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Padre Bernardo - Goiás



Padre Bernardo faz parte do estado de Goiás. Localizado na Microrregião do Entorno do Distrito Federal e na Mesorregião do Leste Goiano. O município possui segundo o censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística um população de 27671 pessoas.

Em meados da década de 1930, romeiros originários de regiões vizinhas, principalmente do Vão dos Angicos, iniciaram a tradição de realizar festa em louvor ao Divino Espírito Santo, na área em que se desenvolveria o povoamento, distante atualmente 111km de Brasília.

Em 1951, foram doadas terras para a função religiosa por Jerônimo de Amorim, que contribuiu com dez alqueires ao Santo Padroeiro Divino Espírito Santo, localidade onde hoje encontra-se a Igreja do Divino Espírito Santo. Em 1957, o núcleo urbano foi fundado pelo professor, José Monteiro Lima, que dividiu sua Fazenda Barro Alto, em sítios e lotes, doando as famílias sem recursos e vendendo aos que desejavam fixar-se na região, a fim de que o Distrito tivesse um grande impulso e logo emancipasse.Essa ocupação desenvolveu-se a cerca de 12 quilômetros à esquerda do rio Maranhão, nas margens do Córrego Barro Alto. O nome de Padre Bernardo foi, de fato, oficializado por lei de 22 de novembro de 1955. A denominação é homenagem ao pároco de Luziânia, que visitava constantemente o novo povoado com o objetivo de realizar casamentos e batizados, além de atender à demanda religiosa da localidade. 1963, através do Projeto de Autoria do Deputado Olinto Meireles, e através da Lei Estadual nº 4797, o Distrito foi elevado a categoria de Município, constituindo-se termo judiciário da Comarca de Luziânia, ocorrendo sua instalação em 9 de maio de 1964. E para obter uma cópia fiel do histórico de Padre Bernardo, qualquer pessoa pode fazer o pedido do mesmo na Câmara Municipal.

História da cidade de Padre Bernardo

A ocupação do território municipal de Padre Bernardo teve início no século passado com o estabelecimento das primeiras fazendas de criação de gado às margens do Rio Maranhão e seus tributários mais importantes, onde se localizam pastagens de boa qualidade .

Com o decorrer dos anos surgiram outros fatores responsáveis pelo crescimento do povoado econômico demográfico da região. Ao aumento natural dos rebanhos associava-se, de modo paralelo e consequente, a ocorrência de picadas, que levaram ao surgimento das pousadas dos vaqueiros, a caminho de Niquelândia e das famílias que desciam do Nordeste para a região Centro-Sul.

A função religiosa foi, sem dúvida, a mais importante na instalação e no crescimento do povoado, pois a partir de 1933, romeiros provenientes da região do Vão dos Angicos, no Município de Luziânia, se dirigiam todos os anos, durante o mês de julho para rezarem numa tosca capela, erguida por fazendeiros locais, com o surgimento de algumas casas em volta da capela, os fazendeiros começaram a lotear partes do vale, com o objetivo uma cidade.

Em 1951, foi fundado o Arraial com o nome de Barro Alto do vão dos Angicos e,para a formação do Patrimônio, os Senhores JANUáRIO DE AMORIM E VALENTIM JOSé CABRAL, doaram doze alqueires de terra ao Santo Padroeiro. Ainda na condição de povoado a localidade passou a denominar-se PADRE BERNARDO, em homenagem ao vigário que percorria as fazendas locais, celebrando batizados e casamentos, enfatizando cada vez mais a função da cura.

A partir de 1957 a expansão do núcleo urbano se deveu ao Senhor JOSé MONTEIRO LIMA, que dividiu sua fazenda em sítios e lotes, doando às famílias sem recursos e vendendo aos que desejassem se fixar na região.

Graças à fertilidade de suas terras, o distrito foi tomando grande impulso. Em 1963, o Projeto de autoria do Deputado Olinto Meireles foi aprovado, e através da Lei Estadual nº 4797, Padre Bernardo foi elevado à categoria de município, constituindo-se termo judiciário da Comarca de Luziânia.

Mais recentimente, através de um plebiscito realizado em março de 1980 e homologado pelo Diário oficial do Estado em maio do mesmo ano, foi incorporado à configuração geográfica local o Distrito de Mimoso, que anteriormente pertencia à Niquelândia o atualmente elevado à município.

Um maior dinamismo ocorrido no município se deveu ao avanço das fronteiras agrícolas para o Centro-Oeste e mais precisamente a construção de Brasília, dado ao seu favorável posicionamento geográfico em relação do Distrito Federal.

No período atual, em decorrência da expansão verificada agravaram-se os problemas relacionados com a prestação do serviços, notadamente educação e saúde, e com a infra-estrutura de apoio aos setores produtivos, estabelecendo uma relação muito forte de dependência podendo-se mesmo classificar Padre Bernardo como mais uma "Cidadesatélite", só que fora do território do Distrito Federal, e consequentemente de sua jurisdição administrativa.

Gentílico: padre-bernardense

Distrito criado com a denominação de padre Bernardo, ex-povoado, pela lei municipal nº 132, de 06-03-1958, subordinado ao município de Luziânia.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o distrito figura no município de Luziânia.

Elevado à categoria de município com a denominação de Padre Bernardo, pela lei estadual nº 4797, de 07-12-1963, desmembrado de Luziânia. Sede no antigo distrito de Padre Bernardo. Constituído do distrito sede. Instalado em 09-05-1964.

Em divisão territorial datada de 31-XII-1963, o município é constituído do distrito sede.

Pela lei estadual nº 8004, de 26-11-1975, ratificado pela lei estadual nº 8.111, de 1405-1976, Padre Bernardo adquiriu do município de Niquelândia o distrito de Mimoso.

Em divisão territorial datada de 1-I-1979, o município é constituído de 2 distritos: Padre Bernardo e Mimoso.

Pela lei estadual nº 10405, de 30-12-1987, desmembra do município de Padre Bernardo o distrito de Mimoso. Elevado à categoria de município com a denominação de Mimoso de Goiás.

Em divisão territorial datada de 2003, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Transferência distrital

Pela lei estadual nº 8004, de 26-11-1975, ratificado pela lei estadual nº 8111, de 14-051976, transfere o distrito de Mimoso do município de Niquelândia para o de Padre Bernardo.

Fonte: IBGE

Código do Município

5215603

Gentílico

padre-bernardense

Prefeito

FRANCISCO DE MOURA TEIXEIRA FILHO

População
População estimada [2018]33.228 pessoas  
População no último censo [2010]27.671 pessoas  
Densidade demográfica [2010]8,81 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]2,1 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]2.410 pessoas  
População ocupada [2016]7,6 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]38,4 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]96,1 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]4,5  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]4,2  
Matrículas no ensino fundamental [2017]4.973 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]832 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]237 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]55 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]21 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]3 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]15.678,25 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]82,6 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0,651  
Total de receitas realizadas [2017]81.274,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]73.692,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]15,63 óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]1,3 internações por mil habitantes  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]10 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]3.139,175 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]22,7 %  
Arborização de vias públicas [2010]47,6 %  
Urbanização de vias públicas [2010]11,6 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Internações por diarreia: [número de internações por diarreia/população residente] x 1000

  6. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  7. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  8. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  11. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  16. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  17. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  18. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  19. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  21. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  22. Internações por diarreia: Ministério da Saúde, DATASUS - Departamento de Informática do SUS, IBGE, Estimativas de população residente

  23. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  24. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  25. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  26. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  27. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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