecida como Urupá, por volta de 1879, quando nordestinos fugindo da seca se estabeleceram na confluência do Rio Urupá. Em 1909, o Marechal Rondon chegou à embocadura do rio, e construiu uma estação telegráfica, próximo das margens do Rio Ji-Paraná.

Com a depreciação da borracha, a região entrou em decadência voltando a se desenvolver com a descoberta de diamantes.

Na década de 1950, Urupá já era conhecida como Vila de Rondônia.

Em 1960, com a construção da BR-29, atual BR-364, e em decorrência do êxodo rural do sul do país, Vila de Rondônia passou a receber aqueles colonos. Foi decisiva a atuação da colonizadora Calama S.A., que adquiriu grande área de terra, antes ocupada por seringais.

Em 1968, o Instituto Brasileiro de Reforma Agrária - IBRA, atual Instituto Nacional de Reforma Agrária - INCRA, acelerou o fluxo de migrantes vindos do centro-sul. O Projeto de Colonização Ouro Preto, dois anos mais tarde, foi marco do surto desenvolvimentista da região.

Em 1977, com a emancipação política decretada, o Município recebeu oficialmente o nome de Ji-Paraná. Em 1981, em consequência da elevação do Território de Rondônia a Estado, foram estabelecidos novos limites para o Município.

Gentílico: ji-paranaense

Formação Administrativa

Distrito criado com a denominação de Rondônia, pela lei nº 7470, de 17-04-1945, subordinado ao Porto Velho.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o distrito Rondônia, figura no município de Porto Velho.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 31-XII-1971.

Elevado à categoria de município com a denominação de Ji-Paraná, pela lei Federal nº 6448, de 11-10-1977, desmembrado do município de Porto Velho. Sede no atual distrito de Ji-Paraná (ex-Rondônia). Constituído de 3 distritos: Ji-Paraná, Ouro Preto e Presidente Médici, todos criados pela mesmo decreto federal acima citado. Instalado em 21-11-1977.

Em divisão territorial datada de 1-1-1979, o município é constituído de 3 distritos: Ji-Paraná, Ouro Preto e Presidente Médici.

Pela lei nº 6921, de 16-06-1981, desmembra do município de Ji-Paraná os distritos de Presidente Médici e Ouro Preto, elevando-os à categoria de município sendo que Ouro Preto com a denominação de Ouro Preto do Oeste.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1983, o município é constituído do distrito sede.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Alteração toponímica distrital

Rondônia para Ji-Paraná, alterado pela lei Federal nº 6448, de 11-10-1977.

Fonte: IBGE

Autor do Histórico: JOAQUIM LOPES LAMEGO

Ji-Paraná

Em 1877, os primeiros colonos nordestinos ocuparam a região. A principal atividade era a extração do látex da seringueira. Na mesma época, chegavam os primeiros missionários, que faziam os primeiros contatos e o aculturamento dos nativos e, por necessidade, organizaram a primeira administração do emergente povoado.

Até 1883, sob tutela dos missionários, Frei Iluminato, último administrador religioso da localidade, passou a responsabilidade às mãos do Sr. Amâncio Farias da Cruz, morador do povoado, que assumiu a responsabilidade da continuidade das ações administrativas.

De 1883 até 1900, ocorreu grande surto da atividade seringalista na região, principalmente às margens do rio Machado e do rio Urupá, e o centro da administração, onde os seringalistas se encontravam para realizar seus negócios, era denominado "pouso redondo". O local posteriormente ficou conhecido como "Dois de Abril" e o lugarejo (atual Ji-Paraná), até o ano de 1909, ficou conhecido pelo nome de Urupá.

No ano de 1909, a chegada do Marechal Rondon à embocadura do rio Urupá, marca o local onde foi construída a primeira estação telegráfica da região, denominada de Presidente Pena. A estação telegráfica passou a ser o centro administrativo da localidade, cuja importância foi delineada pela absorção gradativa do nome Urupá para o nome da estação telegráfica.

O crescimento econômico experimentado pela região, baseado principalmente na imigração atraídos pelo alto preço da borracha amazônica no mercado internacional, obrigou a administração local a melhorar a estrutura física e organizacional da estação telegráfica, como pólo centralizador das ações administrativas, no ano de 1912.

O ano de 1920 foi caracterizado pela desvalorização da borracha amazônica no mercado internacional, com a entrada de seringais asiáticos nesse comércio, praticando preços mais competitivos. A redução da atividade econômica local motivou também a redução da população que saía em grande número em busca de novas fontes de renda.

Esse período de estagnação econômica durou até o ano 1950, com a descoberta de diamantes e o início da atividade garimpeira na região.

Em 1943, foi criado o Território Federal de Guaporé, instalando dois municípios (Porto Velho e Guajará-Mirim) e vários distritos, dentre eles o Distrito de Vila de Rondônia, pertencente ao município de Porto Velho, que abriga desde a embocadura do rio Jaru, na sua margem direita e esquerda indo até a nascente do rio Machado.

Vila de Rondônia, recebeu em 1952 o primeiro administrador do Distrito. A vila tomava novo impulso econômico com a então florescente atividade garimpeira, sem captar para si o desenvolvimento socio-econômico que daí poderia advir, visto que toda produção garimpeira era voltada à exportação, sem um controle adequado de retenção de divisas. Em 1956 o território muda de nome para Território Federal de Rondônia, o que ocasionava confusão na identificação da Vila com o Território.

Em 1960, a vila recebeu com entusiasmo a abertura da BR 029, atual BR 364. Com a abertura da estrada federal, o fluxo migratório da região se tornou mais acentuado, dando início à atuação do INCRA para organizar o processo de organização das terras.

Em 1977, através da lei nº 6.448, de 11.10.77, foi concedida a emancipação política à Vila de Rondônia, que passou a se denominar Ji-Paraná, em homenagem ao rio que atravessava toda sua área de Sul para Norte, dividindo sua sede administrativa em dois setores urbanos distintos, conhecidos como primeiro distrito (zona norte) e segundo distrito (zona sul). Em 22 de novembro a instalação oficial do município.

Autor do Complemento: IBGE


Código do Município

1100122

Gentílico

ji-paranaense

Prefeito

JESUALDO PIRES FERREIRA JUNIOR

População
População estimada [2018]127.907 pessoas  
População no último censo [2010]116.610 pessoas  
Densidade demográfica [2010]16,91 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]2,1 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]30.008 pessoas  
População ocupada [2016]22,8 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]34,1 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]96,6 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]6  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]4.1  
Matrículas no ensino fundamental [2017]19.573 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]4.871 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]873 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]369 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]66 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]22 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]22.739,38 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]69,3 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0.714  
Total de receitas realizadas [2017]263.239,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]227.645,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]12,77 óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]1,8 internações por mil habitantes  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]29 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]6.896,649 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]20,2 %  
Arborização de vias públicas [2010]17,3 %  
Urbanização de vias públicas [2010]6,4 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Internações por diarreia: [número de internações por diarreia/população residente] x 1000

  6. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  7. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  8. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  11. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  16. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  17. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  18. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  19. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  21. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  22. Internações por diarreia: Ministério da Saúde, DATASUS - Departamento de Informática do SUS, IBGE, Estimativas de população residente

  23. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  24. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  25. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  26. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  27. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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