Dicas de Maceió – O que fazer?

Algumas dicas sobre Maceió já foram ao ar no primeiro post da série mas quem procura saber “O que fazer em Maceió” encontrará a seguir todas as informações necessárias.

Quem viaja para o Nordeste está, na maioria das vezes, em busca de praia, sol, sombra e água fresca. Claro que tudo isso é possível de encontrar em Alagoas, mas existem também roteiros culturais, como por exemplo, o city tour em Maceió e a visita a cidade de Penedo. Os passeios que a nossa patrocinadora Luck Receptivo oferece para quem se hospeda em Maceió são: praia de Paripuera, praia do Francês, city tour, praia do Gunga, lagoas do Mundau e Mangoaba, barra de Santo Antônio, foz do Rio São Francisco, visita a Penedo, praia de Maragogi e ainda saídas para Pernambuco: passeio a Porto de Galinhas e city tour Recife/Olinda. Lugares esses que já visitei como vocês podem ver nesse post.

Não tive tempo de fazer todos os passeios, mas como já contei no outro post meus escolhidos foram: City tour, Foz do Rio São Francisco, Praia do Gunga e Maragogi. Foi muito difícil escolher, mas levei em consideração que o City Tour é sempre fundamental, a praia do Gunga era a mais recomendada por todos que já tinham visitado e da Foz do Rio São Francisco a Maragogi eu conheceria o litoral de ponta a ponta já que ambos são divisas com outros estados.

City Tour

Meu city tour foi bastante reduzido porque meu voo atrasou e acabei chegando bem mais tarde, por sorte o centro histórico de Maceió não é muito grande e deu pra conhecer quase tudo apenas sem as devidas paradas. Passeios históricos costumam ser um pouco parados, mas o guia da Luck Receptivo fez diferença e contou histórias bem engraçadas e curiosas sobre cada lugar que passávamos.Dicas O que fazer em Maceio01

Museu da Imagem e do Som, Praça Floriano Peixoto e Assembleia Legislativa foram alguns dos pontos que passamos. O lugar que mais gostei foi o mirante de São Gonçalo do Amarante, nosso único ponto de parada. Assim que cheguei vieram alguns vendedores ambulantes e me deram algumas sementes de piriquiti e explicaram a tradição: todo turista que visita o mirante recebe 5 sementes, 1 deve ser guardada pra si, 1 deve ser dada a alguém especial e 3 devem ser jogadas do mirante, de costas, e mentalizando um pedido para cada uma. Não sei da onde surgiu a tradição – nem eles – mas sei que todo mundo cumpre!

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O santo que dá nome ao mirante tem uma igreja sua bem a frente do mesmo, São Gonçalo do Amarante que é nada mais nada menos que o ex-padroeiro de Maceió. Eu nunca tinha visto um ex-padroeiro em lugar nenhum, mas no Alagoas isso é possível. São Gonçalo perdeu esse cargo para Nossa Senhora dos Prazeres que por uma confusão da Família Real de Portugal foi considerada padroeira, ninguém contestou o mal entendido, e assim ficou.

Foz do Rio São Francisco

Acho indispensável para quem visita Maceió fazer o passeio para o Rio São Francisco. O Rio é um dos mais importantes do Brasil além de ter uma extensão gigantesca, a nascente é em Minas Gerais! É um passeio único que só quem visita o Alagoas e Sergipe consegue fazer.

A Luck faz dois tipos de passeio para o rio: o passeio de barco, que foi o que eu fiz e a visita aos Canyons do São Francisco. Esse segundo deve ser agendado com antecedência porque tem saídas esporádicas.

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O passeio começa no barco que é na verdade uma chalana (nome de barcos com 3 andares) e depois de aproximadamente 40 minutos de navegação pelo rio chegamos a uma faixa de areia onde existem famílias vivendo em quilombos até hoje (não dá pra ver, mas eles estão lá).

Nesse lugar existe uma piscina natural formada com a própria água do rio e a parada é de 1hr e 30min, dá pra aproveitar bem. E que diferença que é se banhar em água doce, né? Nesse espaço também tem uma feirinha com produtos fabricados pelos próprios moradores da cidade de Piaçabuçu que é banhada pelo rio e a maioria das pessoas vivem edos frutos do mesmo.

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Voltamos à embarcação e o guia explicou que o Velho Chico (apelido carinhoso do rio) já foi muito mais forte e produtivo. Atualmente são 5 hidrelétricas em sua extensão além do projeto de transposição do rio para diminuir com a seca do interior do nordeste.

Praia do Gunga

Uma coisa que difere Alagoas de outros estados nordestinos é que mesmo nas grandes cidades do Estado ainda existem grandes monopólios de famílias, que são donas das usinas (principais fontes de renda do Estado) e dominam tudo: as prefeituras, as maiores empresas, os grandes terrenos. Eu pensei que isso nem existia mais no Brasil!

Um desses imensos terrenos pertencentes as famílias do alto escalão é onde fica a Praia do Gunga. Sim a praia tem DONO e os turistas só podem entrar no lugar porque ele permite. Então aquela imensidão de coqueiros que deixam a Praia do Gunga ainda mais bonita não estão ali por obra da natureza, o dono do terreno cultiva a fruta para fins comerciais.

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Muita gente na hora de escolher os passeios pode pensar em dispensar a Praia do Gunga pensando que praia por praia, outra pode ser melhor. Mas isso é um grande erro! Quem acha a praia do Gunga “comum” é porque não fez o passeio de buggy. Sim, o passeio de buggy é oferecido em várias praias do nordeste e muitas vezes pode ser repetitivo, mas esse é diferente porque o atrativo do passeio não é a volta no buggy em si, e sim o lugar que ele te leva: as Falésias da Praia do Gunga.

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Eu já tinha visto falésias no nordeste antes (aqui e aqui) mas essas com certeza são diferentes, ela são altas! Ao entrar no meio das falésias eu me senti no Grand Canyon (mesmo não conhecendo o Grand Canyon). Lógico que os lugares não se comparam, nos EUA as proporções são infinitamente maiores, mas isso não faz as falésias do Gunga perderem o charme, além do incrível mar azul de fundo. O passeio custou R$40,00 por pessoa e valeu muito a pena. Depois da primeira parada de falésias ainda fomos ao uma lagoa natural com argila, a água era quentinha, uma delícia!

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A Praia do Gunga em si também é ótima, o mar não é tão calmo, mas aí o ponto turístico surpreende novamente: metade da praia é banhado pelo rio Mundau! Ou seja, na mesma praia você tem a opção de tomar banho de mar e de rio, é só escolher de que lado dos arrecifes ficar. Obs: os pagamentos no Gunga só podem ser feitos em dinheiro ou cheque, não funciona cartão.

Na volta da praia, passamos no bairro Pontal da Barra, típicos de rendeiras. O lugar é famoso por vender rendas feitas lá mesmo, dentro das casas das próprias rendeiras. Elas moram ao fundo e no cômodo da frente abrem sua loja para vender as rendas que produzem. A renda mais famosa é o filé, que é todo colorido e tradicional de Maceió. Todas as lojas aceitam cartões e é um ótimo lugar para comprar presentes e lembrancinhas para todo mundo. Para ter uma ideia de preço, uma toalha de mesa de 6 lugares toda de renda custa R$40,00.

Maragogi

Maragogi é conhecido como o “Caribe brasileiro”. Eu nunca fui o caribe, mas se o caribe se parece com Maragogi com certeza é lindo. A praia de lá é bonita, mas os galés são MARAVILHOSOS!

É importante frizar que a Luck e todos os receptivos fornecem só o transporte até o ponto de apoio em Maragogi, não é vendido a travessia até os galés porque ela depende da maré. Então nem sempre é possível fazer o passeio, as vezes só é possível adentrar 3km mar a dentro e nos dias de marés melhores, como o dia em que eu fui, o catamarã avança 6kms para chegar nas piscinas naturais.

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Durante a travessia a os meninos da equipe de mergulho já explicam sobre o serviço e anotam os nomes de quem vai querer mergulhar, o mergulho + fotos custam R$85,00. Bom, essa é uma decisão super pessoal, tem quem morra de fobia do mergulho, quem não vê a menor graça ou acha caro demais. Eu escolhi mergulhar porque me asseguraram que era uma experiência totalmente diferente da que tive em Maracajaú, em Natal (veja o post aqui).

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Lá o mergulho foi super legal, mas realmente o de Maragogi mostra muito mais da vida marinha, além de ser mais profundo, a quantidade de peixes e corais é muito maior. Me deu a impressão de que os peixes são acostumados com os mergulhadores porque eles ficam realmente muito perto, eu fiquei muito a meio palmo de distância de um cardume e eles nem se moveram, fingiram que eu não estava ali. Tem uns tipos bem diferentes de peixes e muuuitos corais. É uma experiência bem diferente e que vale a pena.

Achei legal que a equipe deixa bem claro que não precisa saber nadar, e que se colocar a roupa e não se acostumar com os aparelhos você pode desistir sem nenhum custo. Eles tentam deixar a tripulação o mais segura possível com o mergulho e totalmente livre para escolher não mergulhar.

Na região dos galés “da pé” pra todo mundo (o que é incrível porque como disse, é 6km mar adentro) então você pode ficar simplesmente nadando naquela água azulzinha. Existe também a opção de alugar snorkel + máscara (R$10) para ver os peixinhos. Lógico que não é que não é a mesma quantidade ou diversidades de peixe que vê quem mergulha, mas mesmo assim eles ficam bem próximos.

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Na volta ao ponto do apoio ainda resta tempo para desfrutar da piscina do local, da praia, pegar as fotos de quem mergulhou etc. Como disse no outro post a distância de Maceió para Maragogi leva mais de 2 hrs de carro. O bate volta é aconselhável sim, ainda mais se você consegue dormir no veículo de trajeto, mas é óbvio que ficar hospedado alguns dias na cidade deixa o ritmo da viagem menos cansativo.

Esses foram os passeios que fiz durante minha viagem, passei rapidamente na Praia do Francês e não me arrependi de não ter feito o passeio pra lá, porque ela é extremamente lotada! Todos os passeios foram feitos com a Luck Receptivo.

Postado por Ana – Viajante Cidades do meu Brasil

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