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Morro do Chapéu - Bahia



Morro do Chapéu faz parte do estado da Bahia.

Encontra-se a 384km a noroeste da capital do estado, na zona oriental da Chapada Diamantina e possui altitude média de 1.100 m. Os pontos de maior altitude podem chegar a 1.350m, sendo, portanto, uma das cidades mais frias do estado com temperaturas beirando os 10°C em algumas épocas do ano.

O clima é tropical de altitude, com a classificação internacional da escala de köppen como Csa com temperaturas amenas, por volta de 18 a 24 °C. No inverno, já foi verificada a temperatura de 5°C, nos horários mais frios. Por mais que essas temperaturas ocorram com uma raridade considerável, já foram registradas geadas fracas nesses dias de mais frio.

História da cidade de MORRO DO CHAPéU BAHIA Monografia -N.° 288 Ano: 1965

ASPECTOS HISTóRlCOS Datam do início do século XVI as primeiras penetrações no território do atual Município. Gabriel Soares de Sousa foi um dos primeiros a explorar a região com o objetivo de descobrir minas de ouro. Em 1591, partiu de Jiquiça, fazenda que possuía no Recôncavo, chegando até as cabeceiras do rio Jacuípe. São lendárias as notícias das passagens de Munibeca, o descobridor das minas de prata, e de Robério Dias pelas terras de Morro do Chapéu. Também a permanência do sertanista Romão Gramacho influiu no desbravamento da região, onde desenvolveu atividade exploradora, ficando o seu nome fixado no do rio Vereda do Romão Gramacho. A fertilidade do solo muito concorreu para que alguns exploradores se fixassem às margens do riachão Utinga (atual Município de Utinga) fazendo plantações e edificando moradias. Entretanto, o principal fator do povoamento de Morro do Chapéu foi a concessão de grande área de terras ao 6.° Conde da Ponte, estabelecendo-se várias fazendas.

Em 1724, quando se iniciou a exploração de ouro na freguesia de Jacobina já se desenvolvia a criação de gado no território do atual Município. Motivos de ordem econômica determinaram a abertura de estradas que ligavam Jacobina ao rio São Francisco e a Minas Gerais, passando pela fazenda Gameleira. Em 1795, o missionário capuchinho frei Clemente Adorno chegou à fazenda Morro iniciando a catequese. Por sua iniciativa foi edificada uma capela em terreno doado por Antônio Ferreira dos Santos, proprietário da fazenda Gameleira. Em torno da capela surgiram edificações nascendo assim a povoação de Gameleira, encravada na fazenda do mesmo nome. Em 1823, a população do território foi aumentada por habitantes portugueses, refugiados da perseguição dos nacionais. resultante das lutas da independência do Brasil, os quais aí estabeleceram fazendas de gado. A capela concluída em 1834, foi elevada a freguesia quatro anos mais tarde, sob o orago de Nossa Senhora das Graças, desmembrada de Santo Antônio da vila de Jacobina. Nessa ocasião, o povoado passou a chamar-se Morro do Chapéu e teve categoria de distrito de paz. O Município surgiu em 1864, tendo completado, a 7 de maio de 1964. o seu primeiro centenário.

Formação Administrativa O distrito foi criado pela Lei provincial n.° 67, de 1.º de junho de 1838, e o Município, com território desmembrado do de Jacobina, pela de n.° 933, de 7 de maio de 1864, ocorrendo sua instalação a 6 de novembro do ano seguinte.

A Lei estadual n.° 751, de 8 de agosto de 1909, elevou à categoria de cidade a sede do Município. Na formação administrativa vigente, é formado pêlos seguintes distritos: Morro do Chapéu, (sede) Barro Alto, Cafarnaum, Camirim, Canarana, Dias Coelho, Duas Barras do Morro, Lagoa do Boi, Mutungu do Morro, Várzea do Cerco e Ventura.

A comarca foi criada pela Lei estadual n.º 1.119; de 21 de agosto de 1915, desmembrada da de Jacobina e instalada a 27 de outubro do mesmo ano. Desde 19 de junho de 1945 é integrada apenas do próprio Município.

Fonte: IBGE

Código do Município

2921708

Gentílico

morrense

Prefeito

LEONARDO REBOUÇAS DOURADO LIMA

População
População estimada [2018]35.383 pessoas  
População no último censo [2010]35.164 pessoas  
Densidade demográfica [2010]6,12 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]1,9 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]2.613 pessoas  
População ocupada [2016]7,1 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]50,8 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]96,5 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]4,7  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]3,5  
Matrículas no ensino fundamental [2017]5.499 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]1.114 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]305 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]74 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]41 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]4 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]8.150,34 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]89,1 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0,588  
Total de receitas realizadas [2017]81.819,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]74.194,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]15,84 óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]3,7 internações por mil habitantes  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]25 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]5.744,968 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]9,3 %  
Arborização de vias públicas [2010]23,6 %  
Urbanização de vias públicas [2010]3,5 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Internações por diarreia: [número de internações por diarreia/população residente] x 1000

  6. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  7. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  8. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  11. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  16. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  17. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  18. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  19. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  21. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  22. Internações por diarreia: Ministério da Saúde, DATASUS - Departamento de Informática do SUS, IBGE, Estimativas de população residente

  23. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  24. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  25. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  26. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  27. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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