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Tamarana - Paraná



Tamarana faz parte do estado do Paraná. Integra a Região Metropolitana de Londrina.

Tamarana é região dos índios Kaigangues que até hoje habitam suas terras na Reserva Indígena de Apucaraninha. O nome, entretanto é em Tupi e deriva da lenda de uma princesa indígena guerreira que usava como arma uma clava feita de madeira (tamarana, em Tupi).

A colonização da região do médio Tibagi é fruto do loteamento da Fazenda Três Bocas do engenheiro Joaquim Vicente de Castro, que atraiu safristas vindos do Sul de São Paulo e do Norte Pioneiro do Paraná.

História da cidade de TAMARANA - PARANá

As primeiras movimentações na região ocorreram por conta de "safristas", entre os anos de Tamarana teve inicio com o povoado que marca de 1915 a 1925 quando safristas vindos do Sul e do Norte Velho do Estado paranaense iniciaram a criação de porcos na região. Dentre eles encontrava-se o pioneiro Evaristo Camargo que construiu uma capelinha para o São Roque, seu santo protetor, ao redor desta capela foi surgindo um agrupamento de casas, que mais tarde atraiu os tropeiros vindos da região do Tibagi, São Jerônimo da Serra e outras regiões. Até então, o Vilarejo de São Roque que em 20 de março de 1930 através do Decreto lei n.º 2.713, passa a ser Distrito Judiciário de São Roque que pertencia ao município de Tibagi.

Por volta de 1937, Gustavo Avelino Corrêa fez um minucioso laventamento no sentido de ligar sua propriedade até o Rio Taquara (divisa de suas terras) através da estrada em direção à Vila de São Roque. Até então não havia sequer uma picada ligando São Roque a londrina, era preciso dar a volta por Apucarana. Em 1940, graças ao esforço do Doutor Gustavo e de outros moradores, que contribuíram com a prefeitura com custos dos serviços e fornecimento de tábuas serradas à mão, vigas e caibros e até todas as ripas para construção das pontes, deu-se a ligação de São Roque com Londrina e portanto a todo o norte do Paraná. A estrada atravessava sucessivos espigões altos seguidos de riachos profundos, como ribeirões Marrecas, Cafezal, Três Bocas e Apertados; tais etapas eram vencidas com dificuldades em tempo seco quando a estrada se cobria de vários centímetros de altura com pó tão fino e volátil que bem poderia servir de pó-de-arroz para as damas, mas que, ao contrário servia para sufocar e quase cegar quem trafegasse atrás de outro veículo. Em tempo de chuva a estrada se transformava num verdadeiro lamaçal, onde raramente secavam os atoleiros. Assim quantas noites se dormiam atolados na lama, sentados no carro sem sequer poder sair do volante para não correr o risco de dormir também atolados de pé.

A estrada foi inaugurada em 1941, época do prefeito João Ribeiro Lopes.

Em 1939 através de um decreto governamental, o Distrito de São Roque foi desmembrado de Tibagi e anexado a Londrina que em 1941 constrói a estrada que ligaria São Roque a Londrina e portanto a todo o norte do Paraná.

No ano de 1943, por iniciativa do EBCT- Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, mudou-se o nome de várias cidades com o mesmo nome no país para evitar o extravio de correspondências, com isso o distrito de São Roque passou a ser denominado Distrito de Tamarana cujo significado na linguagem indígena caingangue é uma longa espada ou clave feita de madeira, uma arma de guerra representando espírito combativo e altaneiro da população.

Em plebiscito realizado no dia 26 de novembro de 1995 foi desmembrado de Londrina e criado o Município de Tamarana através da Lei Estadual n.º 11.224 de 13 de dezembro de 1995 tendo sua economia baseada na agropecuária.

Em 13 de dezembro de 1995 o governador Jaime Lerner assinou o decreto de criação do município

Fonte: PREFEITURA mUNICIPAL DE tAMARANA Livro: Municípios paranaenses Origens e Significados de seus nomes de João Carlos Vicente Ferreira / Cadernos Paraná da Gente: 5 / Secretaria de Estado da Cultura . 2006 Revista Nossa A história e os pioneiros de Tamarana publicada em setembro de 1996 pela MR gráfica e editora Livro História da região Três Bocas de autor Dr. Fernando Avelino Corrêa Crônicas publicadas no jornal Folha de Londrina pelo Dr. Gilberto Santos (primeiro vice-prefeito de Londrina) Livro da História do Município de Tamarana (ensino de 1.ª a 4.ª série do 1.º grau) pela Secretaria de Educação e Cultura de Tamarana

Autor do Histórico: ALFEU CELSO CAMPIOLO

Código do Município

4126678

Gentílico

tamaranense

Prefeito

ROBERTO DIAS SIENA

População
População estimada [2018]14.548 pessoas  
População no último censo [2010]12.262 pessoas  
Densidade demográfica [2010]25,97 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]2,3 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]1.899 pessoas  
População ocupada [2016]13,6 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]40,3 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]94,4 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]5,4  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]3,2  
Matrículas no ensino fundamental [2017]1.738 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]408 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]115 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]42 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]9 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]2 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]19.025,14 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]90,1 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0,621  
Total de receitas realizadas [2017]39.690,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]31.670,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]11,98 óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]0,1 internações por mil habitantes  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]3 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]472,155 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]35,4 %  
Arborização de vias públicas [2010]78,1 %  
Urbanização de vias públicas [2010]37,2 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Internações por diarreia: [número de internações por diarreia/população residente] x 1000

  6. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  7. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  8. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  11. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  16. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  17. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  18. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  19. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  21. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  22. Internações por diarreia: Ministério da Saúde, DATASUS - Departamento de Informática do SUS, IBGE, Estimativas de população residente

  23. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  24. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  25. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  26. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  27. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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