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Jaguaruna - Santa Catarina



Jaguaruna é uma cidade do Estado de Santa Catarina. Encontra-se a uma latitude 28º36′54" sul e a uma longitude 49º01′32" oeste, estando a uma altitude de 12 metros. A população avaliada em 2004 era de 15.608 habitantes.

O início do povoamento de Jaguaruna é de origem européia, é mais antigo do que até o presente se deu conhecimento. Os documentos básicos para o enigma da origem da colonização nas zonas de sesmarização são as cartas das sesmarias, que funcionavam como as escrituras da época. Estas cartas davam aos sesmeiros o domínio e posse das terras com clausulas de direitos e deveres. Baseados nestes e em outros documentos oficiais, conseguimos concluir que o povoamento efetivo do município de Jaguaruna iniciou-se em torno de 1800. Em primeiro lugar, lembramos que as praias de Jaguaruna eram os caminhos que os lagunenses, de origem vicentistas, utilizavam para expandir o território Português em direção ao meridião, a partir do primeiro quartel do século XVll. (Em torno de 1715). Dentre os vários capitães, destacaram-se Francisco Brito Peixoto e seu genro João de Magalhães. No ano de 1731, João de Magalhães recebeu do rei de Portugal, Dom João V, a sesmaria que denominou-se Garopaba do Sul. A referida sesmaria media uma légua e meia de frente para o mar, com a mesma direção ao s fundos,partindo da demarcação da Lagoa da Garopaba até o Ribeirão das Barranceiras (Arroio Corrente) e aos fundos o rio Jaguaruna,( uma légua media 6.600 metros). É provável que a sesmaria tenha sido utilizada para a criação da gado, tendo em vista que a mesma é também citada com a denominação de Campos da Garopaba. João de Magalhães foi um dos principais dentre os Chomens bons de Laguna. Participando da conquista dos campos de São João Pedro do Rio Grande do Sul, tornou-se estancieiro em Viamão, onde faleceu em 1771. É o primeiro personagem que está diretamente envolvido na história de Jaguaruna. Em 5 de abril de 1773, o sargento Mor de Ordenanças Manoel de Souza Porto, recebeu do vice-rei de Portugal a sesmaria de Campo Bom, medindo três léguas de frente ao mar com uma e meia de fundos. A sua frente iniciava no Arroio Corrente, continua à sesmaria da Garopaba, findado no Rio Urussanga, e os fundos ia até o rio Jaguaruna (Rio Sangão). Nesta data, o citado sargento já havia adquirido a sesmaria da Garopaba. Manoel de Souza Porto faleceu em 1779. As sesmarias de Garopaba e de Campo Bom, que eram de sua propriedade, foram adquiridos pelo padre Bernado Lopes da Silva, esta vasta área de terra iniciava na Lagoa de Garopaba e findava no rio Urussanga. Com a morte de Pe. Bernardo Lopes da Silva, que não deixou herdeiros, as duas sesmarias foram arrematadas em hasta pública por Antônio Vieira Rabello, 1807. Este sesmeiro e seus descendentes se fixaram definitivamente, iniciando o efetivo povoamento sobre suas sesmarias, que foram sendo desmembradas por seus herdeiros, os quais venderam parcelas de suas heranças. O capitão Francisco Coelho Rabello é um dos herdeiros muito citado nos documentos. A terceira, de grande importância na história do município, é a da sesmaria de Jaguaruna, concedida a Domingos Fernandes de Oliveira, em 1804. Confrontava-se com os fundos da sesmaria de Campo Bom, com limites na Lagoa de Jaguaruna, a qual já tinha este nome naquela data. Havia, portanto, em 1804, três sesmarias com nomes distintos: Garopaba, Campo Bom, Jaguaruna.

Estabeleceu-se 1867 o Cel. Luiz Francisco Pereira, procedente de Palhoça. Vieram dois anos após outros de Garopaba e Aratingaúba, entre eles Joaquim Marques, Francisco Rebelo, Manoel Marques. Os principais colonizadores foram os açorianos descendentes de Portugal, que chegaram a partir de 1870. Foi a região conhecida primeiramente por Campo Bom. Prevaleceu contudo o nome indígena Jaguaruna, equivalente à Jaguar Preto. A história do nome Jaguaruna é lendária; conta-se que os índios que aqui viviam encontraram nas redondezas do município um jaguar preto que em Tupi-Guarani é falado yaguar una ( onça preta). Esse acontecimento acabou dando origem ao nome da cidade. Já teve condições de ser elevada à Freguesia, em 5 de Maio de 1880 (Lei Provincial n. 887), por desmembramento de Tubarão. Extinta em 1883, foi a freguesia de novo restaurada em 3 de Março de 1884 (lei n. 1049). Este ato do fim do Império não teve efeito eclesiástico conhecido. Foi a paróquia de N. Sra. das Dores de Jaguaruna efetivamente criada em 24 de Junho de 1902. Em 06.01.1891, acontece a criação do município (Lei provincial n. 38), por desmembramento de Laguna. Extinto o município em 30 de Agosto de 1923, foi restaurado em 11 de Dezembro de 1930 (decreto n. 25). O município foi criado pelo Decreto Estadual n. 025 de 11 de dezembro de 1930, pelo Interventor Federal Ptolomeu de Assis Brasil. A comarca foi criada pela Lei Complementar n. 109 de 7 de Janeiro de 1994 e foi instalada em 19 de Janeiro de 1996. Fazem parte da Comarca da cidade os municípios de Sangão e Treze de Maio.

História da cidade de Jaguaruna Santa Catarina - SC

O PRIMEIRO habitante do Município de Jaguaruna foi o Coronel Luiz Francisco Pereira, que, em 1867, para lá se dirigiu com sua família, a fim de receber a concessão de sesmaria, como primeiro habitante da região, uma vez que, as terras do município de Palhoça, de onde procedia, eram pouco férteis o que o incentivou a deslocar-se.

Em 1869, chegaram Joaquim Marques, Francisco Rebelo e Manoel Marques, atraídos, também, pela fertilidade das terras.

A exuberância das terras fez com que os colonizadores a denominassem de Campo Bom. Não tardou, foi substituído pelo atual Jaguaruna, em virtude do aparecimento de um jaguar preto onde hoje é a sede municipal.

Os primeiros exploradores encontraram índios esparsos, misteriosamente desaparecidos nos primeiros anos.

Em 1875, foi construído o primeiro templo católico, sendo o Padre José Ferreira Guedes, o primeiro Vigário da Paróquia.

Em 1880, Jaguaruna foi elevada à Freguesia. Em 1883, foi extinta para, um ano mais tarde, tornar novamente aquela categoria, porém com parte de seu território desmembrado, e integrado no de Tubarão.

Gentílico: jaguarunense

Formação Administrativa:

Freguesia criada com a denominação de Jaguaruna, por lei provincial nº 877, de 05-031880, subordiando ao município de Laguna.

Elevado à categoria de vila com a denominação de Jaguaruna, por decreto estadual nº 38, de 06-01-1891, desmembrado de Laguna. Sede na vila de Jaguaruna. Constituído de distrito sede, Instalado em 02-05-1891.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído de distrito sede. Por lei estadual nº 1451, de 30-08-1923, o município foi extitnto, sendo seu território anexado ao município de Laguna. Elevado novamente à categoria de município com denominação de Jaguaruna, pelo decreto estadual nº 25, de 11-12-1930, desmembrado de Laguna. Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de distrito sede. Em divisão territorial datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937, o município de Jaguaruna aparece com 2 distritos: Jaguaruna e Vinte e Quatro de Outubro. Pelo decreto-lei estadual nº 86, de 31-03-1938, o distrito de Vinte e Quatro de Outubro passou Sangão.

No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 2 distritos: Jaguaruna e Sangão. Em divisão territorial datada de I-VII-1960, o município é constituído de 2 distritos: Jaguaruna e Sangão. Pela lei estadual nº 8552, 30-03-1992, desmembra de Jaguaruna o distrito de Sangão.

Elevado à categoria de município.

Em divisão territorial datada de I-VI-1995, o município é constituído do distrito sede.

Assim paermanecendo em divisão territorial datada de 14-V-2001.

Fonte: IBGE

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Síntese das Informações
Área da unidade territorial - 2016: 328,347: km²
Estabelecimentos de Saúde SUS: 12: estabelecimentos
Matrícula - Ensino fundamental - 2015: 2.341: matrículas
Matrícula - Ensino médio - 2015: 561: matrículas
Número de unidades locais: 706: unidades
Pessoal ocupado total: 4.486: pessoas
PIB per capita a preços correntes - 2014: 19.222,19: reais
População residente : 17.290: pessoas
População residente - Homens: 8.625: pessoas
População residente - Mulheres: 8.665: pessoas
População residente alfabetizada: 14.960: pessoas
População residente que frequentava creche ou escola : 4.562: pessoas
População residente, religião católica apostólica romana: 13.850: pessoas
População residente, religião espírita: 34: pessoas
População residente, religião evangélicas: 2.775: pessoas
Valor do rendimento nominal médio mensal dos domicílios particulares permanentes com rendimento domiciliar, por situação do domicílio - Rural: 1.852,72: reais
Valor do rendimento nominal médio mensal dos domicílios particulares permanentes com rendimento domiciliar, por situação do domicílio - Urbana: 2.187,92: reais
Valor do rendimento nominal mediano mensal per capita dos domicílios particulares permanentes - Rural: 522,50: reais
Valor do rendimento nominal mediano mensal per capita dos domicílios particulares permanentes - Urbana: 575,00: reais
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal - 2010 (IDHM 2010): 0,721:

Fonte:IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística


Jaguaruna: Imagens da cidade e Região

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