O que fazer em Fortaleza, no Ceará – 2ª Parte

É claro que em uma cidade litorânea a protagonista é sempre a praia. Em Fortaleza não é diferente, ainda mais com o clima de sol quase todos os dias do ano (o período que eles chamam de inverno acontece no meio do primeiro semestre e ainda é calor, mas com chuva). Se a sua dúvida é “O que fazer em Fortaleza“, confira as dicas:

Como já disse no primeiro post sobre a minha viagem a Fortaleza, todas as praias urbanas de lá, exceto a Praia do Futuro, são impróprias pra banho. É difícil acreditar nisso quando você olha para o mar e vê a água muito mais clara do que muitas praias do litoral do sudeste, mas a verdade é que não é aconselhável tomar banho nessas praias, mas tem gente que toma mesmo assim. Isso se deve à proximidade com o porto da cidade e todos os resíduos que isso traz para o mar.

Praia do Futuro_Fortaleza

Mas, isso não é problema, afinal, a Praia do Futuro ainda é linda, bem estruturada e as redondezas de Fortaleza também possuem praias maravilhosas. A maioria dos passeios saem da capital para cidades vizinhas, por isso o horário de partida é bem cedo e a volta normalmente depois das 17/18 horas. Então, vá preparado: leve carteira, óculos, protetor, toalha e tudo o que for necessário para passar o dia todo fora.

Como já contei, fiz todos os passeios da viagem com a empresa Nettour, que me atendeu super bem e deu todo suporte até mesmo para os meus passeios com horários alternativos.

Esses foram os passeios que eu fiz durante os 4 dias de viagem (falei sobre a melhor opção de roteiro nesse post):

City Tour

Como cheguei em Fortaleza no meio da tarde, o meu City Tour foi uma versão mais compacta do passeio que geralmente é fornecido pela Nettour. Não pude descer em todos os pontos, mas acho que no geral conheci bastante da cidade.

Fortaleza é uma cidade com muita história, eu aprendi inúmeras coisas com o meu guia, umas delas foi o fato de Fortaleza ser a primeira cidade do Brasil a abolir a escravidão, antes mesmo da lei. Várias coisas da cidade prestam homenagem à isso, parte da história que orgulha os fortalezenses. O Palácio do Governo chama-se Palácio da Abolição (que é lindo, por sinal) e uma das principais ruas da cidade também leva esse nome.

Pontos turísticos de Fortaleza

Infelizmente muita parte da história da capital não foi preservada. Passando pelo centro, vi que é mais um amontoado de lojas e camelôs (que lembra muito a 25 de março) e quase nenhum prédio histórico.

A parte do passeio que mais gostei foi a parada no Mercado Municipal. Ele foi construído recentemente e abriga mais de 600 lojas de artesanato e produtos típicos do Ceará. Achei muito prático, pois reúne em um lugar só tudo aquilo que você quer ver e precisa comprar de lembrança. Mas, a maioria das coisas que você encontra por lá também estão na feirinha noturna da beira-mar, em alguns casos com o preço mais baixo.

Acho interessante escolher o City Tour para o primeiro dia de viagem. Ele já vai te dar uma boa noção da cidade e, de acordo com o endereço da sua hospedagem, fica mais fácil ver o que é ou não possível de se fazer a pé.

Durante o passeio eu vi o famoso Teatro José de Alencar, que é bem no centrão. Vi também o Centro Cultural Dragão do Mar, mas não tive tempo de passear por lá. Dizem que é uma ótima pedida, são vários barzinhos, música ao vivo e badalação. Se quiser conhecer, vá de táxi ou carro, porque é afastado da orla e, consequentemente, menos seguro.

Jardim Japonês_Fortaleza

Outro lugar que adorei foi o Jardim Japonês, achei bem inusitado a construção dele a beira-mar. Ele é bem cuidado e serve para sentar e relaxar observando as fontes.

Canoa Quebrada

Canoa Quebrada é, sem dúvida, um lugar lindo e que merece ser visitado. O inconveniente é a distância, são algumas horas de viagem de ônibus para quem fica hospedado na capital e vai até Canoa. São 165km de distância, ou seja, 330 contando ida e volta, o que torna o passeio cansativo.

Canoa Quebrada_Fortaleza

A recomendação não é tirar Canoa do roteiro, mas se hospedar lá por pelo menos um dia, assim dá pra curtir a noite quente da Broadway (esse é o nome da rua mais famosa do distrito), aproveitar bastante a praia e não voltar cansadíssimo para o hotel.

Ao chegarmos em Canoa, ficamos “atracados” no restaurante Bom Motivo, que oferece uma ótima estrutura, almoço, passeio de buggy e de jangada. Tudo isso pago à parte. O passeio de buggy custa R$35 por pessoa, o de jangada R$10 e a média do cardápio do almoço é de R$30 por pessoa. Vale a pena ficar na barraca, pra quem almoça lá tem: banheiro, ducha, guarda-volumes, cadeira pra tomar sol e etc.

Passeios em Canoa Quebrada

Como os horários conflitavam entre si, escolhi o passeio de buggy ao invés da jangada e não me arrependi. O bugueiro e as minhas acompanhantes (são sempre 4 pessoas no buggy) eram muito legais e os lugares que passamos e paramos são lindos, dá pra conhecer todas as belezas de Canoa Quebrada!

O passeio de buggy dura em média 2 horas. Ele passa pelas dunas móveis, pelo AeroBunda e EsquiBunda, criações de camarão, falésias e pelo famoso símbolo de lua e estrela que representa Canoa (tem vários símbolos ao longo das praias, mas eles te levam ao original).

Passeio de Buggy_Canoa Quebrada

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Lagoinha

A praia de Lagoinha fica em Paraipaba, 124km de Fortaleza. O passeio acontece no mesmo esquema que o de Canoa Quebrada. Ficamos na barraca Manzari, com uma boa estrutura, almoço e credenciamento com passeio, que dessa vez é um pouco diferente. Ao invés de andar só de buggy, fiz um passeio triplo com Jardineira, Catamarã e Buggy. O passeio custa R$40,00 e é opcional, sem problemas se você quiser ficar só curtindo a praia (e os guias não te pressionam, o que é ótimo).

Praia da Lagoinha_Fortaleza

O passeio seria quase dispensável se não fosse pela Lagoa das Almécegas. Chegamos lá depois da parte do passeio de Jardineira e o lugar é lindo, cheio de cadeiras, redes e espreguiçadeiras para curtir a vista. Por estarmos no meio do passeio, o tempo de permanência lá foi de 20 minutos. Mas, para quem faz o trajeto por conta própria, vale considerar um dia pra almoçar e passar a tarde na Lagoa, pois tem serviço de bar e restaurante.

Lagoa dos Almécegas_Fortaleza

De lá, nós pegamos o catamarã para finalizar o passeio com o buggy. Na volta do passeio eu almocei um peixe sensacional na barraca, mas é assunto pra outro post!

Beach Park

Esse foi o meu passeio preferido e que me surpreendeu muito, principalmente porque o “passeio ao Beach Park”, ao contrário do que eu imaginava, não é só Beach Park. A Praia Porto das Dunas (onde o parque fica localizado) é linda, com uma estrutura ótima e uma excelente alternativa pra quem não gosta de se aventurar no parque.

Praia Porto das Dunas_Fortaleza

O ingresso (adulto) custa R$140, ao meu ver, só vale a pena pagar quem realmente vai aproveitar bastante o parque: crianças, adolescentes, jovens e, inevitavelmente, pais com crianças menores que não conseguem ficar por lá sozinhas. Não que o parque seja ruim (muito pelo contrário), mas pra quem não curte os brinquedos vale mais a pena economizar esse dinheiro e curtir a praia.

Outra coisa que me fez preferir esse passeio foi a proximidade de Fortaleza, em 30 minutos você chega à Praia de Porto da Dunas, depois de fazer percursos muito mais longos (pra Canoa Quebrada e Lagoinha), isso é um fator a ser bastante considerado.

O Parque em si é ótimo, achei tudo super limpo: lanchonetes, água das piscinas e banheiros (que normalmente são duvidosos em parques aquáticos). Além de uma estrutura bacana: brinquedos com filas organizadas, muitos salva-vidas e funcionários suficientes em todos os setores. Visitei o Beach Park em um domingo e não acreditei quando não passei sufoco na hora de comer! E o preço não é abusivo como estamos acostumados em parques, o meu combo de hot dog + batata + refrigerante saiu por R$16,90.

Alimentação_Beach Park_Fortaleza

Ao retirar o ingresso na bilheteria, recebi também um cartão de consumo, que você pode abastecer com a quantia que quiser e usar dentro das lojas e lanchonetes do parque. O dinheiro que sobrar no cartão é devolvido quando sair. Uma ótima alternativa pra não ter que ficar manuseando dinheiro e carteira lá dentro, todo molhado.

A muvuca só acontece mesmo na hora da entrada. O parque abre às 11h e até todo mundo comprar o ingresso e colocar as coisas no guarda-volumes (que custa R$22), eu acabei pegando uma filinha chata, mas depois disso, dá para transitar tranquilo pelo parque, com fila apenas nos brinquedos mais disputados.

Beach Park_Fortaleza

Se você está acompanhado de alguém que não vai aos brinquedos, dá pra dispensar o guarda-volumes, pois o parque é cheio de cadeiras e mesas, então, se alguém se privar de brincar pra ficar de olho nas mochilas, é tranquilo. Mas, se todos seus acompanhantes quiserem curtir o parque, não tem jeito, tem que deixar tudo no guarda-volumes e ficar só com o cartão de consumo e roupa de banho. Foi nessa situação que eu achei um defeito do parque: você está sem chinelo (ele tem que ficar guardado já que não pode entrar com nada nas atrações) e… o chão é super quente! Aí fica todo mundo pulando de sombrinha em sombrinha para não queimar o pé.

Beach Park_Piscinas_Fortaleza

O brinquedo que eu mais gostei foi o famoso Insano, uma queda de mais de 40 metros que faz jus ao nome! Se você tiver coragem de ir, se programe, porque esse é o último brinquedo a abrir, o primeiro a fechar e a fila costuma ser a maior do parque.

Beach Park_Insano_Fortaleza

Passeios que faltaram no meu roteiro, por falta de tempo, mas que todos dizem ser imperdíveis: Praia do Futuro pela manhã, Cumbuco e Jericoacoara.

Nos próximos posts darei dicas de “Onde comer” e “Onde se hospedar” em Fortaleza.

Dúvidas, sugestões ou dicas? Utilize a caixa de comentários!

Post por Ana – Viajante Cidades do meu Brasil

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