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Castro - Paraná



Castro faz parte do estado do Paraná. Às margens do Rio Iapó, a cidade tem um excelente potencial turístico devido ao relevo privilegiado (Canyon Guartelá e às belezas próprias da região dos Campos Gerais).

Castro é a terceira cidade mais antiga do estado do Paraná. A fundação do município de Castro ocorreu em 1778. Castro foi caminho obrigatório para os tropeiros que iam de Viamão até Sorocaba, tendo forte origem no tropeirismo. Possui o primeiro Museu do Tropeiro do Brasil, fundado na gestão do prefeito Dr. Lauro Lopes.

Homenagem a Martinho de Melo e Castro, Ministro dos Negócios Ultramarinos de Portugal, nos anos de 1785 e 1790. Etimologicamente Castro origina-se do latim "Castru" que significa fortaleza.

História da cidade de Castro Paraná - PR

Até o século XVIII toda a região que abriga hoje os Campos Gerais era habitada por índios tupis e gês.Por causa da abundância das pastagens, a região e, em especial o território em que se localiza a cidade de Castro tornou-se caminho dos tropeiros que iam do Sul (Rio Grande do Sul) para São Paulo(Sorocaba) com suas tropas.

Através do regime de sesmarias, a Coroa Portuguesa queria colonizar várias extensões de terras e por isso doava lotes a famílias que pretendessem se fixar nelas. O primeiro pedido de região foi feito pelo capitão-mor Pedro Taques de Almeida e sua família em 19 de março de 1704. Nessas terras iniciou-se a construção de uma capelinha, hoje a Igreja Matriz Nossa Senhora Sant′Ana.

"Pouso de Iapó" - primitiva denominação da localidade - prosperou com a notícia de que suas terras possuíam excelentes qualidades para a lavoura e criação de gado.

O Tenente-Coronel Afonso Botelho de São Payo e Souza, ajudante-de-ordens e comandante das forças da Ouvidoria de Paranaguá, tratou de erigir a freguesia de Sant′Ana do Iapó. Através do Acto de 20/01/1789, promoveu-se a elevação da freguesia à categoria de vila, instalada em 02/02/1789, com a denominação de Vila Nova de Castro, em homenagem à personalidade do dignitário português Martinho de Melo e Castro, Ministro dos Negócios Ultramarinos de Portugal, nos anos de 1785 e 1790; homenagem essa de iniciativa de Manoel Gonçalves Guimarães, ex-prisioneiro em Portugal, libertado de ordem do homenageado.

Em 1854, os deputados provinciais procuraram elevar a Vila Nova de Castro à categoria de cidade, porém, como não conseguissem, propuseram a criação da comarca de Castro, concretizada pela Lei Provincial nº 2, de 02 de julho daquele ano. A instalação da comarca deu-se no dia 21 de dezembro do mesmo ano.

Três anos mais tarde, o projeto de elevação da Vila Nova de Castro à categoria de cidade foi aprovado pela Lei nº 14 de 21 de janeiro de 1857, quando a vila recebeu foros de cidade, com a simples denominação de Castro.

Face ao período revolucionário de 1893 a 1894, a cidade de Castro foi alçada à capital interina do Paraná, permanecendo como tal por três meses (de 18/01 a 18/04/1894), período em que Curitiba esteve em poder dos revolucionários.

Aos habitantes do município dá-se o nome de castrenses.

Gentílico: castrense

Formação Administrativa

Freguesia criada com a denominação de Santana do Iapó, em 1774, na antiga vila de Curitiba.

Elevado à categoria de vila com a denominação de Vila Nova de Castro, em 1778, desmembrado de Curitiba. Sede na povoação de Iapó. Constituído do distrito sede. Instalado em 24-01-1779.

Elevado à categoria de cidade e tomou a denominação de Castro, pela lei provincial n.º 14, de 21-01-1857.

Pelo decreto estadual n.º 24, de 18-01-1894, o município já denominado Castro foi sede provisória do governo estadual (capital do estado do Paraná).

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído do distrito sede.

Em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937, figurando o distrito de Socavão.

Pelo decreto-lei estadual n.º 7573, de 20-10-1938, é criado o distrito de Morros e anexado ao município de Castro.

No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 3 distritos: Castro, Morros e Socavão.

Pelo decreto-lei n.º 199, de 30-12-1943, o distrito de Morro passou a denominar-se Abapã.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município é constituído de 3 distritos: Castro, Abapã (ex-Morros) e Socavão.

Pela lei estadual n.º 5436, de 24-12-1966, é criado o distrito de Carambeí e anexado ao município de Castro.

Em divisão territorial datada de 1-I-1979, o município é constituído de 4 distritos: Castro, Abapã, Carambeí e Socavão.

Pela lei estadual n.º 11225, de 13-12-1995, desmembra do município de Castro o distrito de Carambeí. Elevado à categoria de município.

Em divisão territorial datada de 15-VII-1999, o município é constituído de 3 distritos: Castro, Abapã e Socavão.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 14-V-2001.

Alteração Toponímica Municipal:

Vila Nova de Castro para Castro alterada, pela lei provincial n.º 14, de 21-01-1857.

Fonte: IBGE

Código do Município

4104907

Gentílico

castrense

Prefeito

MOACYR ELIAS FADEL JUNIOR

População
População estimada [2018]71.151 pessoas  
População no último censo [2010]67.084 pessoas  
Densidade demográfica [2010]26,50 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]2,4 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]16.450 pessoas  
População ocupada [2016]23,1 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]36,2 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]97,2 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]6.1  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]4.6  
Matrículas no ensino fundamental [2017]10.916 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]3.463 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]657 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]272 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]49 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]16 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]35.232,68 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]81,6 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0.703  
Total de receitas realizadas [2017]214.539,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]176.703,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]23,77 óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]0,3 internações por mil habitantes  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]62 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]2.531,503 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]63,8 %  
Arborização de vias públicas [2010]32,6 %  
Urbanização de vias públicas [2010]38,2 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Internações por diarreia: [número de internações por diarreia/população residente] x 1000

  6. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  7. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  8. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  11. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  16. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  17. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  18. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  19. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  21. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  22. Internações por diarreia: Ministério da Saúde, DATASUS - Departamento de Informática do SUS, IBGE, Estimativas de população residente

  23. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  24. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  25. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  26. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  27. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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