Sexo frequente protege a felicidade conjugal na pandemia

brigas domesticas

Uma das consequências pouco divulgadas da pandemia do novo coronavírus é o aumento do número de divórcios e separações, o isolamento social e o confinamento domestico acabam contribuindo para brigas entre os casais e muitas pessoas acabam desenvolvendo ou agravando o neuroticismo.

Pessoas neuróticas normalmente têm mais dificuldade de se relacionar e manter um casamento. Mas, de acordo com estudo publicado na da Social Psychological and Personality Science, se os noivos neuróticos tivessem relações sexuais mais frequentes, sua satisfação marital seria tão alta quanta a de pessoas que não sofrem com a condição.

Neuroticismo é uma tendência a experimentar emoções negativas, e as pessoas que a sofrem ficam infelizes e irritadas rapidamente, mudam de humor com freqüência e se preocupam com facilidade. As pessoas com níveis altos de neuroticismo são menos satisfeitas no amor e relacionamentos, e quando se casam são mais propensas a se divorciar.

“Altos níveis de neuroticismo estão mais fortemente associados a uma má relação conjugal do que qualquer outro fator de personalidade”, disseram Michelle Russel e James McNulty, da Universidade do Tenesse, e autores do estudo.

Mas o sexo no casamento parece fazer as pessoas mais felizes – outra pesquisa já mostrou que a relação sexual melhora o humor da pessoa no dia seguinte. Russel e McNulty queriam saber se uma atividade sexual frequente apagaria os efeitos negativos do neuroticismo.

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Eles observaram 72 casais recém-casados durante os primeiros quatro anos de seus casamentos; ambos os cônjuges falaram – separadamente e com privacidade – sobre sua satisfação no casamento e frequência sexual nos últimos seis meses.

Em média, os casais relataram praticar uma relação sexual por semana durante os primeiros seis meses do casamento e cerca de três relações por mês no quarto ano do casamento. Os casais se consideraram satisfeitos com o casamento e disseram ainda que a relação com o parceiro os deixava felizes.

A satisfação no casamento não foi associada à frequência sexual – nem no início do casamento e nem quatro anos mais tarde. Casais altamente satisfeitos algumas vezes têm altos níveis de atividade sexual, e algumas vezes baixos níveis – portanto esse não pode ser um bom indicador de satisfação conjugal.

Mas Russel e McNulty encontraram uma importante exceção. Para cônjuges com altos níveis de neuroticismo, a frequência na relação sexual melhorou a satisfação marital.

O efeito da atividade sexual frequente foi suficiente para afastar o “déficit de felicidade” que os neuróticos costumam ter. “Sexo frequente é uma das formas que algumas pessoas neuróticas tem de se manterem satisfeitas com seus relacionamentos”, disse o autor.

O período de “recém-casados” é uma época em que a relação sexual é particularmente importante, e para alguns – mas nem todos – a frequência no sexo melhora a felicidade no casamento.

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