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Valença - Bahia



Valença faz parte do estado da Bahia. Encontra-se a uma latitude 13°22′13" sul e a uma longitude 39°04′23" oeste, estando a uma altitude de 39 metros. A população avaliada em 2011 era de 89 509 habitantes. Possui uma área de 1195,65km².

Valença é muito visitada principalmente por ser o principal acesso a Ilha de Tinharé, turisticamente famosa pelo povoado de Morro de São Paulo, mas também pela bela praia do Guaibim com o seu extenso areal, localizada a cerca de 10 km da sede do Município. Da sua atividade econômica destaca-se a produção de camarão em cativeiro, de que é o principal produtor da Bahia, e a cultura e beneficiamento de cravo da Índia, pimenta do reino e de azeite de dênde.

História da cidade de VALENçA Bahia Monografia - nº 208 Ano: 1959

ASPECTOS HistóricoS Na época em que o Brasil foi dividido em Capitanias Hereditárias, as terras que compõem o atual Municipio de Valença faziam parte da Capitania de São Jorge dos Ilhéus, doada em 1534 a Jorge de Figueiredo Correia, e estavam subordinadas administrativamente a Vila de Nossa Senhora do Rosário de Cairu.

O lugar era habitado por índios Tupiniquins, de índole pacífica. Os primeiros colonos, ao que se supõe para ali se transportaram entre os anos de 1557 a 1571, durante o governo de Mem de Sá. Entre eles destacou-se Sebastião de Pontes, homem rico e influente, já naquela época possuidor de dois engenhos no Recôncavo baiano. Estabeleceu ele um curral defronte da ilha de Tinharé. ficando o local conhecido como Ponta do Curral. Construiu também um engenho a duas léguas da embocadura do rio Una, próximo da primeira cachoeira, "grande e forte, muito bem fabricado de casas de vivenda e de purgar, e também uma formosa igreja da invocação de São Gens com três capelas de abóbadas". Outros moradores foram também estabelecer-se nas proximidades do engenho, com fazendas de cana. Havia ainda, uma aldeia de indígenas subordinados a Sebastião de Pontes.

Sebastião de Pontes tinha um gênio arrebatado e violento e foi punido severamente, havendo terminado seus dias na cadeia.

Com o seu afastamento, o povoado começou a desorganizar-se e disso se aproveitaram os índios Aimorés para assaltá-lo.

Por muito tempo ficou interrompida a colonização do território de Valença. No século XVIII o bandeirante paulista João Amaro Maciel Parante empreendeu enérgica reação contra os Aimorés, permitindo a localidade retomar o ritmo de desenvolvimento que motivou a. proposta do Ouvidor Geral da Comarca de Ilhéus, desembargador Baltazar da Silva Lisboa, em que solicitava ao governo a criação de uma nova vila, com sede na povoação de Una, como era conhecida na época.

Formação Administrativa Atendida pelo governo a proposta do Ouvidor Geral, foi determinada pela Carta Regia de 23 de janeiro de 1799 a criação da Vila de Nova Valença do Santíssimo Coração de Jesus, com território desmembrado de Cairu, ocorrendo sua instalação a 10 de junho do mesmo ano. Ainda por sugestão do Ouvidor′ foi construída a igreja do Santíssimo Coração de Jesus, ereta em Matriz da Freguesia e inaugurada em 26 de setembro de 1801.

Por força da resolução n.° 368, de 10 de novembro de 1849, a sede municipal recebeu foros de cidade, com a denominação de Industrial Cidade de Valença.

A sua composição administrativa. de acordo com a Lei n.° 628, de 30 de dezembro de 1953, compreende 4 distritos: Valença, Guerem, Maricoabo e Serra Grande. Essa constituição permanece inalterada em 31 de janeiro de 1958.

Valença é sede de Comarca, que abrange ainda o termo de Cairu.

Fonte: IBGE

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