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Maranguape - Ceará



Maranguape faz parte do estado do Ceará. Localizado na região metropolitana de Fortaleza. É a terra natal do historiador e jurista João Capistrano de Abreu e do humorista Chico Anysio.

O topônimo maranguape vem do tupi-guarani maragoab e significa Vale da Batalha. O nome é uma alusão ao lendário cacique da tribo de índios que dominava a região.

Sua denominação original era Alto da Vila, depois Outra Banda e, desde 1760, Maranguape.

História da cidade de Maranguape Ceará - CE

As origens civilizadoras do município datam do século XVII, quando a frota de Matias Beck, composta de três iates e outras embarcações menores, chegou ao Ceará, conduzindo cerca de 298 homens, entre soldados, índios e negros escravos. O capitão holandês fundeou na baía de Mucuripe, construindo o forte "Schoenenborch", na foz do rio Pajeú, em cuja volta se desenvolveu o povoado que mais tarde seria a vila de Fortaleza de Nova Bragança.

Os holandeses tiveram notícia da existência de minas de prata no monte Itarema - Serra da Aratanha - próximo ao lugar onde acampavam e não muito distante da serra de Maranguape; por meio de promessas e dádivas, conseguiram dos chefes indígenas algumas indicações sobre o local exato onde se encontravam as cobiçadas jazidas.

A expedição batava ao Monte Itarema constitui a primeira penetração do homem branco nas terras do atual município de Maranguape, àquela época habitadas por índios potiguaras, que dilatavam seus domínios na faixa litorânea, desde o Rio Grande do Norte até a barra do Ceará e daí ao Piauí.

As primeiras sesmarias concedidas no início do Século XVIII tiveram como donatários o tenente Pedro da Silva e Amaro Morais, em 12 de julho de 1707; Jorge Silva, em 29 de dezembro de 1711; capitão Soares de Oliveira, em 17 de julho de 1717; José Gonçalves Ferreira Ramos e Felipe Loureço, em 1790.

O povoamento, entretanto, veio a tornar-se efetivo nos primórdios do Século XIX com a decidida atuação do português Joaquim Lopes de Abreu que, por doação do governo na metrópole, entrou no domínio de algumas sesmarias, incorporando-as a outras anteriormente compradas.

Em breve surgiu o arruado à margem do riacho Pirapora, em torno de uma capelinha, construída para atender às necessidades religiosas dos moradores, que se ocupavam nas atividades agrícolas, especialmente na cultura do café. Em 1851-1852 a produção de café da província era obtida quase toda nas serras de Maranguape.

Gentílico: maranguapense

Formação Administrativa

Distrito criado com a denominação de Maranguape, por provisão de 0101-1760 e ato provincial de 18-03-1842, subordinado ao município de Fortaleza.

Elevado à categoria de vila com a denominação de Maranguape, pela lei provicnial nº 533, de 17-11-1851, desmembrado de Fortaleza. Sede no núcleo de Maranguape.

Pelo ato provincial de 07-11-1861, é criado o distrito de Jubaia e anexado ao município de Maranguape.

Pelo ato provincial de 08-06-1864, é criado o distrito de Tabatinga e anexado ao município de Maranguape.

Elevado à condição de cidade com a denominação de Maranguape, pela lei provin cial nº 1282, de 28-09-1869.

Pela lei provincial nº 1992, de 14-08-1882, é criado o distrito de Cruz e anexado ao município de Maranguape.

Pelo ato de 08-01-1890, é criado o distrito de Maracanaú e anexado ao município de Maranguape.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído de 6 distritos: Maranguape, Cruz, Jubaia, Maracanaú, Palmeira, e Tabatinga.

Pelo ato estadual de 22-06-1912, é criado o distrito de Gado de Ferros e anexado ao município de Maranguape.

Nos quadros de apuração do Renceamento Geral de 1-IX-1920, o município é constituído de 7 distritos: Maranguape, Cruz do Lajedo ex-Cruz, Gado dos Ferros, Jubaia, Maracanaú, Palmeiras e Tabatinga.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 7 distritos: Maranguape, Cruz ex-Cruz do Lajedo, Gado dos Ferros, Jubaia, Maracanaú, Palmeiras e Tabatinga.

Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31XII-1937.

Pelo decreto-lei estadual nº 448, de 20-12-1938, é criado distrito de Pocinhos, com terras desmembrada do distrito de Lagedo ex-Cruz e anexado ao município de Maranguape. Sob o mesmo decreto é criado o distrito de Tanques, com terras desmembrada do distrito de Jubaia e anexado ao município de Mranguape e ainda altera a denominação dos distritos Gado dos Ferros a denominar-se simplesmente Gado e o distrito de Cruz a denominar-se Lajedo.

No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 9 distritos: Maranguape, Gado ex-Gado dos Ferros, Jubaia, Lajedo ex-Cruz, Maracanaú, Palmeiras, Pocinhos, Tabatinga, Tanques.

Pelo decreto-lei estadual nº 1114, de 30-12-1943, o distrito de Lajedo passou a denominar-se Itapebussú e Rocinha, a denominar-se Amanari, Palmeiras a denominar-se Palmácia e Tabatinga a denominar-se Sapupara.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1950, o município é constituído de 9 distritos: Maranguape, Amanari ex-Pocinho, Gado, Itapebussu ex-Lajedo, Jubaia, Maracanaú, Palmácia ex-Palmeiras, Sapurara ex-Tabatinga e Tanques.

Pela lei estadual nº 3779, de 28-08-1957, desmembra do município de Maranguape os distritos de Palmácia e Gado. Para formar o novo município de Palmácia.

Pela lei estadual nº 4437, de 30-12-1958, desmembrado do município de Maranguape o distrito de Maracanaú. Elevado à categoria de município.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município é constituído de 6 distritos: Maranguape, Amanari, Itapebussu, Jubaia, Sapupara e Tanques.

Pela lei estadual nº 6789, de 20-11-1963, desmembra o município de Maranguape o distrito de Amanari. Elevado à categoria de município.

Pela lei estadual nº 6328, de 06-06-1963, desmembra o município de Maranguape o distrito de Itapebussu. Elevado à categoria de município.

Em divisão territorial datada de 31-XII-1963, o município é constituído de 4 distritos: Maranguape, Jubaia, Sapupara e Tanques.

Assim permanecendo em divisão territorial datada 2005.

Fonte: IBGE

Código do Município

2307700

Gentílico

maranguapense

Prefeito

JOÃO PAULO DE CASTRO CARNEIRO XEREZ SILV

População
População estimada [2018]127.098 pessoas  
População no último censo [2010]113.561 pessoas  
Densidade demográfica [2010]192,19 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]1,5 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]13.745 pessoas  
População ocupada [2016]11,0 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]45,7 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]94,9 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]5,3  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]4,6  
Matrículas no ensino fundamental [2017]14.007 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]4.503 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]614 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]213 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]64 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]10 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]10.027,06 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]82,8 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0,659  
Total de receitas realizadas [2017]197.386,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]193.904,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]14,07 óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]0,3 internações por mil habitantes  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]39 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]590,873 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]31,8 %  
Arborização de vias públicas [2010]55,3 %  
Urbanização de vias públicas [2010]3,8 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Internações por diarreia: [número de internações por diarreia/população residente] x 1000

  6. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  7. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  8. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  11. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  16. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  17. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  18. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  19. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  21. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  22. Internações por diarreia: Ministério da Saúde, DATASUS - Departamento de Informática do SUS, IBGE, Estimativas de população residente

  23. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  24. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  25. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  26. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  27. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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