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Santo Antônio da Platina - Paraná



Santo Antônio da Platina faz parte do estado do Paraná.

A colonização do norte pioneiro, na metade do século XIX, foi feita, primeiramente, pelos mineiros provenientes do sul de Minas Gerais, das cabeceiras do Rio Sapucaí. Os mineiros do norte pioneiro só faziam posse se a terra possuísse água; procuravam, principalmente, a cabeceira de um riacho. O dono da cabeceira é dono da água e do terreno que a acompanha até o fim, quando o riacho desaguava num rio maior.

SANTO ANTôNIO DA PLATINA PARANá Monografia - nº 289 Ano: 1965

ASPECTOS HistóricoS

Em fins do Século XVIII, grupos de emigrantes procedentes do Estado de Minas Gerais, que haviam iniciado o povoamento da região paulista da Alta Sorocabana, formaram as primeiras levas de desbravadores e colonizadores de grande parte da imensa zona geoeconômica do Norte do Paraná. Um desses grupos fixou-se às margens do ribeirão Boi Pintado onde, em local circundado pelo ribeiro Aldeia - assim chamado pela existência de um aldeamento de índios guaranis em suas margens -, formou o primeiro núcleo. Perto desse curso de água levantava-se uma colina, mais tarde denominada morro do Bim, em cujas fraldas foi edificada a cidade. As adversidades encontradas pelos pioneiros foram muitas, sendo a conquista deste espaço escrita a suor, lágrima e sangue. Hoje, os platinenses orgulham-se de seu passado de lutas e louvam seus pioneiros.

Foram, pois, mineiros os fundadores do atual Município de Santo Antônio da Platina onde, inicialmente, dedicaram-se à agricultura e à criação de suínos. As primeiras famílias chegaram por volta de 1880, vindas em comitiva, para tomar posse de terras conseguidas junto ao governo ou adquiridas de terceiros. A história regional mostra-nos que antes da efetiva ocupação da localidade, alguns fatos movimentaram a região e nome como Antônio Pinto da Fonseca (o fundador do povoado) tornaram familiares aos ouvidos dos desbravadores. Em 6 de abril de 1900, através da Lei nº 358, o Estado do Paraná concedeu área de 250 hectares de terra, para servidão pública dos habitantes da povoação. No ano seguinte, a Lei nº 1, de 05 de janeiro, do município de Nova Alcantara(atual Jacarezinho) criou o Distrito de Paz no patrimônio de Santo Antônio da Platina.

A autonomia municipal ocorreu em 31 de março de 1914, pela Lei Estadual nº 1424, sancionada pelo Presidente do Estado do Paraná, Carlos Cavalcanti de Albuquerque, criando o município de Santo Antônio da Platina, com território desmembrado do município de Jacarezinho, cuja a instalação se deu em 20 de agosto do mesmo ano, ocasião em que foram empossados: o 1º Prefeito Municipal, Ten. Cel.Evergistro Alves Capucho, e a primeira Câmara Municipal, composta pelos camaristas: Rodolfo Eugênio Ferreira, Américo Olympio do Prado, Antônio Lopes Galvão Francisco da Silva Machado, Joaquim Gonçalves da Silva e Josino Monteiro Pimentel.

O seu patrimônio, formado por 88 hectares, 97 ares e 17 centiares, foi, a requerimento da Câmara Municipal, adquirido do Estado do Paraná com a carta de domínio pleno, expedida pela Secretaria de Estado dos Negócios da Fazenda, Agricultura e Obras Públicas, registrada à folha 22 do livro n.° 1, de data de 17 de março de 1920, e transcrita no Registro de Imóveis da comarca, sob o n.° 8.395, a 3 de novembro de 1945. Em l923, pela Lei Estadual nº2193, de 23 de março, criou-se o Termo de Santo Antônio da Platina, possibilitando a instalação do Juizo Municipal em 30/10/1926.

Com a elevação da sede municipal à categoria de cidade pela Lei Estadual nº2657, de 12 de abril de 1929, sancionada pelo Presidente do Estado do Paraná, Afonso Alves de Camargo, também foi criado a comarca, instalada em 24 de maio do mesmo ano e tiveram início as primeiras obras públicas, tendo o Governo federal criado, naquela ocasião, o Posto de Proteção aos índios Caicangs. Esses índios vinham dificultando a penetração de novos habitantes no Município, na zona dos terrenos marginais do rio Laranjinha no atual Município de Abatiá, que, com a denominação de distrito de Lajeado, integrava o território de Santo Antônio da Platina. O nome do povoado de Santo Antônio encontra-se nos mapas desde 1896.

Acredita-se que a sua denominação teve origem nas pesquisas de geólogos que atestavam a existência de jazidas de platina na localidade e no nome de seu padroeiro; outros, que dizem que o nome foi dado por uma autoridade de Jacarezinho e se constitui numa analogia aos povoados da Prata, Ouro Grande e Ourinho; há os que acreditam que o povoado devoto de Santo Antônio, vendo a água que corria da serra da Pedra Branca e brilhavam muito quando batia o sol, deu ao povoado o nome de Santo Antônio da Platina.

Formação Administrativo-judiciária

A Lei 358,de 06/04/1900, concedia área DE 250 hectare para a formação do Povoado de Santo Antônio da Platina.

O Distrito de Paz de Santo Antônio da Platina foi criado por Lei municipal nº1, de 5 de janeiro de 1901, sendo instalado a 14 do mesmo mês e ano, integrando o território do Município de Jacarèzinho. Teve o predicamento de vila e sua autonomia administrativa pela Lei estadual n.° 1.424, de 31 de março de 1914, com território desmembrado daquele Município. A instalação verificou-se a 20 de agosto daquele ano.

A sede municipal foi elevada à categoria de cidade pela Lei estadual n.° 2.657, de 12 de abril de 1929.

Desde então ocorreram diversas reformulações administrativas e desmembramentos de seu território. Presentemente é formado pelos distritos de Santo Antônio da Platina, Conselheiro Zacarias e Monte Real, este criado pela Lei municipal n.° 790 de 11 de novembro de 1955.

A comarca de Santo Antônio da Platina data de 24 de maio de 1929.

Fonte: IBGE

Código do Município

4124103

Gentílico

platinense

Prefeito

JOSE DA SILVA COELHO NETO

População
População estimada [2018]45.728 pessoas  
População no último censo [2010]42.707 pessoas  
Densidade demográfica [2010]59,19 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]1,8 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]11.462 pessoas  
População ocupada [2016]25,2 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]29,1 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]96,2 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]6  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]4,3  
Matrículas no ensino fundamental [2017]5.821 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]1.654 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]404 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]156 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]29 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]10 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]22.114,69 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]75,4 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0,718  
Total de receitas realizadas [2017]108.216,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]92.119,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]10,22 óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]5,5 internações por mil habitantes  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]19 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]721,472 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]80,4 %  
Arborização de vias públicas [2010]66,8 %  
Urbanização de vias públicas [2010]25 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Internações por diarreia: [número de internações por diarreia/população residente] x 1000

  6. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  7. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  8. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  11. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  16. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  17. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  18. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  19. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  21. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  22. Internações por diarreia: Ministério da Saúde, DATASUS - Departamento de Informática do SUS, IBGE, Estimativas de população residente

  23. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  24. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  25. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  26. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  27. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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