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Boa Vista - Paraíba



Boa Vista é uma cidade localizada na Região Metropolitana de Campina Grande, estado da Paraíba. Sua população em 2011 foi estimada pelo IBGE em 6.322 habitantes, distribuídos em 476 km² de área.

Foi fundada no fim do século XVII, quando Teodósio de Oliveira Lêdo habitara o sítio Santa Rosa, localizado as margens do rio Santa Rosa, cerca de 50 quilômetros ao poente de Campina Grande e a 3 quilômetros ao norte da atual cidade de Boa Vista. O senhor José Gomes Marinho, descendente de Teodósio de Oliveira Lêdo foi o primeiro dono da Casa Grande, que é uma das primeiras construções da região. Um de seus filhos, Antônio Gomes de Marinho, foi o idealizador da construção de uma capela, para a qual doou um terreno na colina fronteiriça à Casa Grande, local geográfico elevado com visão panorâmica aos moradores de Casa Grande por isso foi denominado Boa Vista de Parnaíba. Assim, Antônio Gomes de Marinho se tornou o fundador de Boa Vista de Parnaíba. Os trabalhos de construção da capela do padroeiro Bom Jesus dos Martírios foi iniciado em 1819 e concluído em 1858. José Gomes de Marinho juntamente com seus filhos participou ativamente do movimento que resultou com a elevação da Vila Nova da Rainha à cidade de Campina Grande em 1826. O processo de formação da Vila de Boa Vista teve início com a construção de duas casas do lado esquerdo da igreja, sendo a primeira construída para manutenção da construção do templo, na qual residiam os pedreiros e na segunda moravam três irmãs. Em novembro de 1877 foi elevada à condição de Distrito de Campina Grande, época que várias ruas e praças receberam nomes de pessoas que marcaram a história de Boa Vista, dentre elas, Lindolfo Soares de Araújo, Severino Bezerra Cabral, Simão Pereira de Almeida. Boa Vista historicamente pertencera à Campina Grande, mas segundo consta em documentos oficiais, no intervalo de 1958 a 1996 fez parte do município de Cabaceiras, quando fora chamada de Lêdo das Espinheiras.

Distante a cerca 50km da cidade de Campina Grande e a 170km de João Pessoa capital do estado.

História da cidade de Boa Vista Paraíba - PB

Sua fundação data de fins do século XVII, quando Teodósio de Oliveira Lêdo fundou

o sítio Santa Rosa, provavelmente a primeira célula telúrica no planalto sertanejo. Localizado as margens do rio com mesmo nome, cerca de 8 léguas ao poente de Campina Grande e a 3 quilômetros ao norte da atual cidade de Boa Vista.

O conhecimento da história da família de Santa Rosa não só mostra a importância do tronco povoador, como também o valor sócio-econômico daqueles núcleos urbanos. A casa grande de Santa Rosa, fundada por Adriana, última filha de Teodósio, foi de vital importância sócio-econômica para seus moradores, pois foi dali que saíram outras ramificações que deram origem a Boa Vista e Campina Grande.

Bem próximo do centro da cidade, encontra-se uma das primeiras casas construídasna zona rural de Boa Vista. é a "Casa Grande", "filha" ou extensão da antiga fazenda Santa Rosa.

Casa Grande é um destaque da arqueologia histórica de Boa Vista não apenas por ter sido uma das primeiras construções da região, mas também por que seu primeiro dono, o Sr. José Gomes de Farias, juntamente com seus filhos, participaram ativamente do movimento que culminou com a elevação da Vila Nova da Rainha à cidade de Campina Grande em 1864.

Um dos filhos de José, Antônio Gomes de Farias, exerceu o Patriarcado de Casa Grande por muito tempo. Foi ele o idealizador da construção de uma capela, doando para isto um sítio na colina fronteiriça à Casa Grande, o local onde seria construída a capela tomou o nome de Boa Vista de Santa Rosa, por causa de sua situação geográfica elevada e da visão panorâmica que oferecia aos moradores de Casa Grande. Antônio Gomes de Farias se tornou assim o fundador de Boa Vista de Santa Rosa.

Em 1819 começaram os trabalhos de construção da capela a qual seria invocado o padroeiro Bom Jesus dos Martírios, sendo concluída em 1838 e a partir de então, passou a ter um significado bastante considerável, dessa forma influenciando e contribuindo na formação da Vila de Boa Vista, principalmente quando passou-se a realizar os festejos comemorativos ao padroeiro da região, festejos esses tornaram-se tradicionais e que são realizados até os dias de hoje.

O processo de formação das primeiras casas e ruas da Vila de Boa Vista teve início com a construção, ao lado da igreja, de duas casas do lado direito, sendo a primeira construída para manutenção da construção do "templo sagrado", na qual residiam os pedreiros e na Segunda residiam três irmãs.

Dessa forma Boa Vista vai construindo o seu espaço urbano, e só em Novembro de 1887 foi elevada à condição de Distrito de Campina Grande. Nesta ocasião foram dados os nomes de várias ruas e praças com pessoas que marcaram a história de Boa Vista, tais como: Lindolfo Soares de Araújo, Severino Bezerra Cabral, Simão Pereira de Almeida, entre outros.

Durante quase todo o período histórico em que Boa Vista pertenceu à Campina Grande, consta em documentos oficiais apenas um intervalo de 1918 a 1948, quando fez parte do município de Cabaceiras, passando a se chamar nessa época de Lêdo.

Gentílico: boavistense

Formação Administrativa

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, figura no município de Campina Grande o distrito de Boa Vista.

Em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937, o distrito de Boa Vista figura no município de Cabaceiras.

Pelo decreto-lei estadual nº 520, de 31-12-1943, o distrito de Boa Vista passou a denominar-se Lêdo.

No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o distrito já denominado Lêdo figura no município de Cabaceiras.

Por ato das disposições constitucionais transitórias deste estado, promulgada a 11-061947, o distrito de Lêdo volta a pertencer a município de Campina Grande.

Pelo artigo 2º da lei nº 488, de 25-10-1948, o distrito de Lêdo volta a denominar-se Boa Vista.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o distrito de Boa Vista figura no município de Campina Grande.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VI-1995.

Elevado à categoria de município com a denominação de Boa Vista., pela lei estadual nº 5884, de 29-04-1994, desmembrado de Campina Grande. Sede no antigo distrito de Boa Vista. Constituído do distrito sede. Instalado em 01-01-1997.

Em divisão territorial datada de 2003, o município é constituído do distrito sede.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Alterações toponímicas distritais

Boa Vista para Lêdo alterado, pelo decreto-lei estadual nº 520, de 31-12-1943. Lêdo para Boa Vista alterado, pela artigo nº 2 da lei nº 488, de 25-01-1948.

Fonte: IBGE

Código do Município

2502151

Gentílico

boavistense

Prefeito

ANDRE LUIZ GOMES DE ARAUJO

População
População estimada [2018]6.972 pessoas  
População no último censo [2010]6.227 pessoas  
Densidade demográfica [2010]13,07 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]1,8 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]1.048 pessoas  
População ocupada [2016]15,0 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]43,7 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]98,4 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]6,6  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]4,1  
Matrículas no ensino fundamental [2017]1.080 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]186 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]56 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]11 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]11 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]1 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]18.047,24 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]89,5 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0,649  
Total de receitas realizadas [2017]25.069,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]22.456,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]9,35 óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]0,3 internações por mil habitantes  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]6 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]476,542 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]14,2 %  
Arborização de vias públicas [2010]92,3 %  
Urbanização de vias públicas [2010]4,2 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Internações por diarreia: [número de internações por diarreia/população residente] x 1000

  6. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  7. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  8. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  11. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  16. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  17. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  18. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  19. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  21. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  22. Internações por diarreia: Ministério da Saúde, DATASUS - Departamento de Informática do SUS, IBGE, Estimativas de população residente

  23. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  24. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  25. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  26. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  27. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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