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São José da Boa Vista - Paraná



São José da Boa Vista faz parte do estado do Paraná.

De origem religiosa e geográfica, em referência ao santo padroeiro, e a topografia em que está assentada a sede municipal, de onde se têm uma "bela vista". Etimologicamente, o termo "José", vem do hebraico "Yosef"…que Deus multiplique, e no latim ficou "Joseph". São José era carpinteiro em Nazaré e desempenhou papel de pai de Jesus. É padroeiro de todos os que trabalham a madeira.

A povoação do atual município de São José da Boa Vista marcou os primórdios da colonização do norte paranaense.

História da cidade de SãO JOSé DA BOA VISTA

Etimologia. São Origina-se do latim "sanctus", designando homem canonizado, sagrado, inviolável, virtuoso, digno de veneração e que vive conforme os preceitos da lei divina, segundo a tradição judaico-cristã.

José Nome pessoal masculino. Vem do hebraico "Yosef", pelo latim "Joseph"... que Deus multiplique, o que agrega.

da Contração da preposição "de" (posse), com o artigo feminino "a".

Boa Do latim "bona"... que tem qualidades adequadas, benigno.

Vista Vem do latim "visus"... faculdade de ver, neste caso designando panorama, paisagem.

A historia contada pelos mais velhos é a de que por volta de 1848 o mineiro Domiciano Correa Machado e sua esposa Ana Cândida de Farias Machado, filhos e alguns escravos partiram da cidade de São Caetano da Vargem Grande, no estado de Minas Gerais. Tinham como destino a 5ª comarca de São Paulo, pois ainda em Minas já haviam feito a compra de uma porção de terra, nesta região, do posseiro Manoel Lopes. O grupo parou primeiro na Aldeia de São João (Itaporanga, SP) à esquerda do Rio Verde e à direita do Rio Itararé, onde assinalou sua posse de terra, à margem esquerda do Rio Itararé. Para demarcar a terra comprada, ainda em Minas, usou canoas com a ajuda de seus filhos, escravos e os nativos (índios guaranis). Desta forma subiu o Rio Itararé, com muita ansiedade, posto que estava mudando-se para uma nova região, desconhecida para ele e seus acompanhantes, com certeza de que ali passaria seus dias até a morte. Foi subindo o Itararé que encontrou a sua terra, entre as barras dos Rios Pescaria e Jaguariaíva. Devoto de São José, Domiciano doou uma área de terra na confluência do Rio Pescaria com o Itararé para a construção de uma vila denominada " São José do Cistianismo ". Localidade esta, que tornou-se foco de migração dos conterrâneos de Domiciano Correia. Devido ter ido ele diversas vezes a Minas fazendo propaganda da fertilidade do solo e da abundância de peixe e caça, a fim de trazer novos moradores. Quando foi criada a Provincia do Paraná, em 19/12/1853, São José do Cristianismo já apresentava o aspecto de uma pequena vila, que prosperava e crescia em todos os setores, portanto, em 20/04/1870 pela Lei Provincial nº 245 foi criado o Distrito judiciário de São José do Cristianismo. Segundo o primeiro recenseamento geral do império, realizado em 1872, existiam 3.572 habitantes, sendo 1927 do sexo masculino e 1645 do sexo femino; 3297 livres e 275 escravos e 585 fogos (domicilios). Mas, quando o povoado mais parecia prosperar, o senhor Manoel Bernardino da Silva, grande fazendeiro da região, fez a doação de uma área de terra localizada à margem do Rio Pescaria, duas léguas mais ou menos acima do povoado de São José do Cristianismo, para ali formar uma nova vila que denominou São José da Boa Vista. São José do Cristianismo estava contaminada por malária, doença que amedrontou e matou muitos moradores. São José da Boa Vista, começou a prosperar rapidamente devido ao melhor clima, e os esforços de Manoel Bernardino, João Malaquias da Silva e seus companheiros, todos proprietários de terras. A grande prosperidade de São José da Boa Vista começa a ofuscar o progresso de São José do Cristianismo, cujos moradores foram se transferindo gradativamente para a nova localidade, até que em 29/03/1875, pela lei provincial nº 421, a séde do distrito judiciário foi transferida para Boa Vista. A lei provincial nº 448, de 24/03/1876 elevou o distrito Judiciário à categoria de município e pela lei provincial nº 585 de 16/04/1880 foi elevada à categoria de Comarca, a qual foi suprimida pela lei nº 717 de 09/12/1882, para ser restabelecida pela lei 968 de 02/11/1889. São José se tornou cidade segundo a lei estadual nº 246 de 14/12/1897; Este município prospera, mas, devido ao desbravamento do norte pioneiro acaba perdendo sua força e entra em declínio. No ano de 1915, Joaquim Miranda, que se dedicava à agricultura fixou residência a 21 quilometros da séde de São José da Boa Vista, porém dentro do território da comarca de Tomazina. Joaquim Miranda como consta, seria o primeiro morador da povoação de Wenceslau Braz. Cidade esta que se desenvolve rapidamente enquanto São José da Boa Vista começava a declinar. Em virtude do rápido desenvolvimento, Wenceslau Braz é desmembrado da comarca de Tomazina em 16/03/1934 e anexado à comarca de São José da Boa Vista. Porém, em 17/10/1935 pela lei estadual nº 21, a séde da comarca foi transferida de São José da Boa Vista para Wenceslau Braz. Pela Lei Estadual nº 4.245 de 25/07/1960, São José da Boa Vista foi desmembrado do Município de Wenceslau Braz e elevado à categoria de Município.

Fonte: Prefeitura Municipal de São José da Boa Vista; IBGE;

Autor do Histórico: SIMãO PEDRO DE BRITO

Código do Município

4125407

Gentílico

boa-vistense

Prefeito

PEDRO SERGIO KRONEIS

População
População estimada [2018]6.254 pessoas  
População no último censo [2010]6.511 pessoas  
Densidade demográfica [2010]16,29 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]1,5 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]985 pessoas  
População ocupada [2016]15,1 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]36,8 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]99,2 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]-  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]4,9  
Matrículas no ensino fundamental [2017]658 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]213 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]62 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]22 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]6 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]1 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]23.390,59 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]92 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0,671  
Total de receitas realizadas [2017]23.499,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]21.752,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]30,77 óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]2,1 internações por mil habitantes  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]6 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]399,667 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]46,5 %  
Arborização de vias públicas [2010]64,2 %  
Urbanização de vias públicas [2010]17,6 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Internações por diarreia: [número de internações por diarreia/população residente] x 1000

  6. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  7. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  8. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  11. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  16. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  17. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  18. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  19. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  21. Internações por diarreia: Ministério da Saúde, DATASUS - Departamento de Informática do SUS, IBGE, Estimativas de população residente

  22. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  23. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  24. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  25. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  26. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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São José da Boa Vista: Imagens da cidade e Região

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Comentários (1)

  1. David  de souza's avatarDavid de souza

    Nasci nessa cidade,vivi toda infância e adolescência,estudei na escola Maria Isabel Guimarães,no ginásio newtom Sampaio,enfim tenho muitas lembranças da cidadezinha,saudades da época também,tenho parentes que ainda residem lá,sempre vou visitar.

    #1 – 12/10/2016 - 22:59

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