Aproximar o bom propósito da boa ação

Estamos no início do mês de junho, o mês das festas juninas. Atrás dessas festas estão grandes santos, como Antonio de Pádua, João Batista, Pedro e Paulo, só para citar os mais populares. Participando das festas destes santos, realizando as festas juninas, nós reavivamos os nossos bons propósitos, uma vez que contemplamos os bons propósitos dos santos festejados.

Que bom que isso acontece! Mas como colocar em ação estes bons propósitos?
Na tentativa de responder esta pergunta vem-me à mente o provérbio norueguês que um dia eu li e me chamou muito atenção:

Nada neste mundo é tão distante que o caminho entre o bom propósito e a boa ação?

Esse provérbio constata que é bom ter bons propósitos, mas quão é também difícil torná-los realidade: boa ação. A distância entre o bom propósito e a boa ação é imensa. Porém, também não é impossível a aproximação. Basta lançar-se, planejar e arregaçar as mangas.

Lançar-se é o primeiro passo para aproximar o bom propósito da boa ação. Lançar-se exige uma gigante dose de ousadia e coragem. É claro que a mentalidade moderna promove nas pessoas uma postura mesquinha e covarde. Fazer frente à mesma, significa lançar-se com ousadia e coragem.

Planejar é o segundo passo. Se não se planeja, os bons propósitos jamais se concretizam, pois falta-lhes os caminhos, os meios e os fins. Quem planeja torna possível a ação.

Arregaçar as mangas, como terceiro passo, é a ação já em concretização. O bom propósito vira boa ação.
Mesmo sabendo da enorme distância entre o bom propósito e a boa ação, é possível vivenciar a aproximação. Os/as grandes heróis/heroínas da história, os nossos/as santos/as juninos/as, foram aqueles/aquelas que aproximaram a distância entre o bom propósito e a boa ação. São para nós inspiração e exemplo.

Dom Jacinto Bergmann,
Arcebispo Metropolitano da Igreja Católica de Pelotas.

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