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Alto Garças - Mato Grosso



Alto Garças faz parte do estado de Mato Grosso. Encontra-se a uma latitude 16º56′38" sul e a uma longitude 53º31′41" oeste, estando a uma altitude de 754 metros. A população avaliada em 2007 era de 9.445 habitantes. Possui uma área de 3672,22km².

O município é de origem bastante recente, o desbravamento, propriamente dito de suas terras e a sua conseqüente formação populacional está intimamente ligada à atividade garimpeira, a qual começou a se desenvolver na região a parti de 1919, com a chegada dos primeiros aventureiros do garimpo, sedentos de valiosíssima pedra ali existente: o diamante.

História da cidade de Alto Garças

A primeira denominação do município de Alto Garças foi São Vicente, no início deste século. Passado algum tempo o nome foi alterado para São Vicente do Bonito, e, mais posteriormente, chamado de Bonito.

Onde se ergue a cidade existia um grande curral da Fazenda São Vicente, de propriedade de João José de Moraes, o "Cajango", cujas terras, requeridas do Estado, compreendiam toda a extensão abrangida pelos municípios de Guiratinga e Alto Garças.

A sede do retiro, estrategicamente situada no entroncamento da estrada para Guiratinga, Cafelândia e Buriti, constituia-se em excelente ponto de negócios, o que influenciou decisivamente no crescimento da povoação.

Região rica em minérios tem sua história intimamente ligada à exploração diamantífera, iniciada com a chegada dos primeiros aventureiros no Vale do Rio Café.

Em 1922, instalou-se uma Agência Postal na Vila de São Vicente. O Decreto nº. 818, de 02 de julho de 1928, reservou área de 3.600 ha. para formação de um patrimônio.

No ano de 1933, o Decreto nº. 222 elevou o lugar à categoria de distrito. A Lei Estadual nº. 660, de 10 de dezembro de 1953, criou o município com denominação de Alto Garças. O termo Alto Garças faz referência ao fato do rio Garças ter as suas nascentes dentro do território municipal.

Formação Administrativa

Distrito criado com a denominação de São Vicente de Bonito, pelo decreto-lei nº 222, de 03-02-1933, subordinado ao município de Santa Rita do Araguaia.

Em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937, figura no município de Lajeado o distrito de São Vicente de Bonito.

Pelo decreto-lei estadual nº 208, de 26-10-1938, o distrito de São Vicente de Bonito passou a denominar-se São Vicente, sob o mesmo decreto foi transferido do município de Lajeado para Alto Araguaia.

No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o distrito de São Vicente figura no município de Alto Araguaia.

Pelo decreto-lei estadual nº 545, de 31-12-1943, o distrito de São Vicente passou a denominar-se Alto Garças.

Elevado à categoria de município com a denominação de Alto Garças, pela lei estadual nº 660, de 10-12-1953, desmembrado de Alto Araguaia. Sede no antigo distrito de Garças. Constituído de 2 distritos: Alto Garças e Cafelândia do Leste Mato-grossense. Instalado em 01-01-1954.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município é constituído de 2 distritos: Alto Garças e Cafelândia do Leste Mato-grossense.

Pela lei estadual nº 3967, de 05-12-1977, o distrito de Cafelândia do Leste Mato-grossense é extinto, passando seu território a pertencer ao distrito sede de Alto Garças.

Em divisão territorial datada de 1-I-1979, o município é constituído do distrito sede.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Alterações toponímicas distritais

São Vicente de Bonito para São Vicente, alterado pelo decreto-lei estadual nº 208, de 26-10-1938.

São Vicente para Alto Garça, alterado pelo decreto-lei estadual nº 545, de 31-12-1943.

Fonte: Confederação Nacional de Municípios

Código do Município

5100409

Gentílico

alto-garcense

Prefeito

CLAUDINEI SINGOLANO

População
População estimada [2018]11.868 pessoas  
População no último censo [2010]10.350 pessoas  
Densidade demográfica [2010]2,76 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]2,3 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]1.437 pessoas  
População ocupada [2016]12,6 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]32,3 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]98 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]5.6  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]4.1  
Matrículas no ensino fundamental [2017]1.428 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]398 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]76 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]29 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]5 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]1 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]51.515,18 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]83,2 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0.701  
Total de receitas realizadas [2017]34.498,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]33.495,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]12,66 óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]0,1 internações por mil habitantes  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]6 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]3.866,916 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]3,5 %  
Arborização de vias públicas [2010]86,4 %  
Urbanização de vias públicas [2010]6,9 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Internações por diarreia: [número de internações por diarreia/população residente] x 1000

  6. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  7. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  8. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  11. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  16. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  17. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  18. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  19. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  21. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  22. Internações por diarreia: Ministério da Saúde, DATASUS - Departamento de Informática do SUS, IBGE, Estimativas de população residente

  23. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  24. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  25. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  26. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  27. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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