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Estiva - Minas Gerais



Estiva é um município do estado de Minas Gerais.

Na primeira metade do século XVIII (por volta de 1720) havia um caminho que ligava a região das Minas Gerais ao estado de São Paulo, nas proximidades de um ribeirão, afluente do rio Três Irmãos. Tal território era considerado, no relato dos antigos, como o trecho de maior dificuldade para os viajantes devido às características pantanosas do terreno, o que causava a perda freqüente de burros de carga nos atoleiros ali existentes. Para evitar as constantes perdas materiais, autoridades e particulares se uniram na construção de um estivado de madeira roliça no local, com 210 metros de extensão. Primeiramente este trecho da estrada recebeu o nome de Brejo da Estiva, e posteriormente Estiva; esse último nome passou a ser designado para os viajantes como o próprio ribeirão e o povoado que gradativamente se formou na localidade. Esse ponto, de vital importância histórica à cidade, é ainda lembrado pelos munícipes mediante o obelisco comemorativo, que demarca o local do nascimento do município, a través do seguinte texto:

Até ano de 1810, não havia um povoado, mas só alguns moradores eqüidistantes.

História da cidade de Os viajantes que do Sul de Minas desmandavam à Capitania de São Paulo tinham como única passagem determinada ponto próximo à foz de um ribeirão no Rio Três Irmãos. Toda a área em derredor era extenso pantanal e no dizer dos antigos constituía o pior pedaço da estrada dos tropeiros que vinham de Pouso Alegre, pela perda frequente de burros de carga nos atoleiros ali existentes. Autoridades e particulares, interressados em remover o grande obstáculo e evitar a continuação de prejuízos, lá pelo ano de 1920, resolveram construir uma estiva de madeira roliça, o que foi feito numa extensão de 210 metros, desde o local onde hoje se ergue o obelisco comemorativo da criação do município, até o fim da atual Rua Pouso Alegre, na cidade. O nome de Brejo da Estiva e posteriormente Estiva dado àquele trecho da estrada, aplicou-se naturalmente ao ribeirão e ao povoado que ali se formou.

Segundo Amadeu de Queiroz, em seu livro "Pouso Alegre", em 1760 toda a região já era conhecida e explorada e oficialmente administrada. O primeiro habitante da Estiva foi Domingos Soares, que ali chegou lá pelo ano de 1757, derrubou florestas e iniciou o cultivo das terras e craição de gado. Outros que depois dele vieram para o mesmo local , fixaram-se definitivamente, dada a boa qualidade das terras e a amenidade do clima. O povoado se formou, muitos anos depois, à margem do rio, nele se fixando como fazendeira a viúva Rosa Maria Lopes, que, pela sua grande devoção a Nossa Senhora da Conceição Aparecida, tinha em oratório a sua imagem e reunia em oração os seus familiares. A devoção se espalhou e muitos acorriam, mesmo de lugares distantes, a tomar parte nas piedosas orações. Não tardou que se pensasse em erigir uma capela em que fôsse a imagem condignamente venerada, o que se fêz com o generoso concursodos moradores de toda a redondeza, não, porém, no mesmolocal em que surgia o primitivo núcleo, masonde se acha a atual Praça da Matriz. considerando mais apropriada pelos construtores, pela sua maior elevação, de acordo com as recomendações da autoridade diocesana, na época o Bispo de São Paulo, que determinou taxativamente na respectiva licença fosse a capela em lugar decente, alto e livre de umidade. A construção da capela em outro local, que ficou concluída em 1843,desgostou profundamente a viúva Rosa Maria Lopes, que, por esse motivo,vendeu suas propriedades e se retirou para lugar incerto.

Em 1853 foram doados 14 hectares de terras para a formação do patrimônio de Nossa Senhora Aparecida da Estiva, sendo doadores João Pereira dos Reis, Luiz Pereira dos Reis, Antonio Pereira dos Reis, Joaquim Etelvino Pereira, José Ribeiro Pereira e João Galdino Pereira. A primitiva capela foi substituída por outra de maior dimensões e em 1919, iniciada a construção definitiva da atual igreja matriz, sob a direção do então vigário padre Antonio Pascoal.

Pela Lei provincial n.º 1 654, de 14 de setembro de 1870 foi o povoado elevado à categoria de distrito, pertencente ao município de Pouso Alegre, subordinação na qual se manteve até sua constituição em município autônomo, pela Lei estadual n.º 336, de 27 de dezembro de 1948, composto de um único distrito, passando a dois no quinquênio de 1954 a 1958, com a criação do distrito de Pântano, pela Lei n.º1039,de 12 de dezembro de 1953. Judicialmente, está o município de Estiva subordinado à comarca de Pouso Alegre.

Fonte: IBGE

Autor do Histórico: TEREZINHA STELA LAMBERT ROSA

Código do Município

3124500

Gentílico

estivense

Prefeito

AGENÍCIO DE OLIVEIRA

População
População estimada [2018]11.321 pessoas  
População no último censo [2010]10.845 pessoas  
Densidade demográfica [2010]44,47 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]2,0 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]1.536 pessoas  
População ocupada [2016]13,5 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]27,3 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]95,6 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]6,2  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]5,1  
Matrículas no ensino fundamental [2017]1.233 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]353 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]85 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]24 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]8 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]1 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]22.740,40 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]87,2 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0,691  
Total de receitas realizadas [2017]26.560,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]20.055,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]26,32 óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]0,4 internações por mil habitantes  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]5 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]243,872 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]54,3 %  
Arborização de vias públicas [2010]51,3 %  
Urbanização de vias públicas [2010]8,6 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Internações por diarreia: [número de internações por diarreia/população residente] x 1000

  6. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  7. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  8. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  11. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  16. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  17. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  18. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  19. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  21. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  22. Internações por diarreia: Ministério da Saúde, DATASUS - Departamento de Informática do SUS, IBGE, Estimativas de população residente

  23. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  24. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  25. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  26. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  27. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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