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Pato Branco - Paraná



Pato Branco é uma cidade localizada no sudoeste do Paraná. Com população de 73.148 habitantes e índice de desenvolvimento humano (IDH) de 0,849, coloca-se como a 34ª melhor cidade em qualidade de vida do Brasil. A cidade se destaca na microrregião como um centro de serviços com ênfase nos setores da saúde e da educação. A partir de 1996, Pato Branco buscou variar sua economia através de incentivos fiscais a empresas dos setores de informática e eletro-eletrônico, o que resultou na criação de um pequeno centro tecnológico industrial. A agricultura também representa uma importante fatia na economia do município. A existência de uma instituição federal de ensino superior, a UTFPR - Universidade Tecnológica Federal do Paraná (antigo CEFET - Centro Federal de Educação Tecnológica) enfatiza o caráter de "centro provedor de serviços" regional de Pato Branco.

Em 1918 o Governo do Paraná criou a Colônia Bom Retiro, para acolher os insatisfeitos quanto a decisão sobre a Guerra do Contestado. Tratava-se de pessoas que, entre outros motivos, não aceitavam morar nas terras Contestadas que passaram a ser de Santa Catarina. Na Colônia de Bom Retiro inicialmente se destacaram duas Vilas: Bom Retiro e Vila Nova. Esta última junto às margens do Rio Ligeiro e a outra nas margens do Rio Pato Branco. Vendo a prosperidade da nova região muitos moradores de Palmas e Clevelândia mudaram-se para as vilas, contribuindo ainda mais para o desenvolvimento local.

Na década de 30, sabendo do crescimento da região Sudoeste do Paraná, o Governo Federal criou uma linha telegráfica de Ponta Grossa até Barracão, passando por Guarapuava e Clevelândia. Entre Clevelândia e Barracão foram criados dois postos de telégrafo, sendo um deles em Bom Retiro, conhecido como Posto do Rio Pato Branco, utilizado também pelos moradores de Vila Nova. O ramal trouxe consigo a expressão “Pato Branco”, ou seja: o telégrafo de Vila Nova continuou sendo identificado como posto do Rio Pato Branco. Os operadores jamais se correspondiam com outras localidades utilizando os nomes de Vila Nova ou Bom Retiro. Logo as demais cidades do estado conheciam a região como Pato Branco, promovendo assim a mudança de nome do distrito.

História da cidade de PATO BRANCO PARANá Monografia - nº 106 Ano: 1967

As primeiras penetrações no território do atual Município de Pato Branco datam de 1839, quando ali chegou o bandeirante curitibano Pedro de Siqueira Côrtes, chefiando uma expedição ao sul da 5ª Comarca da Capitania de São Paulo, e descobriu os Campos de Palmas. Os primeiros moradores de Pato Branco vieram do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, em 1919.

Em 1924 já estava formada uma povoação com o nome de Vila Nova de Clevelândia. Novas levas de agricultores e colonos continuaram a chegar ao povoado contribuindo para o aumento. A localidade foi elevada à categoria de distrito judiciário, em 1927, com o nome Bom Retiro.

Em 1928 iniciaram-se os trabalhos de medição e demarcação dos primeiros lotes destinados aos agricultores e colonos que continuavam afluindo, atraídos pela fertilidade das terras e facilidade de aquisição. A partir de 1935 foram-se estabelecendo os primeiros profissionais liberais. A localidade continuava progredindo até que, em 1947, foi elevada a distrito e, em 1951, à categoria de Município.

A denominação atual, de Pato Branco, deve-se ao rio de igual nome que banha o Município. Na primeira década do século passado (1900/10), na fazenda denominada São Francisco de Sales, hoje parte dos municípios de Mariópolis e Clevelândia, estabeleceram-se no sudoeste do Paraná as primeiras famílias vindas do Rio Grande do Sul. Uma dessas famílias, tinha um cidadão conhecido como João Arruda, um dos primeiros desbravadores da região. As primeiras roças foram feitas às margens do rio Chopim por João Arruda, que denominou um de seus afluentes como rio do Pato Branco, por ter abatido um pato selvagem de cor branca nas margens desse rio. Com o passar do tempo passou ficou conhecido como rio Pato Branco. Mais tarde, quando o governo do Paraná criou a Colônia Bom Retiro com o fim da guerra do Contestado, em terras hoje do municío de Pato Branco, surgiu uma pequena vila original e um novo aglomerado surgiu e logo ficou conhecido como Vila Nova. Na década de 1930 o governo federal, considerando o desenvolvimento da região sudoeste, criou uma linha telegráfica Ponta Grossa-Barracão, passando por Guarapuava e Clevelândia. O posto telegráfico de Clevelândia foi instalado às margens do rio Pato Branco/rio Chopim. A gente da colônia achava muito longe ir até aquele posto telegráfico e decidiu lutar para trazê-lo para Bom Retivo/Vila Nova, o que conseguiu em 1938. Mas o ramal telegráfico do (rio) Pato Branco, nunca Bom Retiro/Vila Nova. A partir de 1938, os cartórios foram aos poucos registrando em seus documentos o nome Pato Branco, deixando de lado Bom Retivo/Vila Nova. Enão quando pela lei nº 790, de 14 de novembro de 1951, o governo do Paraná criou o município, e registrou como Pato Branco, como vinha sendo conhecida a Colônia Bom Retiro/Vila Nova.

Formação Administrativa

O distrito foi criado pela Lei n.° 2, de 10 de outubro de 1947. Pela Lei estadual n.° 790, de 30 de outubro de 1951, foi elevado à categoria de Município, com território desmembrado do de Clevelândia. A instalação deu-se em 14 de dezembro de 1952.

Ficou constituído dos distritos judiciários de Coxilha Rica, Dois Vizinhos, Verê, Vargem Bonita e Bom Sucesso, sendo este último administrativo. Em 1960 perdeu os distritos de Vargem Bonita, Dois Vizinhos e Verê, para formarem novos municípios. Pela Lei municipal n.° 27, de 30 de dezembro de 1961, sofreu reformulação administrativa com a criação do distrito de Itapejera, 0 qual, em 1964, juntamente com 0 de Coxilha Rica, foi desmembrado para constituir o Município de Itapejara d′Oeste. Atualmente conta com os distritos de Pato Branco (sede) e Bom Sucesso.

A comarca foi criada por Lei estadual n.° 1.542, de 14 de dezembro de 1953, e instalada a 24 de abril do ano seguinte. Atualmente é comarca de 3.ª entrância.

Fonte: IBGE

Código do Município

4118501

Gentílico

pato-branquense

Prefeito

AUGUSTINHO ZUCCHI

População
População estimada [2018]81.893 pessoas  
População no último censo [2010]72.370 pessoas  
Densidade demográfica [2010]134,25 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]2,4 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]31.830 pessoas  
População ocupada [2016]39,9 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]26,8 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]98,7 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]7,1  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]4,8  
Matrículas no ensino fundamental [2017]10.127 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]3.634 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]655 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]330 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]50 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]17 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]41.713,58 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]75,8 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0,782  
Total de receitas realizadas [2017]297.932,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]267.764,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]13,88 óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]1,1 internações por mil habitantes  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]33 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]539,087 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]91,4 %  
Arborização de vias públicas [2010]93,2 %  
Urbanização de vias públicas [2010]40,9 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Internações por diarreia: [número de internações por diarreia/população residente] x 1000

  6. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  7. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  8. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  11. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  16. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  17. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  18. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  19. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  21. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  22. Internações por diarreia: Ministério da Saúde, DATASUS - Departamento de Informática do SUS, IBGE, Estimativas de população residente

  23. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  24. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  25. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  26. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  27. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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