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Caiapônia - Goiás



Caiapônia faz parte do estado de Goiás.

luis Carlos Prestes, retratado por Jorge Amado como "O Cavaleiro da esperança", comemorou o 2° aniversário do movimento popular conhecido como "A Coluna Prestes", no município de Caiapônia. Dizem que Cristiano de Castro, que era um respeitado professor conhecido por sempre andar descalço, esteve presente ao evento. Em outro tempo foi chamada de Torres do Rio Bonito, recebeu o nome de Caiapônia por um decreto do governador. Havia (e ainda há), um município chamado "Rio Bonito" no estado do Rio de Janeiro. Já o antigo saguão do aeroporto do município era uma construção simples, quase rustica. Um velho cata-vento de latão era visto no alto de um mastro de madeira juntamento com o que restava do tecido do aparato, já quase que totalmente deteriorado pelo tempo. Devido à desativação dos voos regulares, o lugar foi esquecido e abandonado. Serviu de abrigo à alguns sem teto que ali se reuniam a beber cachaça e consumir outros tipos de drogas o dia todo. Uma edificação que lembrava bem a época dourada desse pequeno município. Houve os que defenderam sua revitalização e a implantação ali de um museu que guardasse um pouco da história desse lugar e desse povo tão peculiar. Entretanto, com a onda de construções de casas populares o lugar foi demolido em alguns minutos com a ajuda de uma pá mecânica. Ao mesmo tempo, o município que hoje poderia ter o status de ′cidade histórica′, tal como Pirenópolis, Cidade de Goias e outros municípios do estado, demolia sua última edificação de inquestionável valor histórico. Predio este construído pelo então presidente da República Federativa do Brasil, Getulio Dorneles Vargas, o preio e área do antigo aeroporto de Caiapônia pertencem a Via Aérea Nacional. Aquela obra foi construída pela Fundação Brasil Central, que tinha base em Caiapônia, na ocasião da tão afamada Marcha Para o Oeste. Restam ainda na cidade talvez 5 construções com algum valor de época, que podem ser demolidas ou remodeladas a qualquer momento, pela sede e impeto do progresso.

Sua população estimada em 2010 era de 16.734 habitantes. Fonte: IBGE

História da cidade de Caiapônia

A região era primitivamente habitada pelos índios Caiapós, nos fins do século XVIII, quando foi devassada por grandes levas de mineiros, equipados com escravos e rebanhos bovinos e equinos.

Nessa época deu-se a fundação de vários povoados, entre eles o de Torres do Rio Bonito, por membros das famílias Vilela, Goulart, Cardoso, Faria e Leite.

Com a inauguração da primeira igreja, em louvor ao Divino Espírito Santo, em 1845, surgiram as primeiras edificações; e em 1850 o povoado já apresentava expressivo desenvolvimento.

Diante dessa evolução, o povoado passou à categoria de distrito, em 5 de novembro de 1855, pela Resolução Provincial nº 1, ficando pertencendo a Rio Verde.

A emancipação de Torres do Rio Bonito deu-se em 29 de julho de 1873, pela Resolução Provincial nº 508, dando-se a instalação oficial do município em 7 de janeiro de 1874.

Na divisão administrativa de 1911, o município aparece com o nome de "Rio Bonito", topônimo alterado definitivamente pelo Decreto-Lei nº 8305, de 31 de dezembrode 1943, para Caiaponia, lembrado os primitivos habitantes da região dos Caiapos.

Gentílico: caiaponiense

Formação Administrativa

Distrito criado com a denominação de Torres do Rio Bonito, pela lei ou resolução provincial nº 1, de 05-11-1855, subordinado ao município de Rio Verde.

Elevado à categoria de vila com a denominação de Torres do Rio Bonito, pela lei ou resolução provincial nº 508, de 29-07-1873, desmembrado de Rio Verde. Constituído do distrito sede. Instalado em 07-01-1874.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município já denominado Rio Bonito é constituído do distrito sede.

Pelo decreto nº 4, de 13-12-1930, é criado o distrito de Baliza e anexado ao município de Rio Bonito.

Em divisão administrativa referente ao de 1933, o município aparece com 3 distritos: Rio Bonito, Bom Jardim e Baliza.

Pela lei estadual nº 91, de 27-10-1936, alterado em seus limites pelo decreto-lei nº 5911 de 11-07-1942, desmembra do município de Rio Bonito os distritos de Baliza e Bom Jardim, para formar o novo município de Baliza.

Pelo decreto-lei estadual nº 8305, de 31-10-1943, o município de Rio Bonito passou a denominar-se Caiapônia.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1950, o município já denominado Caiapônia é constituído do distrito sede.

Pela lei municipal nº 87, 11-11-1952, é criado o distrito de Piranhas e anexado ao município de Caiapônia.

Pela lei estadual nº 812, de 14-10-1953, desmembra do município de Caiapônia o distrito de Piranhas. Elevado à categoria de município.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1960.

Pela lei estadual nº 7188, de 12-11-1968, é criado o distrito de Palestina e anexado ao município de Caiapônia.

Pela lei estadual nº 7215, de 13-11-1968, é criado o distrito de Doverlândia e anexado ao município de Caiapônia.

Em divisão territorial datada de 1-I-1979, o município é constituído de 3 distritos: Caiapônia, Doverlândia e Palestina.

Pela lei estadual nº 9.196, de 14-05-1982, desmembra do município de Caiapônia o distrito de Doverlândia. Elevado à categoria de município.

Em divisão territorial datada de 18-VIII-1988, o município é constituído de 2 distritos: Caiapônia e Palestina.

Pela lei estadual nº 10404, de 30-12-1987, desmembra do município de Caiapônia o distrito de Palestina. Elevado à categoria de município com a denominação de Palestina de Goiás.

Em divisão territorial datada de 2003, o município é constituído do distrito sede.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Alterações toponímicas municipais

Torres do Rio Bonito para Rio Bonito alterado, em 1911.

Rio Bonito para Caiapônia alterado, pelo decreto-lei estadual nº 8.305, de 31-10-1943.

O município possui uma área de 8353,2 Km quadrados e pertence a Mesorregião Sul Goiano e Microrregião do Sudoeste de Goiás.

Sua sede tem as seguintes coordenadas geográficas 51,855° de Longitude e 16,957° de Latitude.

O município faz aniversário em 29 de julho.

Fonte: IBGE

Código do Município

5204409

Gentílico

caiaponiense

Prefeito

CAIO DE SOUSA PEREIRA LIMA

População
População estimada [2018]18.715 pessoas  
População no último censo [2010]16.757 pessoas  
Densidade demográfica [2010]1,94 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]2,6 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]1.468 pessoas  
População ocupada [2016]8,0 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]37,8 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]97,2 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]5,8  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]5,2  
Matrículas no ensino fundamental [2017]1.830 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]404 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]117 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]34 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]14 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]2 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]34.636,37 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]86,2 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0,693  
Total de receitas realizadas [2017]53.434,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]45.430,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]10,75 óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]1 internações por mil habitantes  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]12 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]8.635,129 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]50,8 %  
Arborização de vias públicas [2010]71,5 %  
Urbanização de vias públicas [2010]0,3 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Internações por diarreia: [número de internações por diarreia/população residente] x 1000

  6. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  7. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  8. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  11. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  16. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  17. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  18. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  19. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  21. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  22. Internações por diarreia: Ministério da Saúde, DATASUS - Departamento de Informática do SUS, IBGE, Estimativas de população residente

  23. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  24. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  25. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  26. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  27. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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