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Inconfidentes - Minas Gerais



Inconfidentes (antiga Moji-Acima) faz parte do estado de Minas Gerais. Sua população recenseada em 2010 era de 6.904 habitantes.

No Sul de Minas, a sede 441km distante de Belo Horizonte, o município se assenta numa área de 145 quilômetros quadrados. O Rio Moji-Guaçu é o principal curso d′água, e a vida econômica tem por base a agropecuária, destacando-se a produção de alho, leite, café e feijão, mas desenvolve também atividades industriais de extração de felspato, quartzos, caulim e areia para vidros. Tudo surgiu quando, em 1909, o Governo do Estado doou à União 810 hectares de terras, para criação de uma colônia agrícola para estrangeiros. Os bandeirantes, estabelecidos às margens do rio Moji-Guaçu, atraídos pelo ouro das Gerais, foram os primeiros habitantes da região onde se situa Inconfidentes. Foi a agricultura, entretanto, e não mais a mineração, a atividade que obteve os melhores resultados. O cultivo do solo constituiu a base econômica do povoado de Mogi-Acima, antiga denominação de Inconfidentes. As terras destinadas à atividade agrícola, desapropriadas pelo governo do Estado, foram doadas ao governo federal, para instalar naquele local uma colônia agrícola - Núcleo Colonial de Ouro Fino - onde colonos estrangeiros viriam a ser a grande maioria. O nome atual foi dado na primeira década do século XX, em homenagem aos heróis da Inconfidência Mineira, com destaque para Alvarenga Peixoto, antigo proprietário de uma fazenda na região. Nesta mesma época, iniciou-se a construção da primeira capela do núcleo. O distrito de Inconfidentes foi criado em 1953 e o município emancipa-se em 1962, desmembrando-se de Ouro Fino. O potencial natural de Inconfidentes é constituído, principalmente, pelas nascentes que drenam o rio Moji-Guaçu.

Foi a agricultura, entretanto, e não mais a mineração, a atividade que obteve os melhores resultados. O cultivo do solo constituiu a base econômica do povoado de Mogi-Acima, antiga denominação de Inconfidentes. As terras destinadas à atividade agrícola, desapropriadas pelo governo do Estado, foram doadas ao governo federal, para instalar naquele local uma colônia agrícola - Núcleo Colonial de Ouro Fino - onde colonos estrangeiros viriam a ser a grande maioria.

Inconfidentes

Originou-se com a vinda dos bandeirantes em busca de ouro nesta região. Eles foram os primeiros habitantes de Inconfidentes. Instalaram-se às margens do Rio Mogi Guaçú, que então pertencia ao Município de Ouro Fino. Como a atividade mineradora não surtiu o efeito esperado, o povoado de Mogi Acima, primeiro nome do lugar, passou a dedicar-se a agricultura.

Foi então que o ourofinense Júlio Bueno Brandão, que no exercício da Presidência do Estado de Minas Gerais, de outubro de 1908 a abril de 1909, tomou todas as providências para a aquisição pelo Governo Estadual de terreno necessário à criação de uma Colônia Agrícola de Estrangeiros, no sul de Minas Gerais. Logo em seguida foi doado ao Governo Federal, que através do Ministério da Agricultura, iniciou a instalação da colônia em 22 de maio de 1910, sob a direção do engenheiro Dr. Carlos Pereira da Silva.

Essas terras, num total de 810 hectares, pertenciam a Joaquim Policarpo Alves da Cunha, Antonio Vieira Teles, José Luiz de Souza, Lourenço Otaviano da Costa, Francisco da Costa, João Oliveira Simões, Antônio da Silva Rodrigues e outros. Ministério da Agricultura, através do Serviço do Povoamento, dividiu essas terras em 205 lotes, que foram distribuídos pelos colonos, que eram: italianos, espanhóis, portugueses, russos, estonianos, franceses, suíços e outras nacionalidades.

A Colônia Agrícola tomou o nome de Núcleo Colonial Inconfidentes, por determinação do Ministro da Agricultura, Rodolfo Nogueira da Rocha Miranda, numa homenagem a Minas Gerais, em uma alusão aos heróis da Inconfidência Mineira, como Tiradentes e Alvarenga Peixoto, este último foi proprietário de uma fazenda no Município de Ouro Fino, na época em que o território pertencia a Campanha.

O Núcleo Colonial Inconfidentes era dirigido pelo Dr. Antônio de Arantes Bueno e por Teófilo Tavares Paes. A partir de 1918, passou a ser dirigido por um zelador, cargo que foi ocupado sucessivamente por Teófilo Tavares Paes, José Toledo e José Junqueira Júnior.

A função agrícola do núcleo foi reforçada com a transferência, em 1920 do Patronato Agrícola Visconde de Mauá, do Rio de Janeiro para Inconfidentes, estabelecimento, que através dos tempos se transformou em: Aprendizado, Escola de Iniciação Agrícola, Escola Agrícola, Ginásio Agrícola, e atualmente Escola Agrotécnica Federal de Inconfidentes - EAFI.

Durante a época do Núcleo Colonial de Inconfidentes, em 1912, foi iniciada a construção da capela, pelo Dr. Antonio de Arantes Bueno, Diretor do Núcleo. Foi provisionado em 9 de janeiro de 1913, sendo seu primeiro encarregado o Revmo. Cônego Heriberto Goellersdofer, sacerdote natural da áustria.

O topônimo da cidade é uma homenagem aos participantes da Conspiração Mineira, movimento revolucionário de 1720.

Formação Administrativa

Distrito criado com a denominação de Inconfidentes, pela Lei nº 1039, de 12-12-1953, subordinado ao município de Ouro Fino.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1950, o distrito de Inconfidentes, figura no município de Ouro Fino.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1960.

Elevado à categoria de município coma a denominação de Inconfidentes, pela Lei estadual nº 2764, de 30-12-1962, desmembrado de Ouro Fino. Sede no antigo distrito de Inconfidentes. Constituído do distrito sede. Instalado em 01-03-1963.

Em divisão territorial datada de 31-XII-1963, o município é constituído do distrito sede.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Fonte: www.inconfidentes.mg.gov.br

Código do Município

3130606

Gentílico

inconfidentino

Prefeito

DECIO BONAMICHI

População
População estimada [2018]7.297 pessoas  
População no último censo [2010]6.908 pessoas  
Densidade demográfica [2010]46,17 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]1,5 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]1.168 pessoas  
População ocupada [2016]15,9 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]34,1 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]95,7 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]6,5  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]5,5  
Matrículas no ensino fundamental [2017]626 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]703 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]43 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]91 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]3 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]2 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]13.127,61 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]81 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0,692  
Total de receitas realizadas [2017]18.431,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]15.970,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]57,69 óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]1,2 internações por mil habitantes  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]2 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]149,611 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]63,7 %  
Arborização de vias públicas [2010]56,9 %  
Urbanização de vias públicas [2010]38,6 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Internações por diarreia: [número de internações por diarreia/população residente] x 1000

  6. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  7. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  8. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  11. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  16. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  17. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  18. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  19. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  21. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  22. Internações por diarreia: Ministério da Saúde, DATASUS - Departamento de Informática do SUS, IBGE, Estimativas de população residente

  23. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  24. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  25. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  26. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  27. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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