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Paracatu - Minas Gerais



Paracatu faz parte do estado de Minas Gerais.

Antes da chegada dos portugueses ao continente americano, a porção central do Brasil era ocupada por indígenas do tronco linguístico macro-jê, como os acroás, os xacriabás, os xavantes, os caiapós, os javaés, etc.

Paracatu, desde 1586, já era conhecida por europeus pela primeira bandeira percorrida pela cidade: a bandeira de Domingos Luis Grau. Posteriormente, sucessivas outras bandeiras passaram pela região, como as de Antônio Macedo (1590), Domingos Rodrigues (1596), Domingos Fernandes (1599) e Nicolau Barreto (1602-1604). Entretanto o povoado surgiu efetivamente com a chegada das bandeiras de Felisberto Caldera Brant e de José Rodrigues Fróis com a descoberta das abundantes jazidas de ouro e prata apesar de um certo tipo de povoamento, com o ciclo do couro, ter se iniciado anteriormente. Assim surgiu o Arraial de São Luiz e Sant′Ana das Minas do Paracatu.

História da cidade de O município de Paracatu está localizado na região Noroeste do Estado de Minas GErais. Os limites municipais são:

- ao Norte: Unai-MG

- ao Sul: Vazante-MG e Guarda-Mor-MG

- ao Leste: João Pinheiro-MG e Lagoa Grande-MG

- ao Oeste: Cristalina-GO

Está distante a apenas 220 km de Brasília, a Capital Federal , e a 500 km de Belo Horizonte.

O muncípio possui muitos rios, ribeirões e córregos. O nome de Paracatu é originário do tupi-guarani e significa "Rio Bom". O rio Paracatu é o mais importante do município e também o mais caudaloso afluente do rio São Francisco.

Não existe consenso entre os historiadores sobre a data efetiva em que foi descoberta e povoada a região de Paracatu. De qualquer forma, admite-se que o território paracatuense já era conhecido desde o final do século XVI pelos brancos, que vinham da Vila de São Paulo com objetivos de conquista, não de povoamento. Assim, sabe-se que chegaram na área as Bandeiras de Domingos Luiz Grou (1586-1587), Antônio Macedo (1590), Domingos Rodrigues (1596), Domingo Fernandes (1599) e Nicolau Barreto (1602-1604). Somente através do testamento de Martins Rodrigues, membro desta última bandeira, é que se encontra o primeiro registro que faz referência ao nome que mais tarde foi atribuído ao município "neste sertão e Rio de Paracatu, eu, Martim Francisco, determinei fazer cédula de testamento, estando são e de saúde em todo o meu siso e juízo perfeito".

Depois das mencionadas bandeiras, a primeira expedição que teria alcançado os sertões de Paracatu seria a de Lourenço Castanho Taques, o Velho, em 1670. Por sua vez, documentos existentes na Matriz de Paracatu mostram que, em 1734, já haviam casas adificadas entre o Córrego Rico e o Córrego Pobre. Maioria dos historiadores opina que foi o bandeirante Felisberto Caldira Brant e seus irmãos Joaquim Conrado de Sebastião e José Rodrigues Frois que revelaram oficialmente as descobertas das minas ao Governador Gomes Freire de Andrada, em 24 de junho de 1744.

Assim, no meio do século XVII nascia o Arraial de São Luiz e Sant′ Anna das Minas de Paracatu, sob o ciclo do ouro, em consonância com a dinâmica que o sistema exigia. Durante algum tempo o ouro foi abundante e floresceu, generosamente, nos depósitos aluviais, sustentando os sonhos e as esperanças dos milhares de mineradores seduzidos pelas promessas de riqueza e opulência que a descoberta do ouro trazia. Aos poucos, no entanto, evidencia-se o declínio produtivo do ouro aluvial. Ocorreu, então, o inevitável confronto entre a jazida primária, no topo da montanha, e o minerador descapitalizado e sem técnica e os equipamentos que a nova fase exigia. Os escravos, em cujos ombros a atividade econômica colonial encontrou suporte, encareciam, sobremaneira, a atividade mineradora.

Já bastante desenvolvido, o Arraial elevou-se a Vila de Paracatu do Príncipe, por alvará de D. Maria, rainha de Portugal em 20 de outubro de 1798. Com o século XIX, Paracatu inicia sua vida política estruturalmente organizada.

A Câmara Municipal, instalada em 1799, dinamiza o antigo Arraial de São Luiz e Sant Anna das Minas de Paracatu, calçando ruas, construindo pontes, chafarizes, etc. Nas últimas décadas do século XIX, a efervescência cultural fez com que o município possuísse duas bandas de música, um teatro, diversos jornais, como o Luzeiro (o primeiro jornal paracatuense) e o Paracatu (fundado em 1896), entre outros. Na segunda metade do século XX, a mudança da capital do país - do litoral para o interior brasileiro - alteraria a vida pacata da terra de Afonso Arinos , "A capital do país não veio para a Comarca de Paracatu, como sugeriu o Patriarca José Bonifácio de Andrade e Silva. Todavia, em suas imediações, ela veio trazer os beneficios que se esperava. Até então, Paracatu era uma espécie de "oásis dentro do sertão mineiro". Uma testemunha silenciosa de séculos áureos dentro da extensa campina. Paracatu foi criada sozinha num canto do sertão."

A partir de meados da década de 70, a atividade agropecuária e mineral, associada as mais modernas tecnologias mundiais, reinscrevem o nome de Paracatu no cenário nacional. A exploração mineral tecnificada e a agropecuária em fases empresariais são hoje eixos econômicos sólidos que colocam Paracatu como grande produtor de ouro, zinco, grãos, leite e derivados.

Fonte: Prefeitura Municipal de Paracatu - Minas Gerais Departamento de Comunicação Social - Secretaria de Indústria, Comércio e Turismo

Autor do Histórico: EDSON MENDES NASCIMENTO

Código do Município

3147006

Gentílico

paracatuense

Prefeito

OLAVO REMIGIO CONDE

População
População estimada [2018]92.430 pessoas  
População no último censo [2010]84.718 pessoas  
Densidade demográfica [2010]10,29 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]2,7 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]21.724 pessoas  
População ocupada [2016]23,7 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]35,8 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]97,1 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]6,1  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]4,6  
Matrículas no ensino fundamental [2017]12.258 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]4.047 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]719 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]293 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]41 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]13 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]35.093,70 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]76 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0,744  
Total de receitas realizadas [2017]299.790,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]248.642,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]9,77 óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]0,2 internações por mil habitantes  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]34 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]8.229,595 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]79,3 %  
Arborização de vias públicas [2010]20 %  
Urbanização de vias públicas [2010]28,3 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Internações por diarreia: [número de internações por diarreia/população residente] x 1000

  6. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  7. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  8. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  11. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  16. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  17. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  18. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  19. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  21. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  22. Internações por diarreia: Ministério da Saúde, DATASUS - Departamento de Informática do SUS, IBGE, Estimativas de população residente

  23. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  24. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  25. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  26. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  27. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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