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Portelândia - Goiás



Portelândia faz parte do estado de Goiás. A população avaliada em 2010 era de 4327 habitantes .

Durante o período em que foi distrito do município de Mineiros era denominado Córrego da Porteira. A rodovia federal Goiânia - Cuiabá traçava o centro urbano do Córrego da Porteira. Posteriormente, com o asfaltamento da rodovia, nos anos 1970, (BR 364), foi definido novo traçado, que fica a cerca de 5 kilômetros da sede do município.

Curiosamente o município de Portelândia está integralmente inserido nos limites do município de Mineiros, com quem tem todas suas fronteiras, formando um dos raros enclaves no território brasileiro. É um dos quatro municípios brasileiros nessa situação, sendo os outros três Águas de São Pedro-SP, Arroio do Padre-RS e Ladário-MS.

História da cidade de Portelândia Goiás - GO

Da história do atual Município de Portelândia sabe-se que em época anterior ao ano de 1933 a região onde está hoje implantada a cidade era simplesmente uma área despovoada, adida ao Município de Jataí e habitada apenas por fazendeiros e agricultores em moradias esparsas.

Foi precisamente em 1933 que o senhor Ludugério Martins de Souza, em companhia de sua esposa e seus 8 filhos, aqui chegaram de mudança oriundos da então vila de Mineiros tendo fixado residência às margens do córrego da Porteira em terras da fazenda das Flores lugar denominado córrego da Porteira de propriedade do senhor Olímpio José Pereira, fazendeiro da região. Aqui o senhor Ludugério montou uma pequena olaria de tijolos e durante mais ou menos 3 anos exerceu a atividade de oleiro vendendo os seus produtos aos fazendeiros locais à razão de 80 mil réis o milheiro. A única via de comunicação que existia era a rodovia Sul Goiana por onde dificilmente transitavam veículos motorizados, tropas e carros-de-boi que levavam os produtos da terra para serem vendidos na vila de Mineiros, de onde traziam os produtos industrializados como tecidos, calçados, ferramentas, etc.

Exatamente nas imediações do váu córrego da Porteira é que esses carreiros e tropeiros geralmente pernoitavam.

Os anos iam passando e alguém reconheceu a possibilidade de exploração e a carência de um comércio misto com o objetivo de servir não só aos viajores mas também aos fazendeiros da região, evitando assim as grandes caminhadas até a Vila em busca dos gêneros de que necessitavam. Foi assim que surgiu o cidadão Walfredo Ivo de Oliveira, vulgo "Vavá", bastante conhecedor da zona e consequentemente do movimento do local. Determinou logo a construção de uma casa destinada a instalar o seu movimento de comércio. Foi a primeira construção de alvenaria erigida. E o senhor "Vavá", em companhia de seu auxiliar - José Martins de Souza, foram os pioneiros no campo da atividade comercial. Mais tarde vieram também os senhores Argeu e seu irmão Ataliba Cândido Alves que também tentaram o ramo de comércio, sem contudo lograrem êxito.

As terras locais eram constituídas de parte da fazenda herdada pelo já mencionado Olímpio José Pereira e de outra parte também adquirida por herança de seu pai pelo senhor Badi Albino sendo que este último possuía apenas um quinhão, não se sabendo por certo onde era localizado. O senhor "Vavá" tomando conhecimento da situação apresentou-se logo em adquirir o pedaço de terras do senhor Badi Albino, demarcando-as de maneira que as benfeitorias que já havia feito foram abrangidas pela demarcação. Mais tarde adquiriu também, por comprar, uma quadra do senhor Olímpio J. Pereira.

Daí em diante o povoamento foi-se fazendo lenta e espontâneamente uma vez que não se tem conhecimento de um fator preponderante que constituísse motivo de atração para aqueles que aqui iam chegando. As atividades principais eram alicerçadas na agricultura e na pecuária. E a quase totalidade dos primeiros habitantes era gente humilde, pobre, que ganhava o sustento no trabalho rural ora como meeiro, ora como peão com direito a tocar uma "roça" de onde extraía o produto agrícola, o suficiente para a sua manutenção.

Em 1938, o Córrego da Porteira passou a pertencer ao Município de Mineiros quando este foi desmembrado do Município de Jataí adquirindo autonomia municipal.

Em 1948 Córrego da Porteira recebeu a visita de uma Comissão composta dos senhores Abel Martins Paniago, Prefeito de Mineiros e mais os cidadãos Jordelino Carrijo de Freitas, construtor, e Antônio Machado, vulgo Antônio batalhão, a fim de determinar o local onde deveria ser erigido o prédio destinado ao funcionamento de uma escola rural que seria uma das 3 a serem construídas no Município de Mineiros, obedecendo a um plano de escolarização rural elaborado pelo Estado no Governo de Jerônimo Coimbra Bueno. Depois de examinar outros locais a referida Comissão opinou que a escola fosse construída no Córrego da Porteira, dada a possibilidade que tinha de desenvolver-se. Somente em 1949, ao que se sabe, é que a escola entrou em funcionamento tendo como professor o senhor "Cabral", que mais tarde, em virtude de transferir-se de residência para Mineiros, foi substituído pelo senhor Nicanor Gomes de Souza, permanecendo até o ano de 1963, quando foi substituído por sua senhora D. Maria Teodora de Souza.

Acredita-se que a existência da escola muito contribuiu para o povoamento do lugar porque muitos dos moradores mais afastados mudaram-se para as proximidades da escola a fim de poderem melhor educar seus filhos. E o povoado continuou a desenvolver-se. Outras casas comerciais de pequeno porte foram aparecendo e também algumas indústrias destacando-se como principais as de fabricação de tijolos e serrarias.

O primeiro movimento no sentido da construção de uma igreja foi mais ou menos em 1953 quando foi realizada uma festa para angariação de fundos para esse fim. Era, nessetempo, vigário da Paróquia de Mineiros, o Rev. Pe. Maximínio álvares, um dos principais incentivadores do movimento, tendo sido escolhido festeiro o senhor João Francisco Ferreira. Somente em 1954 é que o povo de Córrego da Porteira pode assistir aos cultos na Capela de N. S. das Graças.

Outro fator favorável ao seu povoamento foi a notícia segundo a qual haveria de passar por aqui a rodovia federal BR-31, São Paulo-Cuiabá. Em 1956, com a efetivação dessa obra rodoviária, o povoado tomou maior impulso com este benefício de que desfrutou atraindo forasteiros de toda sorte. Nessa época o senhor "Vavá" e o senhor Olímpio José Pereira, dois homens que são inegavelmente os maiores responsáveis pelo progresso do lugar, mandaram lotear alguns terrenos do perímetro colocando-os à venda aos interessados. Daí para cá o desenvolvimento foi mais acentuado tomando assim o aspecto de uma próspera povoação. Já as residências eram construídas obedecendo a uma certa disposição regular de maneira que se podia determinar perfeitamente a formação das poucas ruas já existentes.

Em 1960 a povoação se beneficiou com a inauguração de uma linha telefônica Mineiros-Córrego da Porteira, obra realizada pelo Prefeito Municipal de Mineiros naquela época, senhor José de Resende Alvim.

Em 1962, por iniciativa do senhor "Vavá", foi instalada a primeira e única usina hidroelétrica no riacho denominado cgo. Da Porteira. Usina de pequeno porte, cuja produção se destina quase exclusivamente ao uso privativo de seu proprietário.

Gentílico: portelandense

Formação Administrativa

Elevado à categoria de município e distrito com a denominação de Portelândia, pela lei estadual nº 4924, de 14-11-1963, desmembrado de Mineiros. Sede no atual distrito de Portelândia, ex-povoado. Constituído do distrito sede. Instalado em 01-01-1964.

Em divisão territorial datada de 1-I-1979, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

No Censo de 2007, foram recenseados 3310 habitantes, sendo 1681 homens e 1629 mulheres; deste total, 2715 habitantes residem na zona urbana e 595 moram na zona rural. Do total de 2715 habitantes moradores na zona urbana, 1360 são homens e 1355 são mulheres. Do total de 595 moradores na zona rural, 321 são homens e 274 são mulheres. O município possui uma área de 550,6 Km quadrados e pertence a Mesorregião Sul Goiano e Microrregião do Sudoeste de Goiás.

Sua sede tem as seguintes coordenadas geográficas: 52,679° de Longitude e 17,354° de Latitude.

O município comemora seu aniversário em 14 de novembro.

na safra de 2007/2008 o município colheu 4470 toneladas de algodão em uma área de 1200 ha; 35200 toneladas de milho em uma área de 7000 ha; 57600 toneladas de soja em uma área de 20000 ha; 10500 toneladas de sorgo granífero em uma área de 5000 ha e 2 toneladas de borracha (coagulada), em uma área de 6 ha.

Fonte: IBGE

Código do Município

5218102

Gentílico

portelandense

Prefeito

MANOEL RODRIGUES DE RESENDE

População
População estimada [2018]4.000 pessoas  
População no último censo [2010]3.839 pessoas  
Densidade demográfica [2010]6,90 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]2,5 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]617 pessoas  
População ocupada [2016]15,3 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]34,9 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]97,7 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]5.4  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]4.8  
Matrículas no ensino fundamental [2017]591 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]128 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]31 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]19 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]2 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]1 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]51.122,47 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]92,9 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0.654  
Total de receitas realizadas [2017]18.159,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]15.245,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]15,38 óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]0,2 internações por mil habitantes  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]4 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]556,576 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]1,9 %  
Arborização de vias públicas [2010]85,4 %  
Urbanização de vias públicas [2010]0 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Internações por diarreia: [número de internações por diarreia/população residente] x 1000

  6. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  7. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  8. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  11. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  16. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  17. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  18. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  19. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  21. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  22. Internações por diarreia: Ministério da Saúde, DATASUS - Departamento de Informática do SUS, IBGE, Estimativas de população residente

  23. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  24. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  25. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  26. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  27. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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